<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125</id><updated>2011-11-10T12:12:40.116-08:00</updated><title type='text'>Pensar Diferente</title><subtitle type='html'>O pensar diferente, é uma cultura que se pretende para qualquer Estado de Direito. Tal cultura revela a presença do espírito democrático, gerador de um espaço cómodo para a liberdade de expressão.
O progresso da ciência não se faz pelo consenso, mas sim pelo debate despido de preconceitos. É esta dinâmica que se pretende aplicar neste espaço.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-3858955536943287565</id><published>2011-08-24T04:25:00.000-07:00</published><updated>2011-08-24T05:16:23.439-07:00</updated><title type='text'>Um diagnóstico sobre as relações interpessoais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-y-jIMQUDA1w/TlTpNF_Oq6I/AAAAAAAAH94/WzWCpnBF8Ik/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 159px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-y-jIMQUDA1w/TlTpNF_Oq6I/AAAAAAAAH94/WzWCpnBF8Ik/s400/images.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644392644157025186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;	 	 	 	&lt;style type="text/css"&gt;p { margin-bottom: 0&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;Por vezes nos questionamos sobre o porquê das desavenças entre pais e filhos, entre amigos, vizinhos, colegas, etc. Esta inquietação resulta quiçá da necessidade ontológica de nos sentirmos em harmonia com o espaço habitual de convivência e relacionamentos interpessoais. A ruptura deste equilíbri&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;o relacional constitui-se num factor de desco&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;nforto emocional convertendo-se simultaneamente em conflitos de vária ordem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%;" lang="pt-PT" align="JUSTIFY"&gt; Neste texto, pretendo trazer a reflexão os elementos que concorrem severamente para as colisões e tensões nas relações que estabelecemos com os nossos pares. No entanto traria como factor central da análise o conceito de estrutura de valores. Este refere-se ao conjunto de princípios valorativos que orientam o nosso estilo de vida quer no comportamento quer no relacionamento.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%;" lang="pt-PT" align="JUSTIFY"&gt; Portanto, a estrutura de valores pode variar em função do espaço social, nível de literacia, estrato social de pertença, factores culturais, crenças religi&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-ar8zdny9ANw/TlTp5x_ZQYI/AAAAAAAAH-A/OVrauWS-UpM/s1600/images%2B%25284%2529.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 259px; height: 194px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ar8zdny9ANw/TlTp5x_ZQYI/AAAAAAAAH-A/OVrauWS-UpM/s320/images%2B%25284%2529.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644393411883123074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;osas e politicas, etc. Nestas esferas sociais encontramos uma diversidade de estrutura de valores que por vezes podem-se entrelaçar na medida em que frequentamos diversos campos sociais no mesmo trajecto biográfico. Assim, cada um dos agentes sociais é dotado de apenas uma e única estrutura de valores – resultante de vários campos sociais que perfazem a sua identidade biográfica - definindo-lhe a forma como se poderá relacionar com os seus pares.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%;" lang="pt-PT" align="JUSTIFY"&gt; Um equilíbrio relacional prevalece nos casos em que as duas partes encontram-se numa consonância de estrutura de valores, o contrário disso é válido para explicar a maioria dos conflitos interpessoais. Para se compreender melhor  vou aqui dar o exemplo de uma díade em conflito resultante da dissonância das suas estruturas de valores.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%;" lang="pt-PT" align="JUSTIFY"&gt; Imaginemos um casal do qual um dos cônjuges entende que não precisa de exercer alguma actividade remunerada porque o (a) parceiro (a) tem o dever de lhe pagar todas as contas. Digamos que esta percepção resulta da sua estrutura de valores. Por seu turno a outra parte tem uma posição diferente da primeira por achar que ambos devem-se complementar no pagamento das contas e despesas domésticas. A prior estão criadas as condições para o estabelecimento de clivagens durante o relacionamento pelo facto de haver uma dissonância na estrutura de seus valores. É bom salientar que no atinente a este aspecto poderão-se criar conflitos específicos pois ambos não partilham dos mesmos valores. Isso não significa que não se possam complementar noutros valores, aliás, o que lhes mantém como cônjuges é o facto de terem consonância em alguns pontos das suas estruturas de valores.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%;" lang="pt-PT" align="JUSTIFY"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-zKuTqJFHY6E/TlTqDDgN5WI/AAAAAAAAH-I/fpStq1cUHy4/s1600/ATT00018.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 200px; height: 132px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-zKuTqJFHY6E/TlTqDDgN5WI/AAAAAAAAH-I/fpStq1cUHy4/s320/ATT00018.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644393571203016034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Os pressupostos valorativos que orientam a nossa acção, não são estáticos, pois mudam no decurso biográfico de cada um dos sujeitos sociais. No exemplo anterior diria que quanto mais elementos dissonantes na estrutura de valores do casal, maior é a possibilidade de conflito e as consequências que disso poderão advir. Partindo dessa conjectura podemos presumir que as cisões num e outro relacionamento são directamente proporcionais ao incremento da dissonância na estrutura de valores entre as partes.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%;" lang="pt-PT" align="JUSTIFY"&gt; Embora seja difícil fazer previsões infalíveis, este tipo ideal – buscando a terminologia weberiana – pode-nos ajudar a compreender não apenas as cisões ocorridas nas relações afectivas mas também em qualquer que seja a interacção entre dois ou mais sujeitos sociais. Se por um lado torna-se difícil prever com uma dose alta de precisão as roturas na interacção, o mesmo não se pode dizer em relação a previsibilidade de um conflito.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;No primeiro caso, a dificuldade resulta no facto do &lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;i&gt;valor tolerância &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;constitu&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;ir-se num alicerce para a manutenção de qualquer processo interactivo repleto de dissonância na estrutura de valores. Por outras palavras diria que mesmo que a dissonância chegue aos 50% ou mais da estrutura de valores, o sujeito pode tolerar o relacionamento quiçá, na expectativa de que o interagente ou agente de interacção possa a qualquer instante sincronizar os se&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;us valores. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%;" lang="pt-PT" align="JUSTIFY"&gt; No segundo caso diríamos que o surto de algum conflito é bastante previsível mesmo com a eclosão de surtos ínfimos de dissonância de valores. Na gestão e prevenção de conflito existem três estratégias básicas a serem tomadas.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%;" lang="pt-PT" align="JUSTIFY"&gt; Em primeiro lugar pode-se optar pela negociação ou cedência em que uma das partes aceita fazer uma reestruturação dos seus valores sincronizando-os ao seu interagente. No segundo caso pode-se optar pela fuga que neste caso corresponderia a rotura ou cisão no relacionamento. Por último pode-se optar pela competição que&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-CSeAiLKBrXM/TlTqkySW_7I/AAAAAAAAH-Q/_nZ1jP-UjPc/s1600/images%2B%25283%2529.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 259px; height: 194px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-CSeAiLKBrXM/TlTqkySW_7I/AAAAAAAAH-Q/_nZ1jP-UjPc/s320/images%2B%25283%2529.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644394150697041842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; implicaria a perpetuação do conflito na expectativa de que a outra parte tome finalmente a iniciativa de ajustar os seus valores aos nossos, ou seja substituir parte dos seus valores pelos nossos, criando assim uma sincronia das duas estruturas de valores.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%;" lang="pt-PT" align="JUSTIFY"&gt; É portanto possível prever e contornar quaisquer natureza de conflitos interpessoais. O grande desafio porêm subsiste na modalidade pela qual nos posicionamos para o efeito. Refiro-me a isto se fizemos um exame racional ou emotivo do contexto interactivo em que nos encontramos, dado que as emoções em muitos casos distorcem a natureza dos factos abrindo espaço para juízos a prior condenados a falácia. Não pretendo fazer destas linhas um receituário para relacionamentos mais saudáveis e/ou  equilibrados pois tal tentativa estaria de antemão condenada ao fracasso. Pretendo sim, trazer uma espécie de amuleto para refrear a nossa imaginação como diria Castoriadis – um dos filósofos grego do Séc. XX -  em torno das relações interpessoais, as suas significações e o simbolismo daí resultante.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%;" lang="pt-PT" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-3858955536943287565?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/3858955536943287565/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=3858955536943287565' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/3858955536943287565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/3858955536943287565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2011/08/um-diagnostico-sobre-as-relacoes.html' title='Um diagnóstico sobre as relações interpessoais'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-y-jIMQUDA1w/TlTpNF_Oq6I/AAAAAAAAH94/WzWCpnBF8Ik/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-946917372155524870</id><published>2011-07-13T03:17:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T00:25:45.652-07:00</updated><title type='text'>A outra face da bajulação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-j_9MG-nUB7k/Th12WA0ecBI/AAAAAAAAHuw/dOwhFXQPToQ/s1600/bajulacao-renovados-e-apaixonados1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 220px; height: 241px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-j_9MG-nUB7k/Th12WA0ecBI/AAAAAAAAHuw/dOwhFXQPToQ/s400/bajulacao-renovados-e-apaixonados1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628785229832286226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;          &lt;style type="text/css"&gt;p { margin-bottom: 0.08in; }a:link {  }&lt;/style&gt;&lt;/div&gt;          &lt;style type="text/css"&gt;p { margin-bottom: 0.08in; }&lt;/style&gt;  &lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;O sucesso ou retrocesso dos nossos projectos pessoais; o alcance ou não das metas que tanto almejamos, as brilhantes e as péssimas carreiras profissionais, etc. tem quase sempre uma certa correlação com os nossos valores e fundamentalmente como nos relacionamos com os superiores hierárquicos (SH). Esta hierarquia não se cinge apenas ao fórum laboral mas também em varias esferas da estratificação social. Por exemplo na esfera do desporto e cultura seriam os nossos superiores hierárquicos os bem sucedidos, os mais populares e detentores de v&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;rias medalhas e prémios. Na economia, seriam, como se poderia esperar, os detentores de fortunas e propriedades de atiçar cobiça a qualquer um. Na religião e na politica, teríamos na hierarquia mais alta os lideres carismáticos que granjeiam simpatia das massas ou mesmo dos seus fieis. No local de trabalho temos naturalmente os que conduzem os destinos da nossa instituição e trata-se fundamentalmente daqueles &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; quem nos subordinamos. Em traços gerais é esta a ideia que devemos ter sobre os nossos SH (dispostos em diferentes campos sociais) que podem influenciar positiva ou negativamente na consecução dos nossos desideratos dependendo dos valores que orientam o nosso relacionamento para com os mesmos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;          &lt;style type="text/css"&gt;p { margin-bottom: 0.08in; }&lt;/style&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;Existe uma ideia que convém clarificar de modo a mitigar equívocos a posterior; trata-se dos valores sobre os quais nos servimos rumo a interacção estabelecida com aqueles que ocupam as esferas mais privilegiadas da estratificação social. Neste caso particular estaríamos a falar do nosso posicionamento e/ou das nossas opiniões sobre o que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; melhor e/ou pior, bom e/ou mau, etc. no relacionamento com os SH. Na parte que se segue procuramos reflectir sobre a bajulação tomando em consideração não apenas o seu lado ético e moral, mas também o seu carácter eminentemente racional tomando em consideração  o seu impacto no desenvolvimento sócio-económico de um pa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;í&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;s.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;" lang="pt-PT"&gt; Pode não constituir novidade a ideia segundo a qual o profissional exemplar seja aquele que se isenta de partilhar a vida privada com o chefe; aquele que não procura saber sobre o estado de saúde, ou mesmo sobre o final de semana deste. Um profissional que não pede sugestões, conselhos e opiniões sobre o seu relacionamento conjugal a não ser por iniciativa do SH. Prosseguindo  nesta linha de ideias diríamos que neste perfil enquadram-se os que pautam apenas pela realização e cumprimento das suas actividades, responsabilidades e obrigatoriedades rotineiras patentes nos seus termos de referencia contratuais. Ao contrario disso é valido para a figura do bajulador.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-rM7Ls6PC3uA/Th123P7YjZI/AAAAAAAAHu4/uXvZmtSEgps/s1600/puxa_saco.jpeg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 166px; height: 192px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-rM7Ls6PC3uA/Th123P7YjZI/AAAAAAAAHu4/uXvZmtSEgps/s320/puxa_saco.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628785800823475602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A concepção de um mau profissional reside portanto nos valores que orientam-no a convidar o chefe para a sua cerimonia de baptizado, anivers&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;rio natalício, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;ou&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; mesmo a inauguração da barraca no Xipamanine; por&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;m importa olhar para esta acção de forma diversa do que chamaríamos de simpatia. Importa frisar que o adjectivo usado para qualificar este perfil de profissionais serve apenas aos bajuladores  não sendo extensivo as restantes categorias dos não excelentes. Assim,  diríamos que existem também os que mesmo não sendo bajuladores, não detém o domínio técnico das obrigatoriedades laborais a si imputadas; existem igualmente os que não cumprem com zelo (mesmo tendo domínio) das obrigatoriedades que lhes são atribuídas, etc. fazendo deles profissionais não excelentes. Para chegarmos a outra face da bajulação vamo&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;s portanto distinguir algumas categorias de actores engajados na labuta por intermédio das  instituições a que se encontram filiados. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;Na categorização profissional da massa laboral podemos encontrar os que não tem domínio técnico e nem-se quer optam pela bajulação como um valor a tomar. Existem também os que não tendo o domínio técnico optam pela bajulação como escudo protector da sua incompetência; temos igualmente os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;q&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;ue são tecnicamente excelentes mas que se distanciam da bajulação e por &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;ú&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;ltimo os que fazem uma espécie de combinação perfeita entre a bajulação e a competência técnica da qual ostentam. Apoiando-se no raciocínio de Kastersztein, – cientista social francês da actualidade - Conceição Pinto (socióloga portuguesa)  debruça-se sobre três estratégias de integração social, duas das quais se ajustam aos perfis dos profissionais anteriormente descritos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;" lang="pt-PT"&gt; No primeiro caso, ora aludido, o actor que reconhece as suas insuficiências técnicas convence-se de que a melhor maneira de sair impune seria usar a instituição a seu favor, escondendo-se no anonimato e  passando despercebido por qualquer um dos colegas, fundamentalmente para o SH. Em razão disso e' que se opõe a bajulação como um valor a cultivar, pois esta o tornaria exposto, e usando a expressão popular; “propenso a que deixasse cair a sua mascara a qualquer momento”.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;Uma segunda estratégia de integração social captaria de forma idêntica as três seguintes categorias de profissionais. Reconhecendo por exemplo as fraquezas que o impeçam de cumprir efectivamente com os termos de refer&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;ê&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;ncia pelos quais foi contratado, o agente pode desenvolver comportamentos que visam granjear a simpatia daqueles que podem ditar a sua manutenção ou exclusão da instituição &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; que se encontra vinculado. Para estes a bajulação &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; um valor que poderá or&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;ientar o seu relacionamento com os SH. Por outro lado, os que se julgam suficientemente capazes de responder &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;s suas obrigações técnicas, tem a convicção de estarem suficientemente integrados ao ponto de não necessitarem da bajulação para o efeito. No entanto investem significativamente na competência profissional como o garante da sua estabilidade contratual. Finalmente temos o caso daqueles que combinam a competência técnica &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; social como forma de garantir a sua integração na instituição. Aqui fizemo-lo propositadamente o facto de considerar a bajulação como sinónimo da competência social. Por outras palavras estamos atribuindo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; e&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-zH01NdlJXDk/Th13JGeoUmI/AAAAAAAAHvA/mVFnuytpCm8/s1600/lambe-botas"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 225px; height: 225px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-zH01NdlJXDk/Th13JGeoUmI/AAAAAAAAHvA/mVFnuytpCm8/s320/lambe-botas" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628786107524600418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;sta acção, se quisermos no termo vulgar, de puxa-saquismo ou lambe-botismo, um carácter bastante racional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;" lang="pt-PT"&gt; Importa abrir aqui um pequeno parentes para referir que num Estado meritocr&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;á&lt;/span&gt;tico provavelmente a necessidade de apostar pela bajulação seja de per si pouco relevante, contrariamente a um Estado com politicas laborais diferentes.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;A bajulação &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; portanto uma acção suficientemente racional na medida em que os seus aderentes, parafraseando Weber,  orientam os seus meios aos fins que pretendem almejar. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;À&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; isto chamamos de acção racional com relação a fins ou então acção teleológica. Nesta os agentes sociais reúnem os meios que julgam mais adequados &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; consecução das suas metas, e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; partir da&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;í&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; orientam todo o processo da sua interacção social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;" lang="pt-PT"&gt; No caso dos bajuladores, importa reconhecer neles uma elevada capacidade de empatia no sentido de conquistar a simpatia dos respectivos SH. Este exercício requer a capacidade de se colocar no lugar do outro e sentir-se como ele supostamente se sente. Embora pareça simples, digamos que exige algum esforço mental no sentido de adequar os meios aos fins.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;A empatia supra-indicada  implica reconhecer que “tanto quanto eu, o outro ficaria satisfeito perante um elogio”; perante a percepção de que alguém se preocupa com o seu bem estar, alguém d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; valor as suas ideias e opiniões, etc. Tomemos em conta que nesta empatia facilmente desenvolvemos um sentimento e tratamento especial para o agente de quem achamos se importar connosco. De uma ou de outra forma a bajulação toma em conta estes elementos como pontos basilares da sua filosofia. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;Conforme nos referimos a pouco, na acção teleológica procuramos reunir os meios que julgamos serem mais adequados aos fins que almejamos. Neste tipo ideal encontramos desde a atitude do professor que procura a metodologia mais apropriada para o ensino e aprendizagem da sua disciplina; o m&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;dico que procura aplicar o fármaco com menor possibilidade de efeitos colaterais no processo de cura, e os profissionais que encontram na bajulação a melhor estratégia de integração na instituição da qual fazem parte. Todos eles agem racionalmente em busca da consecução dos seus objectivos e metas. Mas porque nem sempre os meios que achamos serem os mais apropriados para as metas que almejamos efectivamente o são, ou seja oferecem alguma margem de erro devido as limitações da própria natureza humana; Vilfredo Pareto, um sociólogo italiano, chamou de acção não-lógica &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; todas essas tentativas de ajustar os meios aos fins. Mas sem nos querermos perder nesta discussão teórica sobre acção racional e acção não-lógica, importa apenas realçar o centro desta reflexão que se assenta na tentativa de mostrar esta outra face da bajulação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;Dependendo da forma como fazemos o uso desta estratégia de integração social, ela pode acarretar uma  repulsa por parte dos nossos espectadores. Em alguns casos, esta investida atropela alguns preceitos dos valores éticos e morais do contexto em que o autor se encontra.  Não &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; por acaso que os bajuladores, não sua maioria são conotados com uma s&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;rie enorme de atributos pejorativos. Por detrás disso está por exemplo a atitude que consiste em comentar sobre as fraquezas técnicas dos colegas; apontar os aspectos negativos no atinente as suas responsabilidades laborais, etc. como forma de conquistar a simpatia dos SH.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;" lang="pt-PT"&gt; No inicio deste texto tentamos mostrar uma provável correlação entre o sucesso ou retrocesso dos nossos interesses pessoais com a forma sobre a qual orientamos o nosso relacionamento com os SH.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;Embora caricato, parece que muitas vezes os bajuladores são os que mais brilham na sua carreira profissional ascendo gradativamente e por vezes de forma vertiginosa &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;s hierarquias mais nobres da sua instituição. Contrariamente a isso, os técnicos que apostam unicamente na competência profissional como estratégia de integração, podem não prosperar como os primeiros vendo assim as suas expectativas goradas. Nesta ordem de ideias diríamos que os mais avantajados seriam os que conseguem de forma meticulosa acasalar a competência técnica a social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;" lang="pt-PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;" lang="pt-PT"&gt; &lt;b&gt;A moral e a acção racional teleológica&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Na secção anterior dissemos que muitas vezes a bajulação era desdenhada por associar-se fundamentalmente ao contra-censo dos valores morais e éticos, mas importa referir que nem por isso ela perde o seu carácter racional.  Quando se trata de ajustar os meios aos fins, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt; comum que os valores de consenso no nosso espaço de pertença possam ser atropelados. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Quando os fins justificam os meios não há moral que impeça a consecução do nosso desiderato, buscando a expressão mais popular: “passamos por cima de tudo e de todos para o alcance dos nossos objectivos”. Na sua maioria a bajulação &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt; orientada neste diapasão; talvez seja esta a pedra angular da acção racional teleológica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jp2sU43j39g/Th13gYj61mI/AAAAAAAAHvI/g8-58-btrTI/s1600/Rei.jpeg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 214px; height: 236px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-jp2sU43j39g/Th13gYj61mI/AAAAAAAAHvI/g8-58-btrTI/s320/Rei.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628786507515614818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Muito antes de Weber, um outro intelectual alemão, Karl Marx, percebeu a dinâmica deste tipo de acção que se orienta com relação a fins. Foi na sequência disso que deu o exemplo do Bom Capitalista  (preocupado em agradar aos súbditos) que acabou por falir de tanta benevolência salarial para com os seus operários. O ponto &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt; que a lógica do próprio capitalismo implica a violação dos preceitos morais para maximizar de forma pujante os lucros que o sustentam. Para tal implica a exploração de todas as  energias possíveis da massa laboral na produção de bens de consumo, em seguida remunera-los com ordenados mais baixos possíveis. Do ponto de vista ético há muito que se contrapor &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;à&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt; esta lógica  mas importa salientar que a minimização dos custos de produção e a maximização dos rendimentos implica  a exploração de uma mão-de-obra-barata e consequente continuidade deste sistema de produção. De igual forma, não raras vezes, a bajulação como estratégia de integração social contrapõe-se aos valores morais, como garante da sua eficácia. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Embora susceptível a v&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;rias cr&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;í&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;ticas o desenvolvimento de um relacionamento que toma em consideração a empatia com os SH continua sendo uma alternativa a competência técnica no seio das estratégias de integração social. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; font-weight: normal; line-height: 150%; text-align: justify;" lang="pt-PT"&gt; Uma questão a não perder de vista procuraria indagar o seguinte: Será impossível uma bajulação que não ponha em causa os preceitos éticos e morais? Deixarei em aberto esta questão de forma a suscitar  algum debate.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; font-weight: normal; line-height: 150%; text-align: justify;" lang="pt-PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;" lang="pt-PT"&gt; &lt;b&gt;Os espinhos da bajulação&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; font-weight: normal; line-height: 150%; text-align: justify;" lang="pt-PT"&gt; Vezes sem conta temos vindo a evocar os adágios populares para catapultar a percepção da ideia que se  pretende veicular; no entanto esta não seria a excepção. “Nem tudo o que brilha e' ouro”, reza assim uma velha expressão popular.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Se por um lado a bajulação granjeia as expectativas dos seus aderentes, importa rever o seu impacto para a sociedade em geral e se quisermos,  para o desenvolvimento sócio-económico de um pa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;í&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;s. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;É&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt; que por vezes ela tem um efeito hipnótico e nesse diapasão as principais vitimas são os SH. Ao desenvolverem simpatia pelos indivíduos visados estes últimos perdem de vista a ideia segundo a qual na instituição que dirigem deveria-se primar pela co&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3jI9mjafyc0/Th6ZMqShOxI/AAAAAAAAHvQ/JWN27QBAFxE/s1600/pobreza.jpeg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 259px; height: 194px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-3jI9mjafyc0/Th6ZMqShOxI/AAAAAAAAHvQ/JWN27QBAFxE/s320/pobreza.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629105027049143058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;mpet&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;ência técnica antes da social. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; font-weight: normal; line-height: 150%; text-align: justify;" lang="pt-PT"&gt; Por uma questão de coerência, nos termos de referencia são exigidos dos contratados apenas a competência profissional, raras ou muito poucas vezes faz-se menção a competência social. Mas como se mencionou há pouco o efeito hipnótico pode fazer com que as posições mais altas da hierarquia institucional sejam ocupadas por aqueles que mais mostram a competência social em lugar da técnica. Ora é relativamente fácil prever as consequências deste cenário embora com o risco de se cair em futurismos infrutíferos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; font-weight: normal; line-height: 150%; text-align: justify;" lang="pt-PT"&gt; &lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent;"&gt;O poder de decisão quando distanciado da competência técnica pode ser crucial para a consecução dos fins e objectivos da instituição. A acomodação de uma ideia que conduza os destinos da instituição deve ser feita mediante o crivo da razão ante a influencia emotiva da qual o SH possa ser vitima.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Uma bajulação que visa acomodar simultaneamente os interesses pessoais e institucionais vê-se capaz, em principio, de chamar atenção ao SH sobre as consequências negativas da sua decisão. Ao contr&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;á&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;rio deste protótipo bajulatório o profissional vê-se impelido a elogiar e repetir em tom alto as ideias dos seus superiores, mesmo quando consciente da sua falácia. Neste caso a busca pela realização dos interesses pessoais predispõe-no a sacrificar os interesses da instituição. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;A bajulação qu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;ando associada ao egocentrismo pode-se constituir num perigo não só para a instituição mas também para o sistema como um todo, pondo em causa o desenvolvimento do próprio pa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;í&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;s. Por exemplo; um conselheiro pol&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;í&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;tico ou assessor do ministro ao pretender manter a sua p&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XIt7QbCxUYI/Th6ZlzxPQVI/AAAAAAAAHvY/azl2XraP6WI/s1600/Lixeira_urbana.jpeg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 259px; height: 194px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-XIt7QbCxUYI/Th6ZlzxPQVI/AAAAAAAAHvY/azl2XraP6WI/s320/Lixeira_urbana.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629105459090637138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;osição na hierarquia institucional, a sua bajulação pode ser mais altruísta quando associad&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;a a sua competência técnica. Isso implica estar em condições de discordar de certos posicionamentos do SH e convenc&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;ê&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;-lo na base da argumentação sobre respectivo impactos nega&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;tivos. Isso não lhe impede, de modo algum, a desenvol&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;ver comportamentos que conquistem a simpatia daqueles que ocupam posições imediatamente superiores. Isso seria o que chamamos de combinação entre as duas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;competências – a técnica e a social.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.12in; margin-bottom: 0.12in; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; &lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;A aliança entre estas duas, pode contribuir para a integração social do sistema como um todo, na medida em que perfaz as aspirações do sujeito quanto as da instituição. Aqui se encontra um grande desafio daqueles que conduzem os destinos de quaisquer agremiação. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent;"&gt;Tomar em consideração o perfil do seu subalterno com base nas quatro categorias de bajulação que enunciamos, e face a isso optar ou em prol da consecução dos fins eminentemente pessoais (deixando-se hipnotizar) ou do sistema no seu todo (premiando os que fundem as duas competências).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-946917372155524870?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/946917372155524870/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=946917372155524870' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/946917372155524870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/946917372155524870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2011/07/outra-face-da-bajulacao.html' title='A outra face da bajulação'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-j_9MG-nUB7k/Th12WA0ecBI/AAAAAAAAHuw/dOwhFXQPToQ/s72-c/bajulacao-renovados-e-apaixonados1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-1443697119451174997</id><published>2011-05-25T09:09:00.000-07:00</published><updated>2011-05-25T09:26:55.985-07:00</updated><title type='text'>THE BOTTOM BILLION: WHY THE POOREST COUNTRIES ARE FAILING AND WHAT CAN BE DONE ABOUT IT;  Paul Collier (2007)</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;p.sdfootnote { margin-left: 0.2in; text-indent: -0.2in; margin-bottom: 0in; font-size: 10pt; }p { margin-bottom: 0.08in; }a.sdfootnoteanc { font-size: 57%; }&lt;/style&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-PT" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Depois de muito tempo ausente, desta vez procurarei entrar em cena coadjuvado por algumas pessoas interessadas na dinâmica deste blogue. Uma delas &lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;é&lt;/span&gt; o Reinaldo Mendiate que est&lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;á&lt;/span&gt; fazendo o seu doutoramento nos meridianos nipónicos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="en-US" align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR" align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" align="CENTER"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Resumo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;-Comentário de Reinaldo Ernesto João Mendiate&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;a class="sdfootnoteanc" name="sdfootnote1anc" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=11597125&amp;amp;postID=1443697119451174997#sdfootnote1sym"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Uma das obras mais influentes do Professor Paul Collier (da Universidade de Oxford) é sem dúvidas o títuto acima, cuja tradução para Português pode ficar “O Bilião de Baixo: Por que os Países Mais Pobres estão a Falhar e o que Pode Ser Feito”. A obra, de 209 páginas, foi editada pela &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;i&gt;Oxford University Press&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;, e saíu em 2007. Dada a originalidade, profundidade, e pertinência ganhou vários prémios e recebeu excelentes comentários da crítica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Na primeira parte&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt; da obra, Paul Collier constanta que o mundo dispõe, na actualidade, de cerca de 1 bilião de pessoas que vivem na extrema pobreza, quase todos eles em países da África sub-sahariana, América Latina e Ásia. O mais intrigante é que muitos desses países estão a ficar atrasados e, em certos casos, estão mesmo a ficar à margem, divergindo do ritmo de integração global e do desenvolvimento que o resto da humanidade tem estado a usufruir. Paul Collier menciona Haiti, Congo (RD), Afeganistão, Sudão, Guiné-Bissau, Somália, entre outros, como exemplos de Estados (e populações) que se estão a divergir do resto do mundo. É a esse 1 bilião de pessoas a que designa por &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;b&gt;“bilião de baixo”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Na segunda parte do livro, Paul Collier identifica algumas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;“armadinhas”, que podem explicar a gênese e a manutenção dos problemas de fraco crescimento económico e desenvolvimento (nas suas várias facetas) de muitos dos países em que vivem o “bilião de baixo”. Essencialmente, são identificadas 4 grandes “armadilhas”: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;b&gt;conflitos, recursos naturais, interioridade com má-vizinhança,&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;b&gt;má governação em países pequenos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;b&gt;primeira “armadilha”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt; é a de “Conflitos”. Paul Collier reconhece que os conflitos são inerentes a política, mas realça que nos países onde vive o “bilião de baixo”, eles têm formas particularmente violentas, prolongadas, muito onerosas e recorrentes. Paul Collier constanta que cerca de 73% de pessoas a que designa por “bilião de baixo” estiveram há poucos anos em regiões em guerra ou estão mesmo debaixo dela, neste momento. Assim, devido ao círculo vicioso entre as causas da “guerra civil” e da “pobreza”, Paul Collier argumenta que os países pobres têm mais propensão à conflitos civis, tanto mais que economias fracas geram Estados fracos e, por conseguinte, torna-se fácil organizar uma rebelião. À este aspecto, Paul Collier apresenta o conflito no Congo (DR) (que levou &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Laurent-Désiré Kabila ao poder em 1997), como tendo sido financiado por poucos milhares de dólares, pagos aos soldados que aceitavam ingressar no movimento rebelde.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Relativamente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt; ao carácter prolongado dos conflitos nos países do “bilião de baixo”, Paul Collier encontrou uma forte e positiva correlação entre baixo PIB &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;i&gt;per capita&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;, na fase inicial dos conflitos, e o seu carácter prolongado. Assim, muitos dos conflitos surgem associados à necessidade de obtenção e controle dos recursos do Estado ou dos recursos localizados em determinadas regiões desses Estados. Por isso, o fim das guerras civis não tem sido sinónimo de fim dos conflitos, que, em geral, permanecem latentes, elevando os riscos de novas sublevações. Paul Collier constanta que uma experiência de ter estado em conflito duplica o risco de nova sublevação nesse grupo de países.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;O balan&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;ço dos conflitos nos países do “bilião de baixo” é igualmente preocupante e por isso Paul Collier diz que “conflitos civis são o reverso do desenvolvimento”. Diz ainda que, em média, os conflitos civis reduzem o crescimento económico dos envolvidos em 2.3% por cada ano em conflito. Ou seja, se a guerra civil se prolonga por uns 7 anos, o decrescimento económico do país atingirá (em média) uns 15% (sic). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt; natureza prolongada dos conflitos exige fontes de financiamento igualmente duradouras. Neste aspecto, Paul Collier menciona que muitos dos conflitos têm sido suportados graças a produção e comercialização de drogas (ilícitas), feitas nos vastos territórios fora do controle das autoridades governamentais reconhecidas. Daí que, de acordo com Paul Collier, guerras civis conferem vantagens comparativas em crimes internacionais e terrorismo. Para isto, exemplifica com os casos de Afeganistão, Paquistão, Guiné-Bissau e Colombia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;A sa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;ída para esta “armadilha” está no crescimento económico. Os seus efeitos acumulados vão corroer a base dos conflitos civis, incrementar a diversificação horizontal e vertical das exportações. E tudo isso vai, mais ainda, diminuir a base dos conflitos civis e aumentar o crescimento económico rumo ao desenvolvimento, numa espiral. Dado que muitos dos países onde o “bilião de baixo” vive encontram-se em África, Paul Collier recomenda que o continente se esforce para convergir com o resto da humanidade, apostando em políticas que levem ao crescimento económico e desenvolvimento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;b&gt;segunda “armadilha”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;, uma ironia, tem a ver com os “Recursos Naturais”, recursos naturais de grande valor no mercado internacional. E aqui Paul Collier constanta uma evidência alarmante: a de que perto de 30% do “bilião de baixo” vive em países fartos em recursos naturais de suma importância nas transações internacionais. Fala de exemplos de petróleos da Nigéria, Sudão, Angola, Timor-Leste, Guiné-Equatorial, Gabão; dos diamantes de Angola, Serra Leoa, Congo (DR); da madeira do Gabão, Congo (DR), etc, que, ao invés de catalizar o desenvolvimento, tem estado a fomentar conflitos e estagnação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Esta segunda “armadilha” &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;é defendida com recurso a quatro argumentos. O primeiro tem a ver com a famosa maldição dos recursos naturais, a chamada “Doença Holandesa”. Aqui, Paul Collier lembra o que aconteceu na Holanda e demonstra que a exportação de recursos naturais leva a sobrevalorização da moeda nacional, e isso aumenta o preço dos bens exportados pelos outros sectores da economia, tornando-os não-competitivos no mercado internacional. Estes outros sectores da economia, ora não-competitivos, poderiam ser um veículo do progresso tecnológico e de diversificação das exportações, mas acabam por ficar menosprezados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Paul Collier menciona que muitos dos Estados com recursos naturais &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;não têm crescido economicamente porque têm confiado unicamente nas receitas geradas por tais recursos, esquecendo-se de criar uma economia normal, baseada na produção e diversificação de bens, serviços e tecnologias. Neste contexto, Paul Collier serve-se do exemplo da Nigéria que, nos anos 70, foi aniquilando outros sectores produtivos, em especial os de cacau e oleagenosas, situação que empurrou muitos produtores e suas famílias para a pobreza. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;O segundo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;argumento refere que as enormes receitas provenientes dos recursos naturais têm levado a realização de grandes despesas públicas e de investimentos em projectos improdutivos, alimentando redes de corrupção. Paul Collier adverte que quando os preços dessas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;i&gt;commodities&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;, baixam no mercado internacional, as economias dela dependentes começam a ter problemas. E aqui cita, de novo, o que aconteceu na Nigéria nos anos 80, em que a qualidade de vida baixou drasticamente assim que os preços do petróleo baixaram no mercado internacional.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;O terceiro argumento tem a ver com a rela&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;ção entre a abundância de recursos naturais e o desempenho das democracias em contexto de paises do “bilião de baixo”. Aqui, Paul Collier apresenta vários argumentos paradoxais: por exemplo, a de que a abundância de recursos naturais nesses países degrada a democracia, muito provavelmente devido a tendência de expansão do sector público por via de excessivos gastos (públicos). Tende a se criar, assim, um “Estado máximo”, imiscuindo-se ainda mais nas vida dos cidadãos. Outro exemplo tem a ver, não com a realização das eleições em si, mas com a forma como se obtém e exerce o poder. Paul Collier chama a atenção ao facto de a abundância de recursos nos países do “bilião de baixo” estar a alterar o modo como as eleições decorrem, com aumento de evidências de casos de subornos a eleitores ou compra de seus cartões, primeiro para votarem em certas candidaturas, e segundo, para impedí-los de votarem nas candidaturas dos adversários. Muito desse suborno é feito à custa dos dinheiros públicos. Em suma, ao invés dos habéis e honestos, em muitos dos países do “bilião de baixo” com abundantes recursos naturais, são os corruptos que ganham vantagens nas eleições.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Em quarto lugar, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;os enormes recursos financeiros provenientes das exportações de recursos naturais tendem a levar os Estados do “bilião de baixo” a não investirem em instituições de cobrança de impostos e taxas, dado que as receitas do Estado vêm, fundamentalmente, das exportações desses valiosos recursos. E como os cidadãos não pagam impostos, os políticos não encontram motivação suficiente para prestação de conta e gestão pública transparente, fazendo com que muitos dos países do “bilião de baixo” ricos em recursos se transformem em verdadeiras autocracias, onde formalmente há competição política, mas, de facto, há enormes restrições ditadas pela forma do exercício do poder.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;A saida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt; para esta segunda armadilha, de acordo com Paul Collier, chapter 9&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;b&gt;terceira “armadinha”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt; é a de “Interioridade com Má-Vizinhança”. Esta “armadinha” descreve o azar dos países que não tem directo acesso ao mar e oceanos. Dependem, pois, de um ou vários vizinhos para poderem comercializar. Portanto, pela “má-vizinhança”, mais do que referir aos outros países igualmente sem acesso ao mar, Paul Collier quer designar, em especial, aos que têm acesso ao mar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;E esta quest&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;ão da vizinhança é importante para o crescimento económico e desenvolvimento, tanto mais que nesta linha de pesquisa já estiveram muitos outros economistas como Jeff Sachs, Paul Krugman e Tony Venables, perguntando-se sobre “o que teria acontecido se todos os países do mundo tivessem começado no mesmo nível económico, sendo uns do interior e outros com costa”. Paul Collier cita Jeff Sachs como tendo respondindo que “os países do interior teriam metade da taxa de crescimento dos países com costa.” Embora hajam excepções para o continente africano (Botswana), as evidências demonstram que perto de 40% do “bilião de baixo” vive em países sem saída para o mar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Socorrendo-se de dados colhidos por Tony Venables, Paul Collier afirma que o custo de transporte para as cidades capitais de pa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;íses sem acesso ao mar eram comparativamente mais elevados do que para as cidades cujos países tinham costa, independentemente das distâncias. Em geral, segundo Paul Collier, os países do interior estão “reféns” dos seus vizinhos com costa, e os seus custos de comercialização dependem do quão o vizinho (com costa) tiver investido em infraestruturas como portos, estradas e pontes, bem como linhas férreas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Para Paul Collier, Uganda &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;é pobre porque o seu acesso ao mar depende do Quénia, mas as infraestruturas do Quénia estão fora do controle dos ugandeses, dificultando a integração do Uganda no comércio global de produtos que exigem um uso intensivo de transportes terrestes. Ademais, para além de Quénia não se configurar como um bom “corredor” para os produtos ugandeses, nao é, igualmente, um mercado viável, de tal sorte que não poderá se constituír como mercado alternativo para Uganda. Para Paul Collier, estas são algumas das diferenças que existem, por exemplo, entre Uganda e Suíça; ou seja, a Suíça não só usa os excelentes portos e estradas dos seus vizinhos (Itália, França, Áustria ou Alemanha), como também destina parte significativa dos seus produtos à esses mercados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Paul Collier amplia o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;azar do Uganda quando enumera todos os seus vizinhos: Quénia (com uma economia estagnada há anos), Sudão (mergulhado em guerra civil há anos), Ruanda (igualmente sem costa e a se recuperar do genocídio dos anos 90), Somália (sem um governo e instituições centrais há quase 20 anos), Congo (RD) (com enormes problemas étnicos e fragilidades governamentais) e Tanzania (com quem já teve um conflito armado nas últimas décadas). Um azar similar afecta igualmente a República Centro Africana.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Integrando outras variáveis na análise, Paul Collier constata que países ricos em recursos tendem a estar numa melhor situação do que os que não os têm, e essa vantagem acentua-se quando há boas políticas de gestão desses recursos, como é o caso do Botswana (com os seus diamantes). Ou seja, se o país não tiver acesso ao mar e for pobre de recursos, as potencialidades de crescimento económico e de desenvolvimento baixam drásticamente. Segundo Paul Collier, todos os países do mundo se beneficiam (mutuamente) do crescimento económico de seus vizinhos, numa média de 0.4%, sempre que o PIB do vizinho cresce em cada 1%. Mas, adverte Paul Collier, enquanto os países com costa servem o mundo, os países sem costa servem os com costa, elevando a média do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;i&gt;spillover&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt; de 0.4% para 0.7% sempre que o PIB do vizinho (com costa) aumenta em 1%.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;A vizinhan&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;ça com países costeiros com fraco desempenho económico, sem recursos naturais, e sem capacidades técnicas para aproveitar as oportunidades que existem, condenam os países do interior à uma espiral de pobreza. Paul Collier menciona que o continente africano é o mais afectado por esta “armadilha”, tendo em conta que nos outros continentes existem muitos poucos países sem recursos naturais e sem acesso ao mar, simultaneamente. Segundo Paul Collier, 30% de toda a actual população do continente africano vive em países do interior e pobres em recursos naturais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;De novo, olhando para as infraestruturas dos pa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;íses do continente africano, as desvantagens evidenciam-se. Paul Collier já se referiu que quando o PIB do país costeiro aumenta em 1%, o PIB do país sem costa aumenta em 0.7%. Mas África é diferente neste ponto pois suas infraestruturas (estradas, linhas férreas) foram concebidas para escoar produtos para as antigas metrópoles, de tal modo que os vizinhos não são mercados em sí, são apenas corredores para a saída desses produtos. Não há um mercado intra-africano. Por isso, quando um país africano com costa cresce em 1%, o seu vizinho do interior recebe uns míseros 0.2%, praticamente nenhum benefício.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0in;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;As sa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;ídas sugeridas por Paul Collier para esta terceira “armadinha” são várias, e podem ser resumidas em: reduzir as barreiras ao comércio dos vizinhos para captar e ceder os mútuos benefícios dos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;i&gt;spillovers&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;; melhorar as infraestruturas de acesso ao mar, para beneficiar os países sem costa; maximizar a captação de remessas do estrangeiro; atraír investimentos e ajudas ao desenvolvimento, etc.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div id="sdfootnote1"&gt;  &lt;p class="sdfootnote" align="JUSTIFY"&gt;&lt;a class="sdfootnotesym" name="sdfootnote1sym" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=11597125&amp;amp;postID=1443697119451174997#sdfootnote1anc"&gt;1&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;  Licenciado em Relações Internacionais e Diplomacia (1999); Mestre  em Direito do Comércio Internacional (2008); e candidato a Doutor  em Desenvolvimento Internacional – Políticas de Desenvolvimento  Económico e Gestão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-1443697119451174997?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/1443697119451174997/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=1443697119451174997' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/1443697119451174997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/1443697119451174997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2011/05/bottom-billion-why-poorest-countries.html' title='THE BOTTOM BILLION: WHY THE POOREST COUNTRIES ARE FAILING AND WHAT CAN BE DONE ABOUT IT;  Paul Collier (2007)'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-5985352192938769904</id><published>2010-09-08T01:12:00.001-07:00</published><updated>2010-09-08T01:31:55.133-07:00</updated><title type='text'>Práticas discursivas e a desqualificação do outro:</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TIdJRsvT8NI/AAAAAAAAGYQ/2U-uYGA89AA/s1600/020910_maputo_mocambique.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TIdJRsvT8NI/AAAAAAAAGYQ/2U-uYGA89AA/s400/020910_maputo_mocambique.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514456837154664658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TIdGUqXjsRI/AAAAAAAAGXQ/4fNiK8QVYuc/s1600/020910_maputo_mocambique.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A desdramatização da violência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A violência no entanto que uma conjectura de cariz morfologicamente ético afigura-se repugnante e não aceite em qualquer que seja o contexto no qual se pretenda justificar a sua aplicação. Porém importa rever as circunstâncias nas quais a acção dos sujeitos sociais ocorrem, sendo estas orientadas por diversos catalisadores dentre os quais se destacariam as emoções, as crenças, as tradições, as aspirações ou metas individuais como grupais. A violência está presente em quase toda a natureza da acção social como algo intrínseco e de certa forma dotada de racionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se olharmos para a violência de forma mais simplificada como um comportamento que causa danos a outra pessoa, ser vivo ou objecto diremos que &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TIdGtqFTu2I/AAAAAAAAGXY/uzq-5I6Po8w/s1600/Michelangelo+Merisi+da+Caravaggio+-+O+sacrif%C3%ADcio+de+Isaac+-+1603.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 320px; height: 248px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TIdGtqFTu2I/AAAAAAAAGXY/uzq-5I6Po8w/s320/Michelangelo+Merisi+da+Caravaggio+-+O+sacrif%C3%ADcio+de+Isaac+-+1603.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514454018943073122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ela estava patente no sacrifício de animais entre a comunidade judaica pré-crista que assim procedia para a expiação dos seus pecados. A circuncisão masculina, as tatuagens buriladas sobre as partes mais variadas do corpo humano, e até os tapas correctivos infligidos às crianças traquinas e indisciplinadas caracterizam o exercício da violência no mundo-vida. A legitimação ou não do seu uso teima a incorporar sobre si um leque enorme de conflitos de interesses escondidos por detrás de argumentos subjectivamente éticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso da violência ganha legitimação quando visa o alcance de um desiderato em nosso beneficio e sobretudo quando motivados por uma razão instrumental na qual os fins justificam os meios. A não compreensão das motivações por detrás de qualquer acção baseada na violência pode concorrer para a emissão de juízos valorativos como diria Boudon – o sociólogo francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na onda dos protestos populares ocorridos em Maputo (nos dias 1 e 2/09/2010) contra a subida de preços em produtos de primeira necessidade o recurso a violência foi notório de tal forma que  despoletou a reacção de grupos mais conservadores. Porém não tardou que fossem vociferados discursos radicais de desqualificação do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os assaltos aos estabelecimentos comerciais, a incineração de viaturas pertencentes a particulares como a instituições públicas, as barricadas nas vias públicas, &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TIdHjjhLigI/AAAAAAAAGXo/v041G6QpjgQ/s1600/mahatma_Ghandhi.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 147px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TIdHjjhLigI/AAAAAAAAGXo/v041G6QpjgQ/s200/mahatma_Ghandhi.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514454944893864450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;entre outras, caracterizaram o clima de violência inerente ao levantamento popular em protesto a especulação dos preços no mercado. Face a este cenário os adjectivos desqualificantes não tardaram a chegar sendo que tal acção foi interpretada como actos de vandalismo, banditismo, delinquência, e por ai em diante. O discurso em torno da desqualificação pode ter resultado da não compreensão dos valores que orientaram tal atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na história da descolonização de Moçambique consta que o movimento de libertação nacional tentou por várias vezes negociar de forma pacífica e por via de conversações com o Governo Colonial mas sem sucesso, até que decidiram por via da confrontação armada (e logo violenta) lograr com o seu desiderato, o que foi bem sucedido. Após a independência nacional alguns pontos de discórdia surgiram entre os ex-guerrilheiros da luta de libertação sendo que os detentores do poder não quiseram pela via do dialogo e pacificamente resolver as diferenças. Não tardou então que eclodisse uma guerra civil que teria terminado mal o poder político decidisse abdicar-se de uma postura arrogante para escutar através do dialogo as reivindicações da parte antagónica. Este passo foi crucial para o fim de um longo período de violência e estagnação do desenvolvimento sócio-económico do país. Poderia do ponto de vista normativo especular que a responsabilização pela destruição deveria ser repartida para ambas as partes conflitantes visto não terem entrado em acordo antes da expansão dos danos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dois exemplos da recente história de Moçambique a legitimação da violência está patente dado que tinha como fim último o alcance de um bem considerado crucial à uma maioria pertencente a classe dominada. Nota-se então o uso da razão instrumental na qual os fins justificam os meios. Tratando-se de lutas revolucionarias o sangue derramado, as perdas humanas, as infira-estruturas destruídas, e a violência em volta de toda essa panaceia justificava a liberdade que se pretendia alcançar. O problema residia no facto de não haver uma forma pacificamente correcta pela qual se lograriam os intentos da classe revolucionária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos de conflitos de interesses bem sucedidos pela classe dominada na qual se furtou o uso da violência são irrisórios pelo menos no contexto moçambicano. Esta conjectura pode se sustentar com o caso dos madjermanes que vem há anos reivindicando os seus direitos de forma pacífica sem nunca rea&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TIdIaP_VYdI/AAAAAAAAGYA/IzvwcaZ2A_M/s1600/fotoguerra+mocambique.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TIdIaP_VYdI/AAAAAAAAGYA/IzvwcaZ2A_M/s320/fotoguerra+mocambique.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514455884544434642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;lizarem tais anseios. Por esta via  Mahatma Ghandhi não seria um exemplo excludente pois (embora a sua abordagem dos protestos pacíficos) em algum momento mostrou-se disposto a apoiar a metrópole britânica com recurso a violência na Segunda Guerra Mundial caso lhe garantissem a independência política da Índia. Talvez seja caso para dar azo a proposta de Horkheimer que achava inconcebível a libertação da classe dominada e oprimida sem recurso a violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agressividade protagonizada nas manifestações supra-indicadas enquadram-se naquilo que Weber chamaria de acção racional teleológica ou seja orientada para um determinado fim. Neste caso estaríamos perante a razão instrumental que pauta pelo princípio segundo o qual os fins justificam os meios. Foram partidas as vidraças de instituições bancárias por simbolizarem o poder económico da classe política detentora do aparatus de dominação ideológica sobre as massas. Os maiores accionistas dessas instituições violentadas são na sua maioria pertencentes a elite político-governamental. Por outro lado a alegada vandalização de viaturas pertencentes a cidadãos singulares pode ser resultado de uma lógica bastante simples: “forçar aos mais endinheirados a juntarem-se a nossa causa, fazendo com que estes exijam a quem de direito a indemnização pelos danos sofridos”. Pode ser entendido também como uma forma particular de catapultar o interesse comum dentro da categoria social dos dominados ideologicamente.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TIdI-QIipiI/AAAAAAAAGYI/Wj3wXSqj_aU/s1600/Mondlane_Guevara.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 218px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TIdI-QIipiI/AAAAAAAAGYI/Wj3wXSqj_aU/s320/Mondlane_Guevara.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514456503058343458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É portanto difícil compreender a razão da violência quando-se é alienígena em relação à classe insurrecta. O sentimento de pertença ao meio insurgente concorre na maioria das vezes para a legitimação da violência. Assim ela poderá ser tida como a alternativa eficaz na consolidação do seu desiderato, por seu turno a desqualificação do outro afigura-se típico aos sujeitos sem o sentimento de pertença ao grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate sobre o uso ou não da violência para qualquer finalidade parece mais ético-moralista que propriamente algo fundado sobre alguma análise cautelosa. Poucas vezes a razão instrumental se coaduna com os valores de natureza ética e moralista sendo que a emissão de um juízo valorativo em relação a acção de outrem pode resultar da não compreensão das suas motivações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A violência pode ser violência enquanto tal quando temos a pretensão de emitir algum juízo valorativo, ao contrário disso ela pode ser naturalizada e encarada como algo comum a qualquer processo reivindicativo. No caso vertente do levantamento popular testemunhado nas cidades de Maputo e Matola no mês de Setembro de 2010 os actores envolvidos encontraram na violêcia o meio mais apropriado para a consecução dos fins almejados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-5985352192938769904?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/5985352192938769904/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=5985352192938769904' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/5985352192938769904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/5985352192938769904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2010/09/praticas-discursivas-e-desqualificacao_08.html' title='Práticas discursivas e a desqualificação do outro:'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TIdJRsvT8NI/AAAAAAAAGYQ/2U-uYGA89AA/s72-c/020910_maputo_mocambique.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-3859494484664054069</id><published>2010-09-01T08:43:00.000-07:00</published><updated>2010-09-01T11:10:46.236-07:00</updated><title type='text'>Práticas discursivas e a desqualificação do outro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TH58w9vSKsI/AAAAAAAAGWo/I8BIJ42TDC8/s1600/images.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 344px; height: 188px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TH58w9vSKsI/AAAAAAAAGWo/I8BIJ42TDC8/s400/images.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511980174596516546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O processo de dominação interclassista não é algo de causar surpresa a nenhum actor com um olhar critico sobre a realidade social. Trata-se de algo intrínseco a qualquer acção racional teleológica que pela sua natureza acarreta a adequação dos meios aos fins almejados. Nesse prisma os teóricos do conflito como o próprio Marx previram a insurreição de uma classe sobre a outra em resultado da tomada de consciência da sua condição de oprimidos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Os neomarxistas como Dahrendorf, Horkheimer, Marcuse, entre outros, analisaram a questão dos conflitos sociais sob vários prismas, porem a mais pragmática afigura-se com o pragmatismo de Horkheimer ao apelar para uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;inteligentsia&lt;/span&gt; responsável pelas mudanças sociais à partir das massas. Este sociólogo alemão apela para uma ciência ao serviço da classe dominada no sentido de se galvanizar uma con&lt;img src="file:///tmp/moz-screenshot.png" alt="" /&gt;sciência social em prol da sua liberdade face a exploração da qual é vitima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Habermas não alheio ao sistema de dominação vigente nas sociedades caracterizadas por um capitalismo liberal ou tardio sugere (em lugar de uma exploração e dominação fomentada quer em favor de interesses privados quer políticos) a promoção de um&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TH53Y0v08kI/AAAAAAAAGWY/87gblixaxNA/s1600/DSC_1861.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TH53Y0v08kI/AAAAAAAAGWY/87gblixaxNA/s320/DSC_1861.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511974262307877442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a harmonização de interesses  no intuito de se refrear a razão instrumental em favor da comunicativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso vertente de Moçambique assistiu-se a um primeiro levantamento popular, no pós-independência contra a elite politico-dominante, a 5 de Fevereiro de 2008 sendo o segundo a 1 de Setembro de 2010. Os motivos alegados para essa onda de inssureições associam-se a distribuição não equitativa dos rendimentos o que despoleta uma incandescente linha divisória entre dois principais grupos sociais, sendo por um lado os que perfazem uma elite politico-financeira e por outro os que compõem a massas no seu todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns chamaram de greve os outros de manifestação, sendo que as vozes circundantes do espaço analítico moçambicano problematizaram os alicerces destas terminologias devido a natureza violenta que se apossou da onda de protestos. Por outro lado as elites ligadas ao poder politico mais uma vez serviram-se do cariz violento que caracterizou tais levantamentos para legitimar o seu discurso desqualificador em relação ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adjectivos como vândalos, marginais, malfeitores, etc. foram imputados aos grupos que se levantaram contra a distribuição não equitativa da renda tanto como a pratica de exclusão social que caracteriza o pais. O repúdio a violência caracterizou à uma generalidade de intervenções feitas à imprensa por parte de figuras públicas, algumas ligadas claramente ao poder político-dominante e as outras não abertamente assumidas ou identificadas como parte deste. Tal posicionamento confronta-se com a afirmação crua e seca de Horkheimer segundo o qual não há mudanças sociais sem o desencadear de actos de violência. Verdade ou não, caberá ao entendimento de cada um; o que importa é que não é este o tema central destas linhas.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TH59OtDbtfI/AAAAAAAAGWw/GTRYZzPZHdM/s1600/505866.gif.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TH59OtDbtfI/AAAAAAAAGWw/GTRYZzPZHdM/s320/505866.gif.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511980685513700850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema que aqui se pretende levantar não se prende objectivamente aos adjectivos desqualificantes das massas amotinadas, mas quiçá ao seu impacto na esfera sócio-económica e politica deste pais. Antes de mais importa sublinhar que a atribuição de adjectivos pejorativos à um grupo antagonista pode ser o reflexo do não reconhecimento das suas capacidades de escolha dos meios mais adequados para atingir os fins almejados; em outras palavras seria um menosprezo as capacidades do outro e a deslegitimização da sua causa. Logo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a prior&lt;/span&gt; isto seria um erro fatal para qualquer grupo que pretenda garantir a sua dominação sobre os seus antagonistas por mais tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas para lembrar sucintamente a história do processo de descolonização de Moçambique; o Movimento de Libertação foi alvo de constantes desqualificações por parte do Governo colonial sendo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;turras&lt;/span&gt; o  adjectivo largamente conhecido. No entanto devido ao menosprezo sobre as capacidades do grupo antagonista não tardou que o poder de dominação há muito implantado neste pais fosse destituído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na história recente referente a guerra civil verificou-se mais uma tendência de desqualificação do outro quando os antagonistas foram cognominados por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bandidos-armados&lt;/span&gt;. As práticas discursivas fundadas sobre este adjectivo foram mantidas até que se reconhecesse o seu impacto nefasto sobre a economia do pais, tendo se encontrado a posterior uma forma de dominação interclassista até então sustentável. De &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bandidos-armados&lt;/span&gt; à &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maior força política da oposição&lt;/span&gt; a nova prática discursiva conseguiu através da racionalização, como diria Weber, sustentar por mais um período histórico significativo a dominação de uma classe sobre a outra. Isto foi possível graças a uma espécie de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;antídoto-social&lt;/span&gt; administrado aos antagonistas através de elementos proporcionantes de uma sensa&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TH59jNaD7FI/AAAAAAAAGW4/Bv8gIP59n2c/s1600/6a00d83451e35069e200e55031b8f88834-640wi.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 305px; height: 185px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TH59jNaD7FI/AAAAAAAAGW4/Bv8gIP59n2c/s320/6a00d83451e35069e200e55031b8f88834-640wi.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511981037795929170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ção de bem-estar ilusória à partir da satisfação aparente dos fins por si almejados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez mais, conforme se disse anteriormente, o actual poder político-dominante voltou a proferir discursos de desqualificação do outro menosprezando assim a sua capacidade de subverter a actual ordem vigente de dominação interclassista. O impacto que poderá advir deste posicionamento ideológico-elitista  poderá ter proporções imprevisíveis causando danos ao próprio desenvolvimento sócio-económico do país a semelhança do que se registou com a sua história recente relativa a guerra civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta teórica de Habermas é clara sobre as estratégias de contenção aos levantamentos de massas experimentadas com sucesso nos países capitalist&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TH6HQKS6KMI/AAAAAAAAGXA/xJg_0OLoCAs/s1600/guebas.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 93px; height: 123px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TH6HQKS6KMI/AAAAAAAAGXA/xJg_0OLoCAs/s320/guebas.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511991705659386050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;as de economia bastante avançadas. O que estes conseguem fazer, e que não se verifica em Moçambique, para garantir a dominação de uma classe sobre a outra é uso da ciência e técnica ao serviço da legitimação do poder. Falta quiçá alguma forma de canalização de estímulos, incentivos, e elementos que despoletem uma aparente sensação de bem-estar-social nas massas. Salários compatíveis com as funções exercidas, providencia social, transparência, observação dos dispositivos normativos em vigor, etc. não impediriam uma exploração do valor-trabalho inerente as massas. Antes pelo contrário poderia conter a onda de levantamentos populares em protesto da distribuição problemática dos rendimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em jeito de fecho importa aqui referir que uma articulação simbólico-comunicativa entre as partes conflitantes pode garantir uma harmonia social e prevenir vários focos de tenção mas para tal urge reformular as actuais praticas discursivas tendentes a desqualificação do outro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-3859494484664054069?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/3859494484664054069/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=3859494484664054069' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/3859494484664054069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/3859494484664054069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2010/09/praticas-discursivas-e-desqualificacao.html' title='Práticas discursivas e a desqualificação do outro'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/TH58w9vSKsI/AAAAAAAAGWo/I8BIJ42TDC8/s72-c/images.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-7482623328406746405</id><published>2010-03-11T02:12:00.000-08:00</published><updated>2010-03-11T03:11:07.783-08:00</updated><title type='text'>Na sentença de Maroa; uma faca de dois gumes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/S5jOrYI_a8I/AAAAAAAAFVw/pPlv6hXQRUI/s1600-h/justica.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 314px; height: 258px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/S5jOrYI_a8I/AAAAAAAAFVw/pPlv6hXQRUI/s320/justica.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447330993914473410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Face à uma realidade ou mesmo um facto observável por qualquer sujeito, podem haver diversas interpretações dependendo do nosso ângulo de observação. Daí resulta o surgimento de várias ciências que de forma particular procuram estudar e compreender o mesmo objecto. O ser humano é por exemplo estudado pela Biologia, Psicologia, Anatomia, Psicologia, Demografia, Sociologia, História, Antropologia, etc. mas cada uma delas dá um enfoque especial à parte que lhe interessa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/S5jNrJU2V1I/AAAAAAAAFVg/BZOdCuFd8ss/s1600-h/julgamento_aeroportos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/S5jNrJU2V1I/AAAAAAAAFVg/BZOdCuFd8ss/s200/julgamento_aeroportos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447329890426050386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Na Leitura da sentença do caso ADM, muito houve por se comentar principalmente pela pena imputada ao ex-ministro dos transportes e comunicação. No entanto os comentários giravam em torno dos diferentes ângulos de observação possíveis como também pela rotulagem que cada um atribui ao sistema da Justiça nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se porém um assunto mediático por ser o primeiro ministro, que se saiba, do Moçambique independente a ser julgado e condenado pelos seus crimes. A questão que se coloca é se estaremos no começo de uma nova era no Sistema de Justiça nacional há muito degradado, ou se se trata de mais uma tentativa de iludir e confundir aos parceiros de cooperação e os cidadãos em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse logo de início, a sentença pode ser vista sub vários prismas desde os mais optimistas até aos mais cépticos. Os primeiros diriam que há tudo para se acreditar na seriedade desta sentença por se tratar de algo inédito na História de Moçambique. Os segundos porem, diriam que tudo o que se assistiu no julgamento não passa de uma farsa. Mas primeiro vamo-nos ater aos primeiros para em seguida falarmos destes últimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Juiz da causa, um cidadão e contribuinte dos impostos públicos, agastado pela letargia do Sistema Jurídico fortemente influenciado pelas artimanhas do ecossistema político em vigor, sentiu-se revoltado não podendo por isso perder a oportunidade de se tornar herói ou mártir popular ao condenar um ex-ministro. Neste caso conquistou sem sombra de dúvidas a simpatia das massas ávidas de justiça ao servir-se da sentença para mostrar que é possível fazer-se um julgamento transparente  em Moçambique, desde que haja vontade para tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas palavras didácticas proferidas aquando da leitura da sentença mostraram o sentido patriótico do juiz da causa que a todo o custo procurou mostrar que no seu pais não existem os “acima da lei”. Aproveitou igualmente a ocasião para alertar sobre o seu destino aos que actualmente encontram-se a saquear os fundos públicos.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/S5jOOIBo53I/AAAAAAAAFVo/QvQlhyY95Z4/s1600-h/augusto.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 162px; height: 126px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/S5jOOIBo53I/AAAAAAAAFVo/QvQlhyY95Z4/s320/augusto.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447330491372463986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ao passar de encobridor para autor moral, o novo herói quis mostrar não só ao ex-ministro dos Transportes e Comunicação, mas também à todos os corruptos seniores que um dia poderão ter um destino humilhante. Foi uma postura jamais vista no processo de combate a corrupção neste país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um julgamento bastante didáctico e que trouxe uma mais valia à cidadania moçambicana ao se responsabilizar à uma pena máxima àlguem que se esqueceu de ser exemplar ao ocupar um cargo ministerial. Sendo um cargo político de confiança o Juiz é da opinião que os seus ocupantes devem transmitir através dele exemplos de bons costumes e valores morais. O desrespeito à estas responsabilidades retira-lhe o mérito de ocupar tal posição e acima de tudo constitui-se num insulto aos valores mais nobres do espírito patriótico pelo que à estes cidadãos merece-lhes o cumprimento à uma pena máxima de prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado temos os cépticos que “fazem pouco” do herói dos optimistas olhando para a condenação dos réus à penas máximas como resultante de uma intervenção política. Ou por outra, acham difícil encarar a sentença longe do apadrinhamento político. É importante lembrar aqui que o ex-PCA dos ADM referiu em sede de julgamento que teria partilhado com o Partido FRELIMO, parte dos valores que saqueava da instituição que dirigia. Muito provavelmente isto tenha ferido a honra e dignidade das figuras emblemáticas daquele partido. Sendo ou não frelimista, o juiz do caso ADM pode ter sido incumbido a limpar a imagem do partido no poder que dirige Moçambique desde o longínquo ano de 1975, portanto há 35 anos. A experiência deste partido não lhe impede de sacrificar uma gota das águas oceânicas para proteger o mínimo de dignidade que possa ter sobrado nele. Nesse caso o bode expiatório foi o ex-ministro dos transportes e comunicação que actualmente desempenha o papel de vilão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No atinente às oportunidades de saque aos bens públicos, quer me parecer que os Juízes são os menos privilegiados comparativamente aos que ocupam os cargos ministeriais. Num país em que os valores como a honestidade, dignidade, competência, compromisso, humildade, lealdade há muito jazem nos túmulos, é natural que se desenvolvam sentimentos de ódio, inveja, raiva e vingança entre os detractores dos bons costumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fazedores da justiça, que nem sempre são o que aparentam ser, podem por algum motivo descarregar a sua raiva aos que mais favorecidos se encontram na usurpação do bem público. Por falar destes administradores da justiça que por vezes não são de todo Santos, basta recordar que o Juiz do caso Cardoso fora indiciado através do processo-crime especial Nº 12/2007, sobre um alegado  desvio de 300 mil Meticais &lt;a href="http://www.canalmoz.com/default.jsp?file=ver_artigo&amp;amp;nivel=1&amp;amp;id=6&amp;amp;idRec=3090"&gt;no Tribunal onde era juiz presidente na Matola&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A degradação deontológica do sistema da Justiça conforme o exemplo supra-indicado não retira o mérito da sentença lida no caso ADM. Foi com muita proeza e mestria que o Juiz trabalhou no aludido caso tendo efectivamente se tornado no herói do momento.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/S5jPf1yXTwI/AAAAAAAAFWA/JegS04-cR5s/s1600-h/Munguambe.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 111px; height: 74px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/S5jPf1yXTwI/AAAAAAAAFWA/JegS04-cR5s/s320/Munguambe.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447331895225831170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Verdade ou não, parece sensato afirmar que existem muitos cambazas e munguambes à solta. Alguns deles foram despronunciados das iniciais 49, ficando com apenas uma única acusação. Os outros nem se quer foram levados à barra da justiça desfilando como heróis ou justiceiros da pátria amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito simples fazer a prova dos nove ao teatro de Justiça com que os moçambicanos se deliciaram no histórico Sábado, 27 de Fevereiro de 2010. Podemos emprestar as questões retóricas levantadas pelo editorial do semanário independente, Canal de Moçambique. Será que o Partido FRELIMO irá devolver os valores  que recebeu fraudulentamente do saque efectuado aos Aeroportos de Moçambique? Qual será o destino das empresas que auditavam aos ADM, e pintavam os seus relatórios de cores imaculadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É caso para dizer que existem mesmo várias leituras que se podem fazer da sentença supracitada, dependendo apenas do ângulo de observação do sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-7482623328406746405?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/7482623328406746405/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=7482623328406746405' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/7482623328406746405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/7482623328406746405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2010/03/na-sentenca-de-maroa-uma-faca-de-dois.html' title='Na sentença de Maroa; uma faca de dois gumes'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/S5jOrYI_a8I/AAAAAAAAFVw/pPlv6hXQRUI/s72-c/justica.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-8526474556047967614</id><published>2010-01-14T02:23:00.000-08:00</published><updated>2010-01-14T04:13:45.712-08:00</updated><title type='text'>The Virus Myth</title><content type='html'>&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426553822094172146" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/S0798zh2H_I/AAAAAAAAFUo/3aNT8GdOu9Q/s320/071109_blog_uncovering_org_kim-joon_1.jpg" /&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;The understanding and knowledge developed around HIV/AIDS has a great influence in our everyday life. I want to share a different approach about this issue which can lead us to a different viewpoint.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0in 0in 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;Dr. Walter Gilbert&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;, Professor in Molecular Biology, 1980 Nobel prize for chemistry: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0in 0in 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0in 0in 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;"I would not be surprised if there were another cause of AIDS and even that HIV is not involved."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;(Omni June 1993)&lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0in 0in 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;"[Duesberg] is absolutely correct in saying that no one has proven that AIDS is caused by the AIDS virus. And he is absolutely correct that the virus cultured in the laboratory may not be the cause of AIDS."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;(Hippocrates Sept./Oct. 1988)&lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;"The community as a whole doesn't listen patiently to critics who adopt alternative viewpoints. Although the great lesson of history is that knowledge develops through the conflict of viewpoints."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;(Meditel 1990)&lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0in 0in 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;&lt;a href="http://www.virusmyth.com/aids/index/abayati.htm" target="_blank"&gt;Dr. Mohammad&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.virusmyth.com/aids/index/abayati.htm" target="_blank"&gt; Ali Al&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.virusmyth.com/aids/index/abayati.htm" target="_blank"&gt;-Bayati&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;, Toxicologist and Pathologist, California: &lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0in 0in 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;"HIV does not cause &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/S07-SyMbUEI/AAAAAAAAFUw/ZLMa7qbb1u0/s1600-h/aids.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 167px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426554199693021250" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/S07-SyMbUEI/AAAAAAAAFUw/ZLMa7qbb1u0/s200/aids.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;AIDS. There is no scientific evidence that HIV can kill infected T4 cells. The true problem is that the leaders of the HIV hypothesis have been ignoring important medical facts and are blindly attributing AIDS to the HIV virus. It is very sad and frustrating to know that the AIDS establishment are giving highly toxic drugs such as AZT to pregnant women even with studies that show the depression in the immune system can be reversed by nutrition. Prescribing anti-viral drugs to AIDS patients is like putting gasoline on a fire"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0in 0in 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;&lt;a href="http://www.virusmyth.com/aids/index/nhodgkinson.htm" target="_blank"&gt;Neville Hodgkinson&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;, former Science Editor, The Times of London:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0in 0in 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;"A kind of collective insanity over HIV and AIDS has gripped leaders of the scientific and medical profession. They have stopped behaving as scientists, and instead are working as propagandists, trying desperately to keep alive a failed theory."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p style="MARGIN: 0in 0in 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;Dr. Henk Lom&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/S08CmBzHwII/AAAAAAAAFVQ/cXM0zlde908/s1600-h/african-aids-patient.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 169px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426558928345874562" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/S08CmBzHwII/AAAAAAAAFVQ/cXM0zlde908/s200/african-aids-patient.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;an&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;, Professor of Biophysical Chemistry at the Free University in Amsterdam: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;"There are many people with AIDS but without HIV, and a great many people with HIV but without AIDS. These two facets mean that HIV = AIDS is much to simple. Plausible, alternative, testable causes of impairment of the immune system which may ultimately lead to AIDS should become part of regular AIDS research."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;(Sunday Times (London) 3 April 1994)&lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="MARGIN: 0in 0in 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0in 0in 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;&lt;a href="http://www.virusmyth.com/aids/index/kmullis.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#800080;"&gt;Dr. Kary Mullis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;, Biochemist, 1993 Nobel Prize for Chemistry:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;"If there is evidence that HIV causes AIDS, there should be scientific documents which either singly or collectively demonstrate that fact, at least with a high probability. There is no such document... The HIV theory, the way it is being applied, is unfalsifiable and therefor useless as a medical hypothesis."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;(Sunday Times (London) 28 nov. 1993)&lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;&lt;a href="http://www.virusmyth.com/aids/index/gstewart.htm" target="_blank"&gt;Dr. Gordon Stewart&lt;/a&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt; Emeritus Professor of Epidemiology University of Glasgo&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/S07-u_X6wlI/AAAAAAAAFU4/B89ZHQSW8CM/s1600-h/aidscartoon.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 263px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426554684267217490" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/S07-u_X6wlI/AAAAAAAAFU4/B89ZHQSW8CM/s320/aidscartoon.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;w: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;"Nobody wants to look at the facts about this disease. It's the most extraordinary thing I've ever seen. I've sent countless letters to medical journals pointing out the epidemiological discrepancies and they simply ignore them. The fact is, this whole heterosexual AIDS thing is a hoax."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;(Spin June 1992)&lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;"AIDS is a behavioural disease. It is multifactorial, brought on by several simultaneous strains on the immune system - drugs, pharmaceutical and recreational, sexually transmitted diseases, multiple viral infections."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;(Spin June 1992)&lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;"The hypothesis that HIV is the sole cause of AIDS simply does not fit the clinical and epidemiological facts"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p style="MARGIN: 0in 0in 10pt" class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial', 'sans-serif';" &gt;in: &lt;a href="http://www.virusmyth.com/aids/data2/citations.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#800080;"&gt;http://www.virusmyth.com/aids/data2/citations.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-8526474556047967614?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/8526474556047967614/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=8526474556047967614' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/8526474556047967614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/8526474556047967614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2010/01/virus-myth.html' title='The Virus Myth'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/S0798zh2H_I/AAAAAAAAFUo/3aNT8GdOu9Q/s72-c/071109_blog_uncovering_org_kim-joon_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-205226804572364246</id><published>2009-09-30T06:09:00.000-07:00</published><updated>2009-09-30T09:51:59.928-07:00</updated><title type='text'>O Apocalipse da democracia moçambicana</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SsOIdXMw1II/AAAAAAAAFRU/binkkfModro/s1600-h/liberation-of-mozambique.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 258px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SsOIdXMw1II/AAAAAAAAFRU/binkkfModro/s400/liberation-of-mozambique.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387299617290376322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem sempre é fácil estabelecer comparações, no entanto, certas vezes em que tentamos fazer esse exercício somos interpelados pelos critérios que para tal nos apegamos. Como ponto de partida vou  trazer o exemplo de um retrato feito pelo fotógrafo e o outro feito pelo artista plástico.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;No primeiro caso um  fotógrafo munido de uma camera digital de 12 megapixels tem a possibilidade de fazer mais do que 3 retratos por minuto com uma qualidade e nitidez de imagem invejável. No segundo caso, um artista plástico com ajuda do seu equipamento de trabalho – tinteiro, pincéis, tela, etc. - pode levar um par de horas para fazer um retrato. Porém no final de tudo existem os apreciadores quer de um quer do outro trabalho. Embora o retrato do artista plástico s&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SsOI4naCXTI/AAAAAAAAFRc/setWUddyaQk/s1600-h/yakub-Simbinde-01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 134px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SsOI4naCXTI/AAAAAAAAFRc/setWUddyaQk/s200/yakub-Simbinde-01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387300085497486642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;eja de admirar, a sua qualidade e precisão não será a mesma que a dos retratos feitos pelo fotógrafo pois estes levam vantagem a dobrar graças a ajuda da tecnologia. Nesta comparação fica meio embaraçoso atribuir mérito ao trabalho de um em detrimento do outro pois ambos fazem um trabalho semelhante – o de retratar a natureza através de imagens – usando meios diferentes. Naturalmente que um tem a vantagem de usar tecnologias que permitem a rapidez e precisão nos retratos enquanto que o outro tem a vantagem de fazê-lo de forma mais natural mostrando a habilidade humana de observar e retratar na tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escusado seria que um destes se vangloriasse alegando fazer melhor trabalho, muito menos o fotógrafo pois este tem muita parte do seu trabalho facilitado pela tecnologia que usa em sua camera digital de 12 megapixels. Poderíamos no entanto fazer uma transposição deste exemplo para o cenário que se vive na campanha eleitoral de Moçambique (2009) em que perfilam intervenientes com perfis distintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado temos os partidos da oposição e por outro o Partido Estado que vem governando Moçambique desde a sua independência (1975) e que sempre tem levado vantagem nos escrutínios que se vem realizando desde 1994 (1999; 2004). Trata-se portanto de um partido que em principio tem muito para ganhar as eleições comparativamente aos seus opositores. Talvez seja por isso que os partidos da oposição, vezes sem &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SsOJRaN6H5I/AAAAAAAAFRk/VJIMzEk0Fm8/s1600-h/Mozambique_Armando+Guebuza.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SsOJRaN6H5I/AAAAAAAAFRk/VJIMzEk0Fm8/s200/Mozambique_Armando+Guebuza.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387300511453683602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;conta, proferiram acusações contra o partido no poder de usar a verba pública para financiar as suas campanhas eleitorais e até mesmo viciar os resultados. Verdade ou não isso não importa neste momento como talvez seria em relação ao discurso actual deste partido na corrida às eleições gerais de 2009. O seu slogan principal reza que a FRELIMO é que fez e  quem faz, acrescentando-se à isso uma estação televisiva privada passou uma reportagem sobre a campanha eleitoral deste partido no estrangeiro frisando ser o único a fazê-lo na diáspora comparativamente a oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora bem, está-se perante algo semelhante à uma comparação desleal pois o partido no poder tem todas as vantagens possíveis pelo facto de ter um Governo constituido quase que oficialmente pelos seus membros. Naturalmente que é difícil separar os feitos do governo aos do partido. Durante o mandato de 5 anos, o discurso oficial ostenta a bandeira Governamental e na altura da campanha eleitoral a ostentação vira para a bandeira partidária que reivindica para si todos os feitos do Governo. Tal facto seria talvez pouco provável se o Governo fosse inclusivo – incorporando em cargos de direcção alguns membros dos partidos opositores. Numa estrutura governativa&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SsOJ78W3iQI/AAAAAAAAFRs/m96NjqghTiA/s1600-h/EmblemaMDM.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 199px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SsOJ78W3iQI/AAAAAAAAFRs/m96NjqghTiA/s200/EmblemaMDM.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387301242172573954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; de miscigenação politico-partidária seria pouco provável a confusão entre as fronteiras do Governo e do partido político dominante. Isso não significa porém que o partido no poder não tenha expressão no seu governo, mas esta deve-se manifestar no sentido fiscalizador e tomada de decisão ao mais alto nível na composição da sua estrutura governativa, sendo o resto manifestado ao nível parlamentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao nível da Diáspora o Partido FRELIMO tem muitas oportunidades de fazer a campanha eleitoral pois tem os seus membros a trabalharem nas embaixadas e consulados, em que nenhum partido da oposição tem os seus elementos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comparação acima aludida seria feliz quiçá, se o partido no poder tivesse células a funcionarem fora das embaixadas com instalações requintadas de equipamento a sua altura, e acima de tudo adquiridas com as cotas mensais dos seus membros. A comparação entre os feitos da FRELIMO e os dos partidos  opositores teria mérito se talvez o primeiro construisse escolas e infra-estruturas públicas, da dimensão da ponte que liga Chimuara e Caia, com receitas provenientes das cotas mensais dos seus membros. Se assim fosse e não-se visse o mesmo exercício por parte dos restantes partidos da &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SsOK6CYnJ-I/AAAAAAAAFR0/Fb8u7LL5rLg/s1600-h/mz%7Drnm.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SsOK6CYnJ-I/AAAAAAAAFR0/Fb8u7LL5rLg/s200/mz%7Drnm.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387302308942391266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;oposição talvez poderíamos aceitar a superioridade de uns sobre os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme se disse no início nem sempre é fácil estabelecer comparações e principalmente quando isso ocorre numa altura em que nos encontramos movidos por emoções ou quaisquer laços de afinidades – religiosas, étnicas, politicas, entre outras. Comparações tendenciosas soam de forma ruidosa quando provenientes de órgãos de comunicação social que reivindicam imparcialidade politico-partidária. Propalando-se uma postura dessa natureza no seio da imprensa pode-se correr o risco de se cair naquilo que poderia chamar de Apocalipse da democracia moçambicana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-205226804572364246?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/205226804572364246/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=205226804572364246' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/205226804572364246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/205226804572364246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2009/09/o-apocalipse-da-democracia-mocambicana.html' title='O Apocalipse da democracia moçambicana'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SsOIdXMw1II/AAAAAAAAFRU/binkkfModro/s72-c/liberation-of-mozambique.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-1316667607923185176</id><published>2009-07-23T22:39:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T23:51:36.867-07:00</updated><title type='text'>Ressocialização ou reintegração social?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SmlLLu3jFxI/AAAAAAAAE9k/TKukzGovIoE/s1600-h/socializacao"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 249px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SmlLLu3jFxI/AAAAAAAAE9k/TKukzGovIoE/s320/socializacao" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361899496292947730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez fui chamado atenção por um amigo jurista pelo facto de cometer aquilo que ele chamou de atropelo ao seu vocabulário técnico. Repreendeu-me por ter usado o termo alugar ao inves de arrendar. Fiquei bastante grato pela correcção e ao mesmo tempo percebi que muita gente que ignorava as minhas gralhas talvez fosse por consentirem e não notarem nada de estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua  simples explicação, dizia ele que alugam-se os bens moveis e que aos imóveis arrendam-se. Tao simples quanto isso. Apenas um exemplo: quando se trata de um bem imóvel como uma flat ou vivenda, podemos falar de arrendamento; para uma viatura que neste caso trata-se de um bem móvel ou que se pode transportar de uma lado ao outro, podemos falar de aluguer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem porem v&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SmlXnkCMfJI/AAAAAAAAE9s/Fv1zk3xI5Rs/s1600-h/Delinquencia2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 143px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SmlXnkCMfJI/AAAAAAAAE9s/Fv1zk3xI5Rs/s200/Delinquencia2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361913168560684178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;arios outros atropelos que cometemos sem nos apercebermos e que de alguma forma podemos considerar de normal. Assim o digo porque nas ciências sociais e humanas existem terminologias usadas no vocabulário corrente que podem de alguma forma confundir a atenção dos leigos. Por ser um vocábulo corrente, pode-se inocentemente confundir com o significado que damos no senso comum. Não obstante,  importa realçar o facto de haverem certos conceitos técnicos que são assimilados para o nosso vocabulário corrente e que por vezes deturpamos inconscientemente o seu significado original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sociologia isso é muito frequente pois os seus principais conceitos usam terminologias do vocabulário corrente, dai a elevada probabilidade de usarmos os seus conceitos de forma leviana por pensarmos que o seu significado é o mesmo que se encontra no dicionário de sinónimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas ciências nomoteticas é já diferente porque os seus conceitos não se baseam no vocabulário corrente, o exemplo disso podemos encontrar na fotossíntese da biologia, inercia da física, a termodinâmica da química, o espaço vectorial e as equações diferenciais  da matemática, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sociologia existe um conceito largamente estudado pelos percursores desta área de conhecimento e que hoje foi assimilado no nosso vocabulário corrente, embora em certos casos com outras significações, está-se a falar concretamente do conceito de socialização.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SmlX6AmBplI/AAAAAAAAE90/tWxfeTvQ44M/s1600-h/assalto.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 149px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SmlX6AmBplI/AAAAAAAAE90/tWxfeTvQ44M/s200/assalto.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361913485464806994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem porem varias definições do conceito supracitado, mas proponho a mais simples definição que retirei da (enciclopédia virtual) Wikipedia1. No entanto a socialização pode ser entendida como a assimilação de hábitos característicos do seu grupo social, todo o processo através do qual um indivíduo se torna membro funcional de uma comunidade, assimilando a cultura que lhe é própria. É um processo contínuo que nunca se dá por terminado, realizando-se através da comunicação, sendo inicialmente pela "imitação" para se tornar mais sociável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caracter continuo incutido no conceito remete-nos a ideia de um processo sem fim. Já diz o adagio popular que morremos sempre a aprender. Durkheim (1983)2, Weber (1920)3 e Simmel (1992)4 sao tidos como os propulsores dos estudos a volta do conceito, depois destes varios outros estudiosos da área como Mead (1934)5, Parsons (1955)6, Piaget (1975)7, Habermas (1973)8 e Luhmann (1987)9,  prosseguiram com as suas pesquisas em torno deste conceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A socialização no entanto que um processo de aprendizagem, de forma a nos integrarmos ao nosso grupo de pertença, começa na família desde a tenra idade. A isto chamamos de socialização primaria. É neste ambiente em que por exemplo aprendemos a não expelir gazes, arrotar, ou falar com a boca cheia durante a r&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SmlYKqtR6iI/AAAAAAAAE98/cC19XzZ2Oy8/s1600-h/PUTA.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 191px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SmlYKqtR6iI/AAAAAAAAE98/cC19XzZ2Oy8/s200/PUTA.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361913771647429154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;efeição. Mas como disse antes, estes ensinamentos e aprendizados prosseguem aos demais espaços sociais de convivência ou de relacionamento inter pessoais como a escola, o local de trabalho, as instituições totais como as prisões, os internatos, etc. Estou desta forma a querer concordar com Parsons (1955) – o sociólogo americano, e os alemães Luhmman (1987) e Simmel (1992). Neste processo complexo de aprendizagem ocorre aquilo que em sociologia se chama de aculturação, inculturação, transculturação, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na aculturação existe uma troca de valores entre os actores que interagem entre si, fazendo com que estes se misturem dando origem a novos valores de uma nova cultura. Na inculturação, o individuo incorpora para o seu estilo de vida novos valores provenientes da influencia do seu meio, e neste caso concreto das pessoas com quem interage. A transculturação, não muito diferente da inculturação ocorre quando o individuo adopta para si valores diferentes dos seus podendo ou não abandonar os seus valores culturais ou mesmo costumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autores como Leopold von Wiese (1931, 1933) e Norbert Elias (1939, 1970) exploram o conceito de socializacao como um processo continuo sobretudo quando se baseam na concepção simmeliana de Vergesellschaftung que se poderia traduzir como “ processos de socialização”.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SmlZOIjRgWI/AAAAAAAAE-M/TsnG6KZG5R8/s1600-h/20081112_bea_abagge__prisioneiros__foto_henry_milleo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 149px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SmlZOIjRgWI/AAAAAAAAE-M/TsnG6KZG5R8/s200/20081112_bea_abagge__prisioneiros__foto_henry_milleo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361914930709758306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum nos nossos círculos de reflexão e debates sobre assuntos da actualidade ouvir-se falar de ressocialização, principalmente quando se fala da questão ligada aos reclusos. O termo ressocializar remete-nos a ideia de uma nova socialização ou seja da repetição de algo interrompido a um dado momento. Isto é uma clara negação do principio da socialização como um processo continuo e  assim sendo poderia ser algo descontextualizado do circulo sociológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão talvez apropriada para o que se chama vulgarmente de ressocialização seria “reintegração social”; conceito durkhemiano que expressa a situação em que um determinado individuo volta a assumir os valores do seu grupo de pertença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer em sociologia jurídica quer em criminologia, os conceitos análogos a socialização como por exemplo a reintegração social, desintegração social versus desvio, são muito comuns. O desvio ou simplesmente os comportamentos desviantes ocorrem como parte do processo de socialização do individuo. Nos círculos de amizades o mesmo pode adquirir novos valores que se desvirtuam do que é aceite no seu espaço normal de convivência. Assumindo tais valores pode-se chegar consequentemente a comportamentos desviantes que normalmente sao sancionáveis quer por instrumentos jurídico-legais, quer pela rejeição moral do desviante. Nesse caso, a sociedade só aceita o seu membro de volta após notar nele o regresso a conduta tida nos padrões do seu espaço social. Nesse caso o actor desviante passa por uma reintegração social ao reassumir os valores sociais ora abandonados. Esta é  a explicação simplificada de um longo processo que envolve simultaneamente varias etapas na socialização que conforme disse, ocorre por inculturação, aculturação, transculturação, e por ai em diante.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SmlZeoctYgI/AAAAAAAAE-U/3y8Yjt9sfg0/s1600-h/1216058814prostituta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 189px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SmlZeoctYgI/AAAAAAAAE-U/3y8Yjt9sfg0/s200/1216058814prostituta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361915214150066690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O que se tem vulgarmente denominado de ressocialização pode ser encontrado em algumas literaturas mas não com o sentido que é vulgarmente entendido no senso comum. O dicionário10 de sociologia da Porto Editora refere por exemplo que “qualquer processo de socialização pode ser considerado  uma  ressocialização, sempre que tal implique, por parte do actor que nele se envolve uma mudança significativa no comportamento”. Ora bem, nesta abordagem, pode-se depreender que está-se perante o mesmo significado dos conceitos de aculturação e inculturação a que se fez menção anteriormente. Por outras palavras, tal mudança significativa de comportamento não e' passível de julgamentos valorativos. Não obstante pode-se considerar que nesta acepção a mudança para um comportamento desviante quanto para uma reintegração social ajusta-se&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SmlZzVMyZNI/AAAAAAAAE-c/K3polH8RoPo/s1600-h/ARTPMSC_2007_11_30_234443_920229.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 134px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SmlZzVMyZNI/AAAAAAAAE-c/K3polH8RoPo/s200/ARTPMSC_2007_11_30_234443_920229.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361915569760265426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; a ideia de ressocialização da Porto Editora, e como temos vindo a mencionar a aludida ressocialização nada tem a ver com a reintegração social como teimam os leigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisamos de ser juristas, antropólogos, linguistas, ou sociólogos para fazermos uso dos conceitos destas áreas do saber; o que importa porem é que não seja deturpada a essência do significado a si adjacente .&lt;br /&gt;Temos que usar o termo alugar apenas para os bens moveis, e arrendar para os bens imóveis. Seria injusta qualquer tentativa de justificação do tipo “estou a usar um conceito do senso comum em que arrendar e alugar tem a mesma aplicação” que se diferencia porem do contexto jurídico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-1316667607923185176?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/1316667607923185176/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=1316667607923185176' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/1316667607923185176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/1316667607923185176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2009/07/ressocializacao-ou-reintegracao-social.html' title='Ressocialização ou reintegração social?'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SmlLLu3jFxI/AAAAAAAAE9k/TKukzGovIoE/s72-c/socializacao' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-2496824442743134673</id><published>2009-05-12T05:19:00.000-07:00</published><updated>2009-05-13T08:08:20.782-07:00</updated><title type='text'>CRÍTICA SOCIAL DA MISÉRIA OU MISÉRIA DE CRÍTICA SOCIAL: Por uma ciência social sem monopólio da objectividade e sem imperalialismo da subjectividade!</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Depois de algum tempo de ausência, venho desta vez com um texto de Rildo Rafael para contribuir com mais ideias na blogsfera&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li no ano passado um artigo do Patrício Langa no seu blog, de 30 de Março de 2008, com o titulo “A consagrada família: crítica da crítica, crítica contra autoproclamados defensores dos deserdados!” e recentemente, o mesmo autor presentea-nos com um artigo com o titulo Azagaismo, de 27 de Abril de 2009 e decidi escrever este texto para em primeiro lugar parabenizar-lhe pelos excelentes artigos que escreve e também pelo facto de continuar a combater contra o “silêncio dos intelectuais” como bem escreveu o sociólogo moçambicano Hélder Jauana. O debate sobre a crítica social esta a ganhar terreno desde o ano passado quando escreveste o artigo acima citado, e sobre o artigo refiro-me:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo com a ideia do Patrício Langa quando afirma no seu artigo de que a maior pobreza absoluta que assola Moçambique é a da sua “massa” crítica. Mas ao mesmo tempo acredito que ela é possível de ser combatida. Desde o momento em que possamos clarificar os critérios que usamos ou que devemos usar no debate, mesmo que muitos apareçam a condenar (o que ainda não aconteceu!), seria muito viável exigirmos seus argumentos do que apelarmos a se juntarem a uma posição, pois assim poderíamos caminhar para uma “fala com consequência”.Ao falar da crítica social recordo-me de uma emocionante e importante polémica travada por Karl Marx com Proudhon entre 1846 a 1847, a ideia base que causou esta discussão estava em torno do Materialismo histórico. Phoudom rejeitava as ideias de M&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SgrfnW3YFYI/AAAAAAAADr8/9rZT2PDBwNE/s1600-h/estudante.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 255px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335322575819511170" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SgrfnW3YFYI/AAAAAAAADr8/9rZT2PDBwNE/s320/estudante.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;arx e tinha dado ao seu livro o título de “Sistemas de Contradições Económicas e o subtítulo “A Filosofia da Miséria” em retaliação ao posicionamento acima, Marx escreveu em Francês uma obra de contestação com o titulo “A Miseria da Filosofia”. O nível de discussão entre estes interlocutores era mesmo com base em pressupostos argumentativos, basta reparar pelos títulos que os mesmos atribuiram as posições de cada um e a coerência dos seus argumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessa recuperar a discussão deste senhores para falar da crítica social, assunto que vem sendo muito debatido na nossa esfera pública, e em particular nos bloggs. Os leitores devem estar a procurar saber o que realmente pretendo abordar neste pequeno “texticuluzito”. Todas as questões acima levantadas apenas pretendem dar conta da dicotomia subjectividade/objectividade científica nas análises, reflexões e crítica social. Intelectuais, músicos e outros actores sociais tem visto as suas opiniões, letras de músicas classificadas dentro destas teias de análises construidas no campo da ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao expormos as letras de certos músicos nos blogs ou ainda, pelo facto de considerarmos que certos músicos tornaram-se famosos internamente (Moçambique) e internacionalmente estaremos a ter alguma atitude subjectiva ou objectiva? Porquê? Será que as&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/Sgrf-u7igII/AAAAAAAADsE/9yFnM3f6Y44/s1600-h/image96.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 132px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335322977416413314" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/Sgrf-u7igII/AAAAAAAADsE/9yFnM3f6Y44/s200/image96.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; músicas do Azagaia constituem crítica social? O que será uma crítica social? Porquê certos fazedores das ciências sociais mediatizam o Azagaia? Quem escreve as letras do Azagaia? Porquê tanta teoria de conspiração em torno das músicas do Azagaia, alguem se lembra das músicas dos Gorwane? Em tempos quem é que as escrevia!!! Porquê? Que ligação se pode fazer entre Azagaia e MDM ou entre MC Roger e PIMO ou Frelimo? Será que as nossas músicas são reveladoras de algum posicionamento político?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a agenda do debate nos blogs é a questão de como fazer crítica social, ou seja, que critérios usar para fazer a crítica social, bem como de se estabelecer a tipologia dos críticos sociais que se agrupam em duas alas se não estou enganado, os “críticos sociais da plausibilidade” e os considerados “críticos sociais anti-governo”, que padecem do Äzagaismo, que no entendimento de Patrício é uma espécie de doença nervosa que se caracteriza pela vontade de criticar. É uma neurose que provoca uma eclipse da razão nas pessoas afectadas devido a presença de altos níveis de vontade de criticar. A vontade de criticar (de preferência aos governos) (...) (Patrício Langa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa interessante que a manifestação do dia 5 de Fevereiro de 2008 proporcionou, deixando de fora a violência praticada, foi esta longa cadeia de crítica com vontade de criticar que tem como centro o Governo, isto quer dizer, que de um lado temos os críticos que sofrem do Azagaismo,, os defensores dos deserdados”, e por outro lado os “críticos dos críticos da plausibilidade” que olham para a plausibilidade (quem me dera sempre!) dos argumentos. Não vejo nenhum problema de um indivíduo que tenha queda para fazer crítica ou vontade de criticar, mas criticar bem as coisas, ou seja, interpela-las socorrendo-se em pressupostos que sejam claros para os que recebem a crítica mesmo que de governo se tratasse. Pois um indivíduo sem nenhuma vontade de criticar pode sofrer se calhar de outro tipo de neurose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo que só um grupo muito restrito (críticos dos críticos) que dispões de ferramentas de debate, ou seja dos critérios do debate, que fazem o uso da crítica social, que vem sendo copiosamente rejeitada pelos críticos azagaistas. Parece que em Moçambique esta a ganhar terreno a simples ideia de que quem falar da miséria, da exclusão social, da pobreza, é automaticamente visto como um azagaista que só pensa em atacar o Governo, aqui também esta patente um erro de procedimento, o famoso julgamento das intenções. Acho estranho o centralismo que se estabelece pelos críticos ou críticos dos críticos a esta simples formula “pró governo ou contra governo”. Outra situação que os bloggs proporcionam é a recusa frequente ao erro, vezes são tantas que alguns bloggistas embelezam suas ideias ou entendimento após uma forte crítica. Quantas vezes acusamos outros leitores de não terem compreendido as nossas ideias para depois aprimorá-las na explicação para não errarmos, os tais intelectuais sem “defeitos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o problema seja a dificuldade de perceber o que na essência significa “crítica social”! Crítica Social discute as estruturas sociais e visa solucções práticas através de reformas radicais de mudanças ou revoluccionárias. Olavo de Cravalho "toda uma crítica que pretenda ter algum fundamenmto so pode ser baseada na premisssa de que haja na consciência do homem uma dimensao que transcende de algum modo a sociedade presente e na qual ela possa instalar-se. Portanto podemos ter a crítica a diferentes formas (socialismo, anarquismo, de uma minoria de homossexuais, de um movimento social, de mulheres da Nova Esquerda. Não podemos conceber a crítica social como algo que nos une a uma ideia comum. Isto não quer dizer que não possa existir diálogo entre diversos interlocutores. A crítica social pode ser expressa de diversas formas, por ficcão, romances livros infantis, documentários, peças de teatro, expressões músicais (a chamada música de protesto) com significativo impacto social.&lt;br /&gt;Mediante a escala de validade objectiva podemos ter uma crítica com base na legitimidade intrísica da autoridade convocada a legitimá-las, neste primeiro ponto a autoridade do crítico pode estar baseada em premissas que nao correspondem a verdade (concepção do mundo no eu da autoridade). Poderemos também ter maior ou menor consistência lógica entre a autoridade legitimadora e o conteúdo da crítica, no segundo caso, a dedução elaborada mesmo de uma fonte fidedigna pode não obedecer a coerência lógica e não ser suficientemente válida. Portanto ninguém pode afirmar que tudo o que diz é objectivo, pois dentro de um texto objectivo há sempre um homem muito subjectivo. Devemos prostituir as nossas ideias para que possamos estar sujeitos a análises. Só assim produziremos ideias consistentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um provérbio na língua sena que diz o seguinte ndzerumbawiri: o bom juízo é o de duas pessoas (literalmente quer dizer que o juízo são dois) este provérbio pretende referir que uma pessoa sozinha engana-se. É preciso contrastar opiniões, consultar e ouvir os outros. A palavra e sabedoria de varias pessoas merecem atenção respeito-contrariamente a mentalidade de sabe tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico bastante preocupado com o silêncio de certos intelectuais, muitos mascarados de académicos, grandes analistas, mas que de académicos apenas paira uma arrogância excessiva, tem como a sua religião o culto da perfeição, não reagem aos questionamentos sobre as suas ideias, preferem congela-las em frigoríficos de altas capacidades, para que ninguém possa alcança-los, muitas vezes não reagimos as críticas mas esperamos que os outros façam as nossas críticas, uma especie de fuga ao fisco sociologico, esses devem vergar diante das ciências sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num livro de Pierre Jaccard com o titulo “introdução às ciências sociais”, o professor Irving L. Horowitz propõe que se coloque de lado o falso dualismo ciência e valor, objectividade e interesse humano. Pois para Jaccard a objectividade excessivamente assumida tende a proporcionar, em decorrente do seu próprio vazio, dependências sem consciência a doutrinas de pensamento ou a resignações que nada ostentam de científico&lt;br /&gt;Da mesma forma que Max Weber no principio do século XX glorificava a Prússia sem querer ao fazer o elogio da disciplina. Ninguém esta isento da influencia dos preconceitos da classe, nação, grupo politico, religião a que pertence. Entre o dogmatismo revelado por uns e o parcialismo omitido de outros, há espaço para uma ciência do homem na medida em que se reconheça as suas possibilidades e os seus limites. O professor Macamo se refere a isto afirmando que não podemos ter o monopólio da objectividade, e eu digo que muitos intelectuais são imperialistas da subjectividade, ou seja, apenas sabem acusar os outros de subjectivos. Tem dificuldades de olhar para os seus próprios pronunciamentos, ou seja, os seus preconceitos são objectivamente explicados a luz de um tal ciência pura, estes devem assustar aos intelectuais que ainda reconhecem que são humanos, que tem a objectividade não como um príncipio em si, mas sim como uma meta a chegar, estes estarão mais atreitos a procurar tentar ser objectivo do que os que já ostentam o apelido de objectivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Internet, sobretudo os blogs proporcionam uma oportunidade e espaço para se expor ideias, a pessoas que outrora não encontravam mecanismos de publicação em jornais, revistas cientificas, e algumas editoras. A mesma possibilita um lugar para fazer crítica a um “sujeito ausente”, ou seja, na relação face a face, como corolário desta situação assistimos a emergência de novos “rotulos” ou “insultos grosseiros” que eu acredito que não seriam proferidos numa situação de co-presença física, podemos começar a criticar isso também (isto é também miséria de crítica social). Vou concordar com o Obed L. Khan quando fala da importância dos rótulos para dar uma certa emoção ao debate. Mas entendo que estes rótulos devem apenas circunscrever-se a nível das ideias e não no ser&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SgrguOpyqbI/AAAAAAAADsU/dk0O_F5hUQE/s1600-h/academico.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; FLOAT: left; HEIGHT: 176px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335323793385761202" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SgrguOpyqbI/AAAAAAAADsU/dk0O_F5hUQE/s320/academico.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; em si (pessoa). Vamos consagrar as ideias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que lhe acusarem de algo ter feito, ou seja de estar ao lado ou a defender o Governo, mas se a sua consciência estiver tranquila, não faça mais nada duvidai e demonstrai com base em argumentos que faz a crítica social “objectiva!”. E aqueles que o acusarem de só atacar o Governo no seu exercício da crítica, também duvidai e mostrai que faz uma crítica social com base em argumentos. Enquanto a condição humana fazer parte de um dos pressupostos bastante influenciadores dos nossos posicionamentos, somos todos objectivos e subjectivos em diversos momentos, mesmo que muitos de nos aposte significativamente numa ciência objectiva como um ideal superior possível, enquanto não recusa da influência dos preconceitos, como ponto de partida para roptura epistemológica.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-2496824442743134673?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/2496824442743134673/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=2496824442743134673' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/2496824442743134673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/2496824442743134673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2009/05/critica-social-da-miseria-ou-miseria-de.html' title='CRÍTICA SOCIAL DA MISÉRIA OU MISÉRIA DE CRÍTICA SOCIAL: Por uma ciência social sem monopólio da objectividade e sem imperalialismo da subjectividade!'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SgrfnW3YFYI/AAAAAAAADr8/9rZT2PDBwNE/s72-c/estudante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-618008526806194283</id><published>2009-01-26T05:07:00.000-08:00</published><updated>2009-01-26T07:02:40.060-08:00</updated><title type='text'>Efeito calçadão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SX3MuNxnj2I/AAAAAAAADrE/gpqMqvBcRtI/s1600-h/DoisM.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295613831201394530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SX3MuNxnj2I/AAAAAAAADrE/gpqMqvBcRtI/s400/DoisM.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O Calçadão de Maputo fica situado junto à praia da Miramar, mais ou menos, no troço da Av. Marginal que abrange quase toda a zona do Centro de Conferências Joaquim Chissano até ao famoso Coconuts. É um local interessante pela forma como se aprensenta e pela maneira como os citadinos fazem uso dele. O nome surge provavelmente pela imitação ao calçadão brasileiro que suponho ser muito diferente do moçambicano.&lt;br /&gt;Frequentam aquele local gente de quase todas as faixas etárias e de ambos os sexos; cidadãos de diferentes estratos sociais; diferentes grupos étnicos, cores partidárias, etc. No calçadão cruzam-se patrões e empregadas domésticas; chefes e subordinados; vizinhos, e varias outras díades.&lt;br /&gt;Num&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SX3NCnsC6LI/AAAAAAAADrM/u9ZYJcxX3Xk/s1600-h/churrasco2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295614181754726578" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 138px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SX3NCnsC6LI/AAAAAAAADrM/u9ZYJcxX3Xk/s200/churrasco2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a observação minuciosa pode-se perceber que cada categoria social que frequenta o local tem interesses distintos. Uns vão simplesmente para contemplar o ambiente e a festa do momento; os outros vão para se exibirem de qualquer coisa que tenham como trunfo na manga; alguns vão para se embriagar da cerveja que por lá abunda, e os outros ainda vão com o intuito de produzir receitas para o seu auto-sustento.&lt;br /&gt;Jovens de tronco nu exibem no calcadão os músculos fabricados pela fisicultura praticada nos ginasiuns da praça; os &lt;em&gt;patricinhos&lt;/em&gt; exibem descaradamente viaturas luxuosas aproveitando-se da ocasião para porem o som da música ao volume mais alto possivel como forma de mostrar que são os eleitos da terra. As raparigas não se fazem para trás. De roupas sensuais e noutros casos quase semi-nuas exibem tudo o que têm de bom e de melhor tornando-se desfrutáveis depois do &lt;em&gt;txiling&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Os outros aproveitam o momento para vender a sua mercadoria; desde a magumba e o frango grelhados com xima, batata frita e salada, o álcool, estupefacientes; e as mais desinibidas não perdem a ocasião para se prostituirem. O que têm em comum é o sentido oportunista que lhes leva a tirarem proveito do momento para produzirem receitas para o auto-sustento.&lt;br /&gt;Alguns dos que vão em busca da embriaguês chegam a passar cerca de dois dias seguidos sem se quer regressarem a casa; pois as condições lhes são favoraveis. Comem e bebem; quando cansados dormem no interior do seu Nissan Patrol ou Jeep Cherokee; quando necessitam de banho mergulham nas águas sujas da Baia de Maputo; quando sentem necessidades fisiologicas não se importam do urinorio e fecalismo a ceu aberto, e assim em diante.&lt;br /&gt;As regras não são muito bem claras no calcadão. Cada um estaciona a sua&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SX3NWXLX-YI/AAAAAAAADrU/HSZgJp7PxLA/s1600-h/07123006_blog_uncovering_org_fim-ano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295614520920111490" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SX3NWXLX-YI/AAAAAAAADrU/HSZgJp7PxLA/s200/07123006_blog_uncovering_org_fim-ano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; viatura onde e como bem lhe apetecer; nem que para isso os outros vejam o seu acesso à estrada bloqueado por outra viatura. Quando isso acontece em outros locais da cidade de Maputo, a policia camarária não perde a oportunidade para rebocar e multar a viatura mal estacionada. Em contrapartida no calçadão nenhuma viatura é rebocada por mau estacionamento. Nenhum automobilista é sancionado por condução em estado de embriagues embora haja no local um desfile de agentes da PRM e da polícia camarária. Os primeiros fazem um autêntico desfile exibicionista, numa tentativa de demonstração de forças. Munidos de coletes a prova de balas, empunhando armas do tipo AK 47 e com um olhar rude, os agentes da PRM circulam em viaturas típicas tentando convencer aos seus espectadores que estão a patrulhar a área em prol da ordem e tranquilidade públicas.&lt;br /&gt;Como deixei transparecer antes, no calçadão não há sanitários públicos, não há latas de lixo todavia é um dos locais que mais resíduos sólidos produz e mais se urina em locais impróprios devido o efeito do álcool.&lt;br /&gt;Sufocados pelas necessidades fisiológicas, rapazes e raparigas disputam o espaço que separa a viatura estacionada do capim ou muro para se livrarem dos seus excrementos. Não há pudor naquele local, quer entre os homens quer entre as mulheres, pois as condições existentes assim o favorecem.&lt;br /&gt;O calçadão tem uma mensagem muito interessante. Esse espaço transmite a essência da mocambicanidade que se esconde por detrás dos fatos e gravatas dos dirigentes deste pais.&lt;br /&gt;As barracas que pululam no local operam sob o licenciamento das autoridades municipais tanto quanto governamentais – Ministério da Indústria e Comércio. Tais autoridades têm a noção da falta de sanitários públicos nos locais onde elas operam, no entanto pouco ou nada mesmo é feito de modo a rever&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SX3N3Xtj4FI/AAAAAAAADrc/TgN_BuecDMo/s1600-h/Baggy_Pants_280_474470a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295615087999180882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 144px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SX3N3Xtj4FI/AAAAAAAADrc/TgN_BuecDMo/s200/Baggy_Pants_280_474470a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ter-se o cenário.&lt;br /&gt;A condução em estado de embriagues é penalizada em outros locais de Moçambique com a excepção do calcadão. Só um &lt;em&gt;azarado&lt;/em&gt; é que pode ser penalizado, no sítio, por conduzir sob efeitos do álcool. O estacionamento desordenado não implica nenhum sancionamento por parte das autoridades municipais e/ou governamentais naquele local embora elas tenham o conhecimento do caos que ali se vive.&lt;br /&gt;Os activistas das instituições que trabalham no combate ao HIV/SIDA têm conhecimento do comportamentos de risco que se vive no calçadão o que pode aumentar os índices de infecção por esta pandemia, mas ninguém toma alguma medida para controlar o cenário.&lt;br /&gt;No calçadão há roubo de telemóveis e um pouco mais de problemas que preocupam a ordem social, mas todos vêm e quase ninguem faz algo para promover mudanças. Em suma, neste submundo existe uma cultura que os governantes não controlam porque fazem parte dela. É um submundo com leis próprias, ordem típica e uma cultura que só ali faz sentido. É a isto que chamei de efeito calçadão que surge pela exteriorização da &lt;em&gt;cultura do deixa-andar&lt;/em&gt; impregnada naqueles que têm a tarefa de pôr ordem onde ela parece ausente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-618008526806194283?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/618008526806194283/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=618008526806194283' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/618008526806194283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/618008526806194283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2009/01/blog-post.html' title='Efeito calçadão'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SX3MuNxnj2I/AAAAAAAADrE/gpqMqvBcRtI/s72-c/DoisM.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-3130819413912778212</id><published>2009-01-15T05:05:00.000-08:00</published><updated>2009-01-15T05:47:34.612-08:00</updated><title type='text'>Crenças em volta do SIDA</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SW87Umd-t5I/AAAAAAAADqU/a3uhLBgbyo4/s1600-h/condom3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291513312293336978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 217px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SW87Umd-t5I/AAAAAAAADqU/a3uhLBgbyo4/s400/condom3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O fenomeno SIDA é para mim muito interessante não pelos infortúnios que tem causado no nosso país mas pela forma como é encarado.&lt;br /&gt;Podia até escrever um livro com o título “As religiões e as crenças em torno do SIDA”. Muitas das propostas, medidas, e estratégias de combate ao SIDA em Moçambique parece-me resultar de crenças indiv&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SW885NEHoVI/AAAAAAAADqs/D_omhwXcFHI/s1600-h/FonsecaSida.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291515040640770386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 187px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SW885NEHoVI/AAAAAAAADqs/D_omhwXcFHI/s200/FonsecaSida.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;iduais ou g&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SW87xTYWssI/AAAAAAAADqc/ZlGiTQmo2cM/s1600-h/FonsecaSida.jpg"&gt;&lt;/a&gt;rupais. Temos por exemplo a crença de que podemos resolver o problema bombardeando as pessoas com slogans violentos e de terror sobre a pandemia; acredita-se também sobre a possibilidade de resolver a questão aumentando o preço das bebidas alcoólicas; alguns até já estão a planejar medidas que pautam pela testagem obrigatória em locais apropriados; outras ideias começam a apelar pela distribuição de géneros alimentícios às famílias carenciadas como forma de combater a SIDA. Ora bem, crenças são mesmo crenças. O projecto comida pelo trabalho foi concebido também para ajudar as pessoas mais carenciadas de Moçambique, por outro lado, não acredito que só consumindo o álcool é que as pessoas enveredam pelo comportamento de risco. Muitos são os indivíduos que de consciência sã pautam pelo sexo desprotegido.&lt;br /&gt;Da mesma forma como existem várias crenças religiosas, existem também várias crenças em torno das medidas eficazes no combate ao SIDA. Considero de crenças porque me parece que tais medidas não resultam de algum estudo ou pesquisa aprofundada sobre o cerne da questão. São estratégias que surgem porque um grupo de gente influente acredita que tal medida pode resultar num sucesso. Mas porque a crença resulta de uma percepção subjectiva da realidade o resultado é que as medidas até então empreendidas não têm surtido efeitos desejados, o que já é do conhecimento do poder político-administrativo. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SW88JSWfUTI/AAAAAAAADqk/cHohmaM__X0/s1600-h/challenger_astronautas.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Num artigo – Mastering science in the South – de Maurizio Iaccarino, ex-secretár&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SW89-pvDHeI/AAAAAAAADq8/YS_D_3I5BjQ/s1600-h/challenger_astronautas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291516233747996130" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SW89-pvDHeI/AAAAAAAADq8/YS_D_3I5BjQ/s200/challenger_astronautas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;io geral da UNESCO, publicado na revista Science &amp;amp; Society, o autor afirma que a maior parte dos problemas que infermam aos países do Terceiro Mundo resultam da ausência da cultura de pesquisa e a pouca importância que dão a esse campo. Isso lembrou-me as palavras de um ministro moçambicano que tentou descaradamente afirmar que o país não precisa de ciências sociais para promover o seu desenvolvimento. Como disse antes, poderia também afirmar que ele manifestou publicamente uma das suas crenças ou convicções pessoais. E se depender de pessoas que fazem fé nesta crença vai-se procurar guerrear o SIDA apenas com um exército de cientistas nomotéticos – das ciências exactas – como os físicos, agrónomos, geólogos, mecánicos, astrónomos, etc. E se até lá algo falhar provavelmente surgirão outras crenças para o combate ao SIDA.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-3130819413912778212?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/3130819413912778212/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=3130819413912778212' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/3130819413912778212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/3130819413912778212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2009/01/crenas-em-volta-do-sida.html' title='Crenças em volta do SIDA'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SW87Umd-t5I/AAAAAAAADqU/a3uhLBgbyo4/s72-c/condom3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-4845396858171082088</id><published>2008-11-21T13:18:00.000-08:00</published><updated>2008-11-21T13:33:19.559-08:00</updated><title type='text'>Um gesto, várias interpretações</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SScn3xkpiuI/AAAAAAAADnU/fcga6rV1QZs/s1600-h/embondeiro.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271225728013798114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SScn3xkpiuI/AAAAAAAADnU/fcga6rV1QZs/s320/embondeiro.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; África é um continente de heterogeneidades e homogeneidades. Embora contraditório é importante realçar que dependendo do nosso ângulo de análise podemos buscar e encontrar muita diversidade ou similaridades. Do ponto de vista etno-linguístico e cultural podemos encontrar uma heterogenidade infinita; mas também se quisermos podemos encontrar similitudes no que tange aos problemas sócio-políticos e económicos. É um pouco sobre esta possibilidade de se ler um mesmo objecto de formas diferentes e em função do nosso ponto de observação que me pretendo debruçar nas linhas que se seguem.&lt;br /&gt;Achei interessante os textos do Mia Couto e do Patrício Langa ao versarem sobre África e a relação que se pode estabelecer com os EUA.&lt;br /&gt;Num estilo característico Mia escreveu sobre os problemas sócio-políticos e económicos africanos, tendo com isso chamado os cidadãos africanos a reflectirem sobre a possibilidade de empreenderem mudanças rumo ao futuro que todos almejam. Por sua vez Patrício Langa – um dos poucos sociólogos lúcidos da praça – contrapós-se ao raçocínio de Mia pelo facto deste não ter explicado as razões por detrás dos inúmeros problemas estruturais e conjunturais que assolam os países africanos. Por outro lado a inquietação de Patrício vai para a aberrante comparação feita entre o chá e o l&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SScoNhSSkHI/AAAAAAAADnc/U-C9x2E4Oc4/s1600-h/litera.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271226101598949490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SScoNhSSkHI/AAAAAAAADnc/U-C9x2E4Oc4/s200/litera.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;eite – se assim o quisermos considerar – feita por Mia. Ao seu ver, no lugar de comparar o chá pelo leite, Mia devia comparar o chá verde ao chá preto. A analogia que faço resume-se na imaginação de Mia em relação ao rumo dos factos caso Obama fosse africano. Para Patrício é absurdo comparar-se África aos EUA.&lt;br /&gt;Lamento não poder entrar em detalhes sobre os conteúdos dos textos ou reflexões dos actores supra-indicados. Não obstante presumo que será relativamente difícil para quem não os leu poder compreender o assunto que pretendo aqui abordar. &lt;br /&gt;Ora bem, o que me parece é que estamos perante dois actores de perspectivas diferentes olhando para um mesmo objecto de análise. Perante um mesmo fenómeno social é natural que se façam leituras diversificadas dependendo da perspectiva com que o observador se identifica. O antropólogo, o historiador, o escritor, o humorista, o sociólogo, etc. que têm por objecto de análise o social, estão sujeitos a visões diferentes sobre o seu objecto. No entanto seria demais exigir-se ao humorista uma leitura do social na perspectiva economicista.&lt;br /&gt;O que interessa ao escritor no retrato da sociedade talvés não seja responder o porquê das coisas. Pode por exemplo constituir a sua preocupação convidar com muita mestria aos seus leitores a reflectirem sobre determidado assunto que lhes passava despercebido. Este trabalho é, no entanto, feito na base da criatividade artística associada a estética e outros valores da arte literária. Nesse campo Mia é mestre, razão pela qual tornou-se referência nacional e internacional. Apesar do seu mér&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SScoaTJWr_I/AAAAAAAADnk/A_lxqGiNx7s/s1600-h/curso-de-ciencias-sociais.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271226321141673970" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 185px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SScoaTJWr_I/AAAAAAAADnk/A_lxqGiNx7s/s200/curso-de-ciencias-sociais.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ito, me parece que este escritor nunca decidiu invadir os outros campos do saber reivindicando que sigam as suas pegadas na leitura do social. Não me lembro de alguma tendência do Mia em se vangloriar face aos outros leitores do social. Mas quer me parecer que alguns sociólogos pretendem directa ou indirectamente convencerem ao mundo fora que têm a melhor maneira de ver os factos sociais comparativamente aos outros campos do saber.&lt;br /&gt;Nem sempre o porquê é a melhor resposta. Não acho que Mia tenha cometido algum pecado por não responder ao porquê. As respostas descritivas que respondem ao como também são uma forma interessante de olhar para o social e chamar aos actores sociais a auto-reflexão.&lt;br /&gt;De uma forma geral toda a análise social depende dos objectivos que o autor incorpora no momento do seu labor. Tenho as minhas dúvidas em relação ao facto de Mia querer fazer o papel de sociólogo na leitura do fenómeno Obama. Provavelmente este escritor nunca se quis furtar da sua arte para violar o espaço dos sociólogos.&lt;br /&gt;Concordo plenamente com Patrício em relação a necessidade de se explicar o porquê dos factos para a sua melhor compreenão. Mas também discordo que isso seja um imperativo categórico para qualquer leitura que se pretenda fazer sobre o social. Ademais quer me parecer que para responder ao porquê, é necessário que se faça alguma pesquisa de modo a evitar expeculações. Penso que Mia Couto não se muniu de ferramentas que os sociólogos usam para compreender a sociedade antes de escrever o seu texto intitulado: “Se Obama fosse africano”. E isso aconteceu provavelmente porque ele não quis fazer o papel de sociólogo, antes sim, um escritor igual a si mesmo.&lt;br /&gt;Cada campo do saber tem uma forma peculiar de encarar o seu objecto de estudo no entanto nenhum deles se deve considerar melhor que o outro. Criar uma hierarquia ou estratificação dentro das ciências sociais e humanas tanto como no campo das artes, seria uma tarefa condenada ao fracasso pois o social é complexo.&lt;br /&gt;Até hoje Leonard&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SScovTANlDI/AAAAAAAADns/uO-JBUFCYGo/s1600-h/danca.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271226681880581170" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 154px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SScovTANlDI/AAAAAAAADns/uO-JBUFCYGo/s200/danca.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;o da Vinci é tido como um génio pela mensagem e pela forma como a transmitia de forma simbólica. The Da Vinci Code de Dan Brown tornou-se num best seller talvez por atacar a Igreja Católico-Romana de forma perspicaz; mas em nenhum momento dessa obra prima o seu autor preocupou-se em explicar o fenómeno que abordava de forma a agradar aos experts em sociologia da religião, o que não tirou o seu mérito.&lt;br /&gt;O caso Obama merece sim alguma reflexão em torno das condições para uma democracia efectiva em África, por outro lado pode-nos ajudar a reflectir sobre o âmago dos problema sócio-políticos vividos no continente africano.&lt;br /&gt;Em suma gostaria de reiterar que existem várias formas de ler os fenómenos sociais, dependendo do campo disciplinar em que o observador se encontra. É importante notar que a tendência de hierarquizar os demais campos do saber – e muito particularmente no ramo das ciências sociais e humanas; arte literária, artes plásticas, artes cénicas, etc. – pode-se constituir num perigo para o processo de construção do conhecimento. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-4845396858171082088?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/4845396858171082088/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=4845396858171082088' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/4845396858171082088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/4845396858171082088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2008/11/um-gesto-vrias-interpretaes.html' title='Um gesto, várias interpretações'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SScn3xkpiuI/AAAAAAAADnU/fcga6rV1QZs/s72-c/embondeiro.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-8903035732016416771</id><published>2008-11-14T04:08:00.000-08:00</published><updated>2008-11-14T04:28:59.812-08:00</updated><title type='text'>Barack Obama e o messianismo americano</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SR1r1Qi7k-I/AAAAAAAADmc/SngrYlnGsD4/s1600-h/barack-obama-official-small.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268485701812065250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 256px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SR1r1Qi7k-I/AAAAAAAADmc/SngrYlnGsD4/s320/barack-obama-official-small.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Muitos movimentos messiânicos surgem nos períodos de grandes crises sócio – políticas, sendo o prato forte o anúncio do fim de uma era e o começo de uma outra melhor. Isso não se difere tanto do quem vem acontecendo nos EUA com Barack Obama - o messias que se espera poder mudar os destinos daquele país transformando-lhe na Terra Prometida.&lt;br /&gt;“Barack” em &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SR1sOwAqZ1I/AAAAAAAADmk/qR7RZgsaCRY/s1600-h/200px-BarackObama2005portrait.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268486139754997586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 137px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SR1sOwAqZ1I/AAAAAAAADmk/qR7RZgsaCRY/s200/200px-BarackObama2005portrait.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;árabe significa o abençoado. Se quisessemos ir pelo lado metafísico talvez seríamos obrigados a dizer que a bênção de Obama foi profetizada aquando do seu nascimento e reside fundamentalmente na árdua missão de tirar o seu país do caos.&lt;br /&gt;A bênção de Obama vem pelo facto de levar nas costas a responsabilidade de provar ao mundo inteiro que a competência técnica, política, e de qualquer outra natureza não tem nada a ver com a cor da pele. Vários argumentos antropológicos, médicos, etc. de natureza racista tentaram vezes sem conta criar uma estratificação social baseada na cor. Mesmo em sociedades mais cultas como a França é escusado dizer-se que não hajam resquícios de racismo.&lt;br /&gt;Alguém disse que a tomada de poder por Obama significa o fim da supremacia WASP, mas é meio suspeito fazer esse tipo de pronunciamentos porque isso significaria por outras palavras retornar aos discursos racistas e &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SR1sphGnkCI/AAAAAAAADms/M0QDHj-9lG8/s1600-h/kofi_annan.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268486599609913378" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 159px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SR1sphGnkCI/AAAAAAAADms/M0QDHj-9lG8/s200/kofi_annan.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;em última análise dizer que ele foi eleito somente pelos negros o que não constitui a verdade.&lt;br /&gt;A vitória de Barack Obama pode sim significar a mudança de mentalidade dos americanos e do mundo inteiro passando-se para uma nova fase da história da humanidade em que se olha pelas diferenças da cor da pele não como factor de estereótipo ou supremacia de uns sobre os outros, mas simplesmente como diferença. Quarta e quinta feiras são apenas dois dias de semana diferentes quanto o preto é diferente do branco, portanto sem motivos para hierarquizá-los.&lt;br /&gt;É importante lembrar que a mudança de mentalidade dá-se num longo processo de transformações sociais ocorridas na escala Global onde Kofi Annan contribuiu pelo trabalho plausível que prestou às Nações Unidas na qualidade &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SR1tagkaTNI/AAAAAAAADm8/qKko5Y3UVR0/s1600-h/dubois285.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268487441280027858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 188px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SR1tagkaTNI/AAAAAAAADm8/qKko5Y3UVR0/s200/dubois285.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;de secretário geral. Durante o seu mandato não faltaram cépticos para questionarem e duvidarem das capacidades intelectuais de um africano –de raça negra – na gestão das Nações Unidas. Bastava um pequeno deslize para conotarem as incongruências pessoais à incapacidade de todas as pessoas da sua cor. É o mesmo desafio que Obama enfrenta neste momento, e para tal é importante que siga o exemplo de outros negros como William Dubois, Marcus Garvey, Martim Luther king Jr., entre outros, que no decurso da sua vida passaram por vários desafios num mundo em que os preconceitos raciais eram enormes.&lt;br /&gt;Quando Bush assumiu o poder, em 2001, herdou um superávit de US$ 651 bilhões, mas vai deixar o orçamento com déficit recorde de US$ 438 bilhões, sem levar em consideração o pacote de US$ 700 bilhões. Obama considera que reformas de longo alcance serão necessár&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SR1tyM-uWWI/AAAAAAAADnE/XjvCSNcozQQ/s1600-h/Mgarvey%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268487848338544994" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 162px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SR1tyM-uWWI/AAAAAAAADnE/XjvCSNcozQQ/s200/Mgarvey%255B1%255D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ias para proteger cidadãos e empresas americanos. Obama deixa claro que a estrutura fiscal precisa ser modificada para se tornar mais justa. Isso significa que os ricos terão de pagar mais&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;. Esta medida pode ser plausível mas é importante que haja muita prudência e distanciamento em relação ao nível emocional do novo presidente dos EUA.&lt;br /&gt;Se Bush vetou contra o financiamento das pesquisas em torno das células-tronco pode ser sinal de gestão racional de recursos o que não deve ser visto como desinteresse em relação ao avanço da medicina. Porém Obama promete reverter a situação financiando pesquisas das companhias de células-tronco. Este posicionamento surge numa altura em que os EUA precisam de se recuperar da crise financeira que se estima poder ser pior que a de Roosevelt.&lt;br /&gt;De mess&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SR1uOCXUOdI/AAAAAAAADnM/Moihuk0Ox_Q/s1600-h/martin%2520Luther%2520King%25202.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268488326525237714" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 173px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SR1uOCXUOdI/AAAAAAAADnM/Moihuk0Ox_Q/s200/martin%2520Luther%2520King%25202.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ias, Barack Obama pode se transformar numa grande decepção para todos os que apostaram nele na expectativa de contribuir para as mudanças em favor da nova ordem mundial. Não se pretende porém afirmar que o sucesso da sua governação dará fim aos preconceitos raciais, antes sim que tal pode contribuir para a mitigação paulatina dos mesmos.&lt;br /&gt;As mudanças sociais ocorrem infelizmente num processo lento comparativamente as outras mudanças. No entanto o fenómeno Obama suscita várias leituras; mas neste caso particular diremos que simboliza acima de tudo uma grande mobilidade social do povo afro-americano: da Senzala para a Casa Grande; do Getho para a Casa Branca; e finalmente da White House para a Black House.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais!destaque.action?destaque.idEspeciais=849"&gt;http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais!destaque.action?destaque.idEspeciais=849&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-8903035732016416771?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/8903035732016416771/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=8903035732016416771' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/8903035732016416771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/8903035732016416771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2008/11/barack-obama-e-o-messianismo-americano.html' title='Barack Obama e o messianismo americano'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SR1r1Qi7k-I/AAAAAAAADmc/SngrYlnGsD4/s72-c/barack-obama-official-small.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-135022571693287314</id><published>2008-09-14T13:36:00.000-07:00</published><updated>2008-09-14T14:15:16.686-07:00</updated><title type='text'>Alternância governantiva em Moçambique: ainda uma miragem?</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SM18cyvLbMI/AAAAAAAADJ8/4x0H8J8e59k/s1600-h/samora_machel%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245985975054331074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SM18cyvLbMI/AAAAAAAADJ8/4x0H8J8e59k/s320/samora_machel%5B1%5D.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A história da política em Moçambique no pós Acordos de Roma tem muito que se apreciar pois nela podemos compreender as tendências do desenvolvimento sócio-económico local. A aposta na democracia foi desde cedo reivindicada como cavalo de batalha do maior partido da oposição sendo que o do poleiro conformou-se com a nova roupagem do actual cenário político.&lt;br /&gt;Não raras vezes o partido no poder apareceu em público desmentindo as gabarolices da oposição segundo as &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SM18pWLX_sI/AAAAAAAADKE/y0Lf8019ZdI/s1600-h/_1608628_machel_300.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245986190726266562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SM18pWLX_sI/AAAAAAAADKE/y0Lf8019ZdI/s200/_1608628_machel_300.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;quais foram os mentores e propulsores da democracia no país. No entanto alegam que a democracia já estava no seu projecto político antes que a oposição se apropriasse dela. Verdade ou não, os factos falam por si.&lt;br /&gt;A alternância governativa é um dos principais marcos do exercício democrático pois ela demonstra que a vontade do povo determina a ascenção ou não de determinados políticos para as posições que conduzem os destinos do país. Ao contrário disso, estaríamos diante de uma outra forma de governação distante dos princípios democráticos.&lt;br /&gt;Nos últimos anos temos vindo a acompanhar as mudanças que ocorrem no seio do maior partido da oposição em Moçambique. A expulsão da RENAMO à figuras galvanizantes como a de Raúl Domingos, em 2000, marcaram o começo daquilo que poderiamos chamar de uma nova era no cenário político moçambicano. Esta figura tida pela opinião pública como o cérebro daquele que se considera até então o maior partido da oposição, poderia ter ofuscado os interesses da liderança política do seu partido. No entanto, a formação de mais um partido político que culminou com tal medida, resultou na dispersão dos votos destin&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SM189UauYlI/AAAAAAAADKM/16FLL77ulII/s1600-h/827928%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245986533851161170" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SM189UauYlI/AAAAAAAADKM/16FLL77ulII/s200/827928%5B1%5D.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ados a RENAMO. Comparativamente ao que se pensava na altura, nem a RENAMO, nem o PDD de Raul Domingos venceram as eleições. Ademais a RENAMO entrou numa queda vertiginosa de perca dos assentos parlamentares.&lt;br /&gt;Parece claro que as coligações partidárias no seio da oposição política local tem contribuido positivamente na aglutinação dos votos, da mesma forma que a sua dissociação concorre para a dispersão dos seus votos enfraquecendo-se cada vez mais em favor do partido no poder. Esta lógica não é tão nova quanto parece. Já diz o velho ditado que a união faz a força, e servindo-se disso, a técnica dividir para reinar foi usada pelos colonizadores portugueses e belgas em África como forma de fortalecer o seu poderio sobre os nativos.&lt;br /&gt;Até hoje o dividir para reinar continua uma técnica de dominação político-governamental muito usual para dominar aos mais distraídos. Do ponto de vista técnico é uma estratégia plausível principalmente se p&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SM19NUgE7NI/AAAAAAAADKU/L2D9m4fZRmI/s1600-h/daviz_simango%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245986808751516882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SM19NUgE7NI/AAAAAAAADKU/L2D9m4fZRmI/s200/daviz_simango%5B1%5D.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ara os seus mentores os fins justificam os meios. Por outro lado é uma estratégia correcta porque no cenário político a competição dita que a vitória merece aos mais inteligentes, se bem que tal inteligência nada tem a ver com as fraudes decorrentes do escurtínio eleitoral.&lt;br /&gt;A mesma popularidade de que gozava Raúl Domingos antes da sua expulsão do partido que o viu crescer, hoje parece acompanhar o edil da cidade da Beira – Davis Simango. E mais uma vez parece que o cenário tende a repetir-se no sentido de haverem clivagem partidárias que impliquem a curto ou médio prazos no seu enfraquecimento.&lt;br /&gt;Após a sua contra-indicação de candidatar-se às municipais da cidade de onde Simango goza maior popularidade vários foram os apelos para a sua candidatura a título independente. Este apelo parte da visão simplista segundo a qual o resultado seria quase que automaticamente a favor da sua vitória eleitoral. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SM19ei5kEdI/AAAAAAAADKc/0fU5QZf2vyI/s1600-h/democracia_ciudadania.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245987104674288082" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SM19ei5kEdI/AAAAAAAADKc/0fU5QZf2vyI/s200/democracia_ciudadania.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Movido por interesses pessoais a candidatura de Simango pode efectivamente surpreender aos seus simpatizantes com uma derrota esmagadora a favor da FRELIMO, pois o comportamento dos actores sociais são extremamente imprevisíveis. Nada garante que a candidatura independente de Davis Simango garanta-lhe necessariamente a vitória devido ao trabalho por si efectuado naquele município. Ademais ela seria mais uma apunhalada no enfraquecimento da oposição moçambicana.&lt;br /&gt;A fragmentação da oposição é como uma faca de dois gumes pois no lugar de contribuir efectivamente para o exercício da democracia ela concorre para o seu enfraquecimento na medida em que fica cad&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SM1-Y69SliI/AAAAAAAADKs/n3nw5_tkB1Q/s1600-h/_40578341_renamo-203.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245988107564783138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SM1-Y69SliI/AAAAAAAADKs/n3nw5_tkB1Q/s200/_40578341_renamo-203.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a vez difícil a possibilidade de uma alternância governativa. O partido FRELIMO aparentemente mais coeso detém de uma larga experiencia no cenário político nacional, o que lhe confere vantagens enormes face a instabilidade no seio dos demais pequenos partidos da oposição.&lt;br /&gt;Mais uma vez as actuais clivagens internas no seio da RENAMO podem ser usadas como cavalo de batalha pelos mais experientes no cenário político dando azo a manutenção de um Estado monopartidarizado e resistente a alternância governativa.&lt;br /&gt;Para o bem estar da própria democracia moçambicana, este país precisa de alternâncias político-governativas garantidas por uma oposição forte, coerente, coesa e determinadada em relação ao que se tem hoje, de modo a não trair a confiança do povo. É nesta acepção em que o exercício democrático em Moçambique ainda se constitui numa miragem.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-135022571693287314?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/135022571693287314/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=135022571693287314' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/135022571693287314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/135022571693287314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2008/09/alternncia-governantiva-em-moambique.html' title='Alternância governantiva em Moçambique: ainda uma miragem?'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SM18cyvLbMI/AAAAAAAADJ8/4x0H8J8e59k/s72-c/samora_machel%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-5516639522970329443</id><published>2008-08-29T13:12:00.000-07:00</published><updated>2008-08-30T01:13:07.055-07:00</updated><title type='text'>Quando o povo decide por si</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SLj2E5vYCSI/AAAAAAAAAk8/U6n7j1PYg5s/s1600-h/march.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240208730525010210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SLj2E5vYCSI/AAAAAAAAAk8/U6n7j1PYg5s/s320/march.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nas vésperas dos escrutínios eleitorais para as autarquias em Moçambique, notam-se situações que não dispensam comentários de esquina.&lt;br /&gt;Na cidade de Maputo o actual edil, Eneas Comiche, perdeu as eleições internas do seu partido para as candidaturas dos próximos pleitos eleitorais. O facto sucede-se numa altura em que ia ganhando adeptos no seio dos munícipes pelos seus feitos na reconstrução da cidade há muito degradada. Algo similar ocorreu na cidade da Beira donde informações da imprensa indicam que Davis Simango – premiado melhor presidente dos municípios de Moçambique por uma revista de negócios sul africana - foi afastado das candidaturas por indicação do presidente do seu partido. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SLj2cmMDVcI/AAAAAAAAAlE/vno0rv5xSI4/s1600-h/vote-731356.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240209137593439682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SLj2cmMDVcI/AAAAAAAAAlE/vno0rv5xSI4/s200/vote-731356.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Contrariamente ao que aconteceu na cidade de Maputo, os apoiantes de Davis Simango na cidade da Beira fizeram-se a rua para se manifestarem contra a decisão tomada pela liderança do maior partido da oposição neste país. Conforme refere a estação televisiva do grupo SOICO centenas de manifestantes protestaram, na manhã do dia 29 de Agosto, nas artérias daquela urbe impunhando dísticos que apelavam a recandidatura de Simango às eleições municipais. Este facto merece vários comentários.&lt;br /&gt;Quer me parecer que o edil do município da Beira mais do que membro do partido da oposição, acabou conquistando adeptos que a pouco e pouco iam fazendo dele um líder quase que carismático. Uma liderança carismática goza de muita admiração e protecção entre os seus seguidores. Importa referir que o carisma não é algo inato mas sim, que se constroe no decurso da vida.&lt;br /&gt;Em princípio o líder carismático quando passa desta para melhor, mais do que heroi ele torna-se numa figura lendária que sobrevive as gerações umas às outras. Podem-se encontrar líderes carismáticos em vários campos sociais como na Religião, na Política, Academia, Artes, etc. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SLj25wB8GgI/AAAAAAAAAlM/JCpqyPDn9xY/s1600-h/vote-731356.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SLj30vuzrgI/AAAAAAAAAlU/cud39WvEvDo/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240210651983621634" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SLj30vuzrgI/AAAAAAAAAlU/cud39WvEvDo/s200/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O líder carismático é tido pelos seus seguidores como insubstituível; como se tivese nascido para estar no lugar em que se encontra. É também tido como o único que merece o lugar e a posição que ocupa. Raramente os seus actos são reprovados, mas nada obsta que deva fazer uma boa gestão do seu carisma para manté-lo eternamente.&lt;br /&gt;A igual situação da Beira muito provavelmente haveriam manifestações em todo o país se o presidente Samora Machel fosse Substituído, enquanto vivo, por Chissano.&lt;br /&gt;Como disse de início, muita coisa se pode especular sobre as manifestações que tiveram lugar na cidade da Beira. Trata-se de um caso que merece análises sob várias perspectivas, ademais é caso para dizer que enquanto uns choram os outros festejam tais acontecimentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-5516639522970329443?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/5516639522970329443/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=5516639522970329443' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/5516639522970329443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/5516639522970329443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2008/08/quando-o-povo-decide-por-si.html' title='Quando o povo decide por si'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SLj2E5vYCSI/AAAAAAAAAk8/U6n7j1PYg5s/s72-c/march.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-5158544701987362455</id><published>2008-07-14T03:27:00.000-07:00</published><updated>2008-07-14T12:05:55.703-07:00</updated><title type='text'>Na nossa televisão: o parlamento em miniatura?</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_T48q80ZQpVE/SHsxlcqNFxI/AAAAAAAAAks/UIb9js9zE0U/s1600-h/parlamento.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222822712284354322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_T48q80ZQpVE/SHsxlcqNFxI/AAAAAAAAAks/UIb9js9zE0U/s320/parlamento.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Existem muitas formas de ver o mundo que nos rodeia. Usando por exemplo óculos escuros, de lentes alaranjadas, azuis, verdes, castanhas, etc. podemos ver o mundo a nossa volta com uma coloração influenciada pelas lentes que usamos. Mas se pretendermos ver o mundo de forma natural ou seja com as cores reais mediante os nossos sentidos, somos obrigados a deixar de lado os nossos óculos. O mesmo acontece em relação a leitura e interpretação dos factos e fenómenos sociais. &lt;a href="http://bp0.blogger.com/_T48q80ZQpVE/SHswcV5KjgI/AAAAAAAAAkM/19Bq_mj_P7k/s1600-h/debate_rajoy_zapatero_20minutos-360x243.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222821456337604098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_T48q80ZQpVE/SHswcV5KjgI/AAAAAAAAAkM/19Bq_mj_P7k/s200/debate_rajoy_zapatero_20minutos-360x243.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um dos mandamentos fundamentais das ciências sociais reza que antes de partirmos para a leitura e análise dos factos sociais devemo-nos despir das nossas prenoções. Estas últimas resultam muitas vezes das nossas influências político-partidárias, ideológicas, religiosas, etc. Aqui está o ABC das ciências sociais. Não se obedecendo a este mandamento podemos apenas emitir opiniões pessoais e tudo parecido a isso menos fazer ciências sociais, pois estas requerem de alguma forma certo rigor e neutralidade axiológica.&lt;br /&gt;Dizer que nos devemos despir das cores ideológicas, político-partidárias, religiosas, afinidades étnicas, devoção à um clube de futebol, etc. não significa de modo algum que o ciêntista seja um extra-terrestre. Como qualquer ser humano inserido na sociedade, o cientista também tem as suas afinidades políticas, religiosas, e outras que fazem dele um cidadão comum. A diferença porém, nota-se pelo facto de um ter a atenção de separar o trigo do joio no momento certo. Aí começa o exercício da atitude científico-académica.&lt;br /&gt;A STV (estação televisiva do grupo Soico) tem um interessante programa dominical que a princípio parece estar virado para a análise dos factos sociais de maneira académica. Mas na verdade o que se verifica é que a academia ou o simplesmente o termo académico é usado indiscriminadamente para ludibriar a atenção dos telespectadores. O que na verdade ocorre é que se discutem assuntos sociais na perspectiva política e não académica, mas como quase todo o mundo gosta de ser académico, já se justifica o mau uso deste termo – académico. &lt;a href="http://bp1.blogger.com/_T48q80ZQpVE/SHswr0rpMkI/AAAAAAAAAkU/PJqk8hxw-lM/s1600-h/image_gallery.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222821722300428866" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_T48q80ZQpVE/SHswr0rpMkI/AAAAAAAAAkU/PJqk8hxw-lM/s200/image_gallery.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tem-se verificado que no lugar de fazer leituras isentas de ideologias político-partidárias, o painel desata vezes sem conta, em ataques pessoais no lugar de discutir ideias. Isso disvirtua de alguma forma a expectativa dos telespectadores que esperando por uma coisas, são presenteados por outra.&lt;br /&gt;Um painelista que se afirma “guerreiro e lutador pela causa causa do povo” não está de modo algum a mostrar uma postura académica antes sim política. Normalmente são os políticos quem se recorrem a esse discurso de luta pela causa do povo e não por interesses pessoais. Os políticos – que na sua maioria são grandes mentirosos -, dizem nos seus discursos que a sua preocupação é com relação ao bem estar do povo e não consigo próprio; por essa causa, dizem eles poderem-se fazer mártires pelo bem estar do povo – o que nem sempre corresponde a verdade . O académico desvia-se deste tipo de discurso não pelo desinteresse da causa do povo, pois a ciência visa acima de tudo&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_T48q80ZQpVE/SHsw_ZxpmYI/AAAAAAAAAkc/ofmSt5o8-Bo/s1600-h/USCMSconference.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222822058675247490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_T48q80ZQpVE/SHsw_ZxpmYI/AAAAAAAAAkc/ofmSt5o8-Bo/s200/USCMSconference.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; produzir o conhecimento para o bem estar social das pessoas através da tecnologia, melhores políticas públicas, modelos políticos de governação e administração pública, etc.&lt;br /&gt;No exemplo que demos sobre a STV, talvez o problema não esteja no painel em si, mas sim da própria instituição e os critérios por si usados na selecção das figuras a comporem tal painel. Quer nos parecer que o critério usado foi a cor política dos dois grandes partidos moçambicanos. No entanto foram seleccionados rostos; um publicamente comprometido com a RENAMO, um comprometido com a FRELIMO, e o outro aparentemente neutro mas que depois afirmou-se como simpatizante da FRELIMO. Este critério de formação do painel não parece mais apropriado para um debate académico, antes sim para uma discução sobre assuntos sociais numa perspectiva política, ao exemplo do acontece na Assembleia da República. O mal seria menor se logo de início ficasse claro para os telespectadores que o programa seria uma miniatura da Assembleia da República, mas a decepção surge quando usa-se a capa da academia para fazer politiquices. É talvez daí que começa a indignação daqueles que pautam pelos valores e postura de académicos.&lt;br /&gt;Se a STV quiser corrigir o seu erro, ainda tem tempo para isso. Pode por um lado rescindir o contrato com o, ou os painelistas que disvirtuam os objectivos do programa, ou e&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_T48q80ZQpVE/SHsx9LNOt-I/AAAAAAAAAk0/IAw2ERWmXuY/s1600-h/web_6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222823119916283874" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_T48q80ZQpVE/SHsx9LNOt-I/AAAAAAAAAk0/IAw2ERWmXuY/s200/web_6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ntao mostrar aos telespectadores que o enfoque do programa é trazer às telas uma miniatura do parlamento.&lt;br /&gt;Em relação aos Partidos políticos, especialmente a FRELIMO fica-lhe a tarefa de rever os seus representantes ou porta-vozes. Indivíduos de compostura duvidosa, podem manchar à todo um partido, e de alguma forma influenciar-lhe nos escurtínios eleitorais. Em momentos em que a nossa análise é desaprofundada, pode-se ficar na dúvida sobre a posição pessoal de alguém, com valores e postura não comungada pela maioria das pessoas de bom senso, e a posição do Partido.&lt;br /&gt;Tudo o que foi referido anteriormente baseou-se na reflexão em torno do debate dominical, ora aludido, da noite de 13/07/08. Foi na sequência dele que reiteramos a importância de se fazerem leituras sobre os factos sociais isentos de pré-noções, se quisermos pautar por uma postura académica. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-5158544701987362455?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/5158544701987362455/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=5158544701987362455' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/5158544701987362455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/5158544701987362455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2008/07/na-nossa-televiso-o-parlamento-em.html' title='Na nossa televisão: o parlamento em miniatura?'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_T48q80ZQpVE/SHsxlcqNFxI/AAAAAAAAAks/UIb9js9zE0U/s72-c/parlamento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-1446905030107228806</id><published>2008-05-19T10:09:00.000-07:00</published><updated>2008-05-19T11:05:47.926-07:00</updated><title type='text'>Resistência a mudança no processo de desenvolvimento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SDG-mYqEVtI/AAAAAAAAAjc/nCaqXtcAGy8/s1600-h/SupportBackground.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202148611252836050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SDG-mYqEVtI/AAAAAAAAAjc/nCaqXtcAGy8/s320/SupportBackground.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; As abordagens sobre o desenvolvimento apontam uma série de factores que estão na origem da pobreza ou então que afectam negativamente o crescimento de um determinado país. Dentre os vários elementos que desincentivam o desenvolvimento figura o aspecto cultural, significando neste caso, os usos e costumes; os hábitos; a forma de ser e de estar; modos de agir e de pensar, etc.&lt;br /&gt;No nosso país temos muitos exemplos de aspectos culturais que muito provavelmente possam estar na origem do nosso lento desenvolvimento sócio-económico. O exemplo disso podemos encontrar no critério de escolha face as duas operadoras da telefonia móvel a operarem no país. Neste processo podemos optar por vias que nos ajudem a poupar, o que naturalmente conduz-nos a acumulação de capital, ou por vias que nos levam a disperdícios de recursos financeiros.&lt;br /&gt;A questão que se coloca é: quais os motivos que ditam a opção por uma ou por outra operadora? Naturalmente &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SDG_tIqEVvI/AAAAAAAAAjs/C9RaKs-HFGM/s1600-h/vodafone.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202149826728580850" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SDG_tIqEVvI/AAAAAAAAAjs/C9RaKs-HFGM/s200/vodafone.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;que as respostas podem ser várias: desde o custo dos serviços; a qualidade; o hábito; até a resistência à mudanças; etc.&lt;br /&gt;Quem opta por tarifas baixas de uma operadora pode no entanto ficar refém da má qualidade na prestação dos seus serviços, a não ser que se esteja perante um caso de custos muito baixos para serviços de alta qualidade. Por outro lado podemo-nos encontrar numa situação em que os custos são ligeiramente altos em relação ao primeiro caso, mas compensados com uma qualidade aceitável entre os consumidores dos serviços.&lt;br /&gt;Imaginemos que a operadora com melhor qualidade nos serviços, ofereça uma promoção na qual os seus clientes podem-se comunicar entre si ao valor único de 500 Mt num período de dois meses. Uma promoção que permite falar 24h durante dois meses ao preço de 500 Mt, sendo o preço do pacote ou cartão inicial da operadora não superior a 4 Mt. Diríamos simplesmente que a oferta é tentadora embora os 500 meticais sejam um terço do salário mínimo nacional. Mas para aqueles que fazem chamadas telefónicas no valor de 100 Mt de 3 em 3 dias em média, podem com certeza achar a proposta tentadora. Mas o que acontece é que mesmo assim não se deixam levar pela tentação.&lt;br /&gt;O que a experiência do dia-a-dia mostra é que dificilmente os clientes mudam de uma operadora para outra em busca de melhores serviços, do mesmo jeito que são muito raros os casos em que os clientes mudam-se em busca de melhores preços. Neste último caso nem as promoções contribuem efectivamente para a angariação dos clientes da operadora rival. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SDHAG4qEVwI/AAAAAAAAAj0/iHBD7Jq2msM/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202150269110212354" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SDHAG4qEVwI/AAAAAAAAAj0/iHBD7Jq2msM/s200/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se a justificação para a resistência à mudança é o hábito que se tem numa operadora, quer por outras palavras dizer que os consumidores preferem permanecer com os serviços de baixa qualidade e/ou preços altos porque estão habituados a isso, preferindo não se mudar. Num caso do género e específicamente da promoção de serviços, diríamos que abre-se mão da poupança pelo hábito que se tem em relação à operadora.&lt;br /&gt;O sentimento de pertença a uma operadora de telefonia móvel corresponde de certa forma a identidade reivindicada pelos seus clientes. Estes últimos adoptam para si um sentimento de pertença que simultâneamente condiciona a sua identidade. Uma identidade que se pode comparar aos laços em relação ao local de nascença, ao bairro residencial, ao clube de futebol favorito, etc. É este sentimento que exerce uma pressão psicológica sobre os actores sociais, fazendo da sua operadora de telefonia móvel, a sua religião ou clube de futebol.&lt;br /&gt;Não é pela derrota sofrida que se deixa de ser adepto do clube; não é por se rezar na garagem ou numa palhota que se abandona uma religião; do mesmo jeito que não é pelas estradas esburacadas que mudamos de bairro. O sentimento de pertença a um grupo ou espaço, inculca sobre os actores uma identidade que desenvolve um afecto por vezes não manifesto, e que por sua vez dificilmente condiciona o seu abandono.&lt;br /&gt;A rejeição ou mudança de um traço identitário traz sobre os autores um sentimento de traição ou infidelidade ao seu grupo de pertença, o que pode resultar num sentimento de culpa, tristeza e/ou agonia.&lt;br /&gt;No caso dos clientes das duas operadoras de telefonia móvel em Moçambique ocorre uma situação semelhante que por sua vez acaba numa resistência à mudança independentemente dos benefícios aludidos nas propagandas ou publicidades. Isso não significa porém que ninguém adira a mudança, mas em média os clientes preferem manter-se fiéis às suas operadoras. Ademais o que pode acontecer é que o cliente adopte uma posição de bigamia comercial fazendo uso paralelo dos serviços das duas operadoras. Por outro lado a operadora pode ganhar, pelo seu marketing, clientes fiéis que usam pela primeira vez na vida os serviços de telefonia móvel. Este é apenas um exemplo de resistência a mudança e para além dele existem tantos outros que poderiam por aqui desfilar. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SDHAcoqEVxI/AAAAAAAAAj8/Y7SOtcE7SS0/s1600-h/LaisamisWind.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202150642772367122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SDHAcoqEVxI/AAAAAAAAAj8/Y7SOtcE7SS0/s200/LaisamisWind.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Situações como as que foram anteriormente descritas perfilam nos modos de ser, de agir, e de pensar, alguns deles determinados por questões culturais, sociais, e até psicológicos, que contribuem negativamente para o desenvolvimento do país.&lt;br /&gt;A resistência à mudança é comum entre os actores sociais, mas é preciso realçar que não é possível registar melhorias sem que antes aceitemos mudanças. O próprio desenvolvimento sócio-económico é algo que só se pode alcançar através de mudanças. Estas últimas podem ocorrer a vários níveis para além dos hábitos que ditam as nossas escolhas no mercado. Por fim, diriamos que ter medo de mudanças é o mesmo que rejeitar pacificamente o desenvolvimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-1446905030107228806?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/1446905030107228806/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=1446905030107228806' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/1446905030107228806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/1446905030107228806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2008/05/resistncia-mudana-no-processo-de.html' title='Resistência a mudança no processo de desenvolvimento'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SDG-mYqEVtI/AAAAAAAAAjc/nCaqXtcAGy8/s72-c/SupportBackground.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-269081775380409044</id><published>2008-05-08T11:57:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T12:18:45.628-07:00</updated><title type='text'>A Resposta ao HIV-SIDA: Da visão dos não infectados a visão dos infectados. Duas mãos que podem caminhar juntas para romper com a questão da tradição</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mais uma vez o Rildo delicia-nos com as suas reflexões sobre o dia-a-dia de Moçambique. Leia a sua análise sobre a questão do SIDA.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fita vermelha é um símbolo da solidariedade pelas pessoas infectadas com o HIV e por aquelas que têm de viver com SIDA. A solidariedade com os infectados pelo HIV deve começar com o envolvimento &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SCNR7QNoXyI/AAAAAAAAAjM/uIcZPIaK7mA/s1600-h/lacoAids.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198088473321955106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SCNR7QNoXyI/AAAAAAAAAjM/uIcZPIaK7mA/s200/lacoAids.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SCNQ1QNoXxI/AAAAAAAAAjE/kLNxMYdy1NY/s1600-h/aids_cortada.jpg"&gt;&lt;/a&gt;destes na elaboração dos relatórios, documentos relativos ao HIV-SIDA, na partilha e auscultação de ideias e opiniões sobre a pandemia. Este envolvimento dos seropositivos em respostas relativas a pandemia deve ser adequada aos seus respectivos contextos.&lt;br /&gt;Recentemente acaba de ser lançado o Relatório Nacional de Desenvolvimento Humano 2007 com o título Desafios e Oportunidades: A Resposta ao HIV e SIDA, um documento muito rico em informações sobre HIV-SIDA. Apesar disso o mesmo documento parece que tenta tratar o problema do HIV-SIDA de uma forma muito homogénea em relação ao território moçambicano.&lt;br /&gt;Nota-se ao longo do relatório não haver nenhuma preocupação com o perfil sociológico dos infectados a nível da região, província e distrito. Há pouca informação em relação a estatística distrital sobre o HIV-SIDA. Esta situação tem levado que se perca de vista a localização do problema, pois se estaria a caminhar para um falso combate.&lt;br /&gt;Verifica-se ainda um maior centralismo no aconselhamento do doente infectado em detrimento da família, médicos, enfermeiros, etç. O cometimento da família é essencial na maneira como a comunidade ira olhar para o doente infectado e também na maneira como o doente infectado pode estar aberto para falar do assunto sem receio de ser descriminado.&lt;br /&gt;Um amigo meu seropositivo disse-me num belo dia que a sua família foi a primeira a estar do seu lado, hoje ele é uma pessoa aberta para falar do HIV-SIDA dizendo claramente que padece da doença e que as pessoas devem prevenir, o que mais me impressionou é realmente constatar que a família o trata como uma pessoa normal e as pessoas estão atentas a forma como a pessoa é tratada na família para dai tomarem um comportamento, hoje as pessoas tratam como uma pessoa normal sem descrimina-lo.&lt;br /&gt;Este exemplo pode ser muito útil para o Ministro da Saúde, que sem apelos mandou “encerrar” ou “integrar” os Hospitais dias em todo país nos serviços nacionais de saúde, alegando que o mesmo fomentava a descriminação dos seropositivos, e também pelo facto de se pretender conferir o mesmo tratamento a todos os doentes. Acho que deveria-se antes de tudo consultar os próprios utentes do hospitais dias para percebermos se eles eles de facto sentiam que estavam a ser cada vez mais descriminados pelo facto de utilizarem esta unidade hospitalar ou ainda discutir com eles quais percepções os mesmos possuem da sua integração no SNS . Isto também pode significar envolvimento dos seropositivos no combate ao HIV-SIDA, para não cairmos unilateralmente na visão dos não infectados.&lt;br /&gt;Acho precipitada a ideia de “encerramento” ou nova integração dos hospitais dias nos serviços nacionais de saúde, pois quem descrimina são as pessoas e não a infraestrura, isto significa que o que aconteceu foi simplesmente a transferência do problema para um outro local e não a sua solução. Pois os mesmos funcionários que trabalhavam nesses hospitais dias passarão para outro local, as pessoas continuarão com medo de fazer testes de HIV-SIDA nas suas cidades, por temerem serem revelados pelo pessoal de saúde da sua condição de seropositivo a outras pessoas sem o seu consentimento.&lt;br /&gt;É preciso romper com a ideia de que só o doente é que precisa de aconselhamento, pois a experiência tem mostrado que o pessoal médico, enfermeiros, pessoal de aconselhamento nas ATS, hospitais dia (ora extinto) devem ser frequentemente aconselhados sobre o seu papel no combate a pandemia.&lt;br /&gt;Tem sido muito avançado por peritos em matéria de HIV-SIDA sobre a responsabilidade das práticas tradicionais (medicina tradicional, ritos de iniciação, cerimonias tradicionais) em detrimento das práticas modernas. Tradição e modernidade, trata-se manifestamente de uma forma dualista de abordar os problemas do subdesenvolvimento e do desenvolvimento. Por agora interessa reflectir a conotação ideologica que adquiriu o conceito de prática tradicional.&lt;br /&gt;O conceito de prática tradicional é contraposto a mutação, como se a própria tradição não tivesse sofrido um golpe,não tivesse experimentado uma mutação. As práticas tradicionais são encaradas como uma ordem distinta, uma entidade independente que se rivaliza a uma força contrária como um impedimento, em vez de entende-las como um processo dinamico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode hoje conceber a tradição em Africa como uma realidade que se basta a si própria-há muito que esta realidade foi desordenada, não é já a ordem principal, nem a ordem motora. As práticas tradicionais não suportam a intromissão das ordens modernas. Os indivíduos já não se orientam no quadro das práticas tradicionais,mas pelo contrário também nas práticas modernas. Na maioria dos círculos academicos ainda se resiste a semelhante ideia de escapar as dificuldades de ter de analisar as praticas da modernidade efectivas da nossa sociedade.&lt;br /&gt;Isto deve-se ao facto de ser confortavel tratar as práticas tradicionais como entidade que tende a transformar-se de acordo com as pretensões da modernidade. Devemos começar a desmistificar muitos aspectos da sociedade moderna ou das práticas da modernidade que aceitamos sem discussão, mostrando-nos até que ponto levamos connosco ideias de «natureza humana» e de «verdades evidentes» que perduram apenas porque foram incorporadas sem uma análise de um passado perdido, alem de serem bastante comodas para certos individuos nos nossos dias.&lt;br /&gt;Comecemos a dar maior atenção as práticas modernas tanto nas cidades como nos pólos de desenvolvimento, colocar outros “pares de lentes” para podermos captar outras coisas (enxergar como se integram realidades bem modernas na problemática do HIV/SIDA, por exemplo no distrito de Massinga na província de Inhambane, para não cairmos num ciclo vicioso de ver a questão no âmbito da tradição. A realidade alerta-nos para revermos o aspecto do pessoal de risco!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-269081775380409044?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/269081775380409044/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=269081775380409044' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/269081775380409044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/269081775380409044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2008/05/resposta-ao-hiv-sida-da-viso-dos-no.html' title='A Resposta ao HIV-SIDA: Da visão dos não infectados a visão dos infectados. Duas mãos que podem caminhar juntas para romper com a questão da tradição'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/SCNR7QNoXyI/AAAAAAAAAjM/uIcZPIaK7mA/s72-c/lacoAids.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-6739868311278232554</id><published>2008-04-08T06:09:00.000-07:00</published><updated>2008-04-08T06:45:23.854-07:00</updated><title type='text'>Um olhar em relação a musica moçambicana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R_tzd7OdgDI/AAAAAAAAAic/fRHYeQ0c-0c/s1600-h/mobulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186866353799004210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R_tzd7OdgDI/AAAAAAAAAic/fRHYeQ0c-0c/s320/mobulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Neste texto, Rildo Rafael procura reflectir sobre a música do nosso país contribuindo assim no debate inacabado sobre esta matéria.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Curte o produto moçambicano” tem sido o slogan publicitário muito veiculado pela imprensa nacional, respondendo ao apelo do Ministro da Indústria e Comércio, com intuito de promover o produto nacional. Iremos neste breve artigo propor uma outra versão em relação ao que pretendemos abordar que seria “Curte a musica moçambicana”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pretendemos discutir o que é ou não é musica moçambicana, pois achamos qu&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R_t2pLOdgHI/AAAAAAAAAi8/rNdjZOzaxwA/s1600-h/TUG1022.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186869845607415922" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R_t2pLOdgHI/AAAAAAAAAi8/rNdjZOzaxwA/s200/TUG1022.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;e o momento não é oportuno, se calhar emprestaremos a certas áreas alguns termos para uma discussão futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falaríamos por exemplo de MNM (Musica nacional moçambicana),que tem a ver apenas com as musicas dos nacionais do país, independentemente da área geográfica em que se encontra e MIM (musica interna moçambicana), poderíamos referir a musicas de estilos nacionais feitas dentro das fronteiras do país, quer por músicos que sejam ou não nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emprestamos tais designações da economia, dos termos PNB (Produto nacional bruto), que tem como referencia a nacionalidade e PIB (Produto interno bruto), que tem como referencia a dimensão geográfica, ou seja o território nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é do nosso interesse muito menos fazer a discussão sobre o estilo musical que representa Moçambique (marrabenta? Utsi?, mapiko?, a lista é enorme), pois reconhecemos a diversidade cultural, etnolinguística e musical do país. Tem sido frequente ouvir nas conversas do dia a dia que a musica moçambicana vai de mal a pior ou que a juventude não gosta de musica moçambicana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem constitui nossa intenção abordar sobre um falso problema entre a velha guarda e a nova geração, pensamos que podem caminhar de mãos dadas, pois acabam sendo todos da geração de Moçambique.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R_tz4bOdgEI/AAAAAAAAAik/dOdezMxQkVQ/s1600-h/damadobling.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186866809065537602" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R_tz4bOdgEI/AAAAAAAAAik/dOdezMxQkVQ/s200/damadobling.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Temos constatado uma serie de adjectivos em torno da musica moçambicana, uns se referem como algo ultrapassado, um ruído, não tem “feeling”, algo para “matrecos”. Outros mostram-se reticentes em assistir um espectáculo ou comprar um disco de um musico moçambicano. Da parte de alguns músicos tem se constatado que estão constantemente a reclamar que as pessoas não compram os seus discos ou que os espectadores não acompanham devidamente os músicos nos espectáculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São concertos musicais as vezes sem público, músicos moçambicanos que poucas vezes são solicitados para actuar no estrangeiro, sem imaginarmos a dificuldade que os mesmos enfrentam para actuar internamente. Com a globalização achamos que este tipo de realidade como algo super normal para os países da periferia, mas a globalização não retira a faculdade e oportunidade de pensar em algo diferente para as nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos reflectir bastante sobre a nossa situação de maneiras a projectarmos um futuro diferente e com isso evitarmos sermos reféns do processo global. A sociedade moçambicana esta a tender ser muito direccionada, onde o musico é o único interlocutor valido para falar sobre a musica, o desportista para o desporto até quem sabe se no futuro não iremos convidar alguns criminosos da praça para falarem unilateralmente sobre o crime!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendemos chamar atenção que o problema da musica não deixa de ser um problema abrangente. Será que não seremos capazes de reflectir sem evocar a palavra globalização como a parteira de vários problemas até se calhar dos discos piratas que andam por ai fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É chegado o momento de percebermos que algo não vai bem, antes de lançarmos as culpas para quem quer que seja devemos “socializar os nossos ouvidos”, ninguém nasce gostando de algo sem uma primeira experiência com a realidade. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R_t0LbOdgFI/AAAAAAAAAis/yP9ouFYU5Uw/s1600-h/Lebo_show056%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186867135483052114" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R_t0LbOdgFI/AAAAAAAAAis/yP9ouFYU5Uw/s200/Lebo_show056%5B1%5D.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que não há nenhum papel por parte do Estado para promover o “curte a musica moçambicana”, será que as rádios nacionais tentam resgatar ou veicular musicas moçambicanas (já agora das duas gerações); será que os DJ moçambicanos nas noites que proporcionam se apercebem da coisa. Será que é preciso educar os ouvidos dos moçambicanos e dos estrangeiros a curtirem a musica moçambicana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um ditado popular que diz o seguinte, “que é desde pequeno que se torce o pepino”, então qual o tamanho do nosso pepino. Será que há necessidade de um encontro regular entre o Ministério da Educação e Cultura e os DJs, músicos, apresentadores de rádios, televisão, a media, organizadores de espectáculos, etç. Muitos podem insurgir-se dizendo que estamos numa economia de mercado, por isso cada pessoa faz e vende o que quer, mas será que a economia de mercado significa a nula intervenção do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a televisão hoje se consegue encurtar a distancia com os acontecimentos de outros países, agora que se fala de mulheres transportadoras de drogas vamos pegar um pouco do Brasil, mas não é da droga que pretendemos referir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos fazer menção da audiência dos programas musicais televisivos e também da efervescência dos Brasileiros pela sua musica, algo que não acontece ao acaso, pois é fruto daquilo que chamamos de “educação dos ouvidos”, ou seja socializar as pessoas a apreciarem a musica de um determinado pais. Os mass media gozam um papel importante para a divulgação dos interesses nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de dispor de instituições fortes capazes de proporcionar o “culto ao nacional”, para promover&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R_t0f7OdgGI/AAAAAAAAAi0/UGYgR1EbqV4/s1600-h/1179428767.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186867487670370402" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R_t0f7OdgGI/AAAAAAAAAi0/UGYgR1EbqV4/s200/1179428767.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;mos a musica nacional na relação frequente com os DJs, rádios, jornais, promotores de espectáculos, patrocinadores, editoras, etç.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A responsabilidade fundamenta o dever com a descendência, promovendo a continuidade da musica moçambicana a gerações futuras. Assim como as empresas transnacionais apregoam o consumo da marca “coca cola”, os Estados nacionais deveriam responder com o “curte a musica moçambicana”. Espero que não entendam que isso signifique trazer conflitos pessoais entre os músicos para a musica e nem muito menos criar escalões típicos do futebol para os nossos músicos. Talvez temos que colocar “Moçambique em concerto!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rildo Rafael&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-6739868311278232554?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/6739868311278232554/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=6739868311278232554' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/6739868311278232554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/6739868311278232554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2008/04/um-olhar-em-relao-musica-moambicana.html' title='Um olhar em relação a musica moçambicana'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R_tzd7OdgDI/AAAAAAAAAic/fRHYeQ0c-0c/s72-c/mobulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-2640859908840766253</id><published>2008-03-25T01:53:00.000-07:00</published><updated>2008-03-25T05:31:52.998-07:00</updated><title type='text'>Uma visão geral sobre a pobreza rural integrada</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R-jpjLOdf9I/AAAAAAAAAhs/w8_pauRcenM/s1600-h/boacasa.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181648161807892434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R-jpjLOdf9I/AAAAAAAAAhs/w8_pauRcenM/s320/boacasa.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; As desigualdades sociais são sempre alvo de críticas morais e éticas em quase todas as sociedades pelo facto de exercerem uma pressão psicológica sobre as suas vítimas.&lt;br /&gt;Há quem pense que as desigualdades sociais são apenas vividas nos centros urbanos, o que não corresponde a verdade pois a estratificação social atravessa todos os aglomerados populacionais; desde as pequenas comunidades às socieades mais amplas territorialmente. Através deste texto pretende-se fazer uma leitura crítica sobre a obra intitulada Desenvolvimento Rural – Fazer dos últimos os primeiros da autoria de Robert Chambers&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert Chambers estuda a relação entre dois estratos sociais, levando-nos a compreender o que gira em torno das desigualdades sociais no meio rural. Para tal serve-se de alguns estudos de caso feitos em vários países pobres da América Latina, Ásia, África e em alguns casos vai à Europa buscar exemplos vividos nas zonas rurais da Itália.&lt;br /&gt;No seu ponto de partida Chambers refere que existe um grande distanciamento entre os pobres e os ricos, que contribui para que estes dois não se conheçam efectivamente. Sendo assim realça que os ricos desenvolveram uma visão muito errada sobre os pobres servindo-se disso para rotulá-los com vários atributos pejorativos. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R-jqVrOdf-I/AAAAAAAAAh0/A4gpigCfj5Q/s1600-h/miseria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181649029391286242" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R-jqVrOdf-I/AAAAAAAAAh0/A4gpigCfj5Q/s200/miseria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vários exemplos apontados indicam que em vários cantos do mundo os ricos consideram que a condição social dos seus opostos deve-se a preguiça. Em outras culturas como a indiana, os ricos acreditam que o nosso presente é resultado dos pecados ou das boas obras efectuadas em vidas passadas, e que como consequência disso podemos ser recompensados nascendo numa família abastada ou então nascendo numa outra que nos dê como herança a pobreza.&lt;br /&gt;Um exercício interessante feito por Chambers foi tentar mostrar e convencer aos seus leitores que os pobres não são pobres porque não gostam trabalhar tal como os ricos pensam. Busca para isso vários exemplos retirados de estudos de caso feitos às comunidades rurais.&lt;br /&gt;[...]”Joan Mencher aponta ter entrevistado grupos de mulheres que trabalhavam no campo sob uma chuva torrencial e que disseram não fazer ideia de quanto lhes iriam pagar pelo seu dia de trabalho, mas que não tinham outra alternativa senão trabalhar”. (Chambers, 1995, p145)&lt;br /&gt;Um dos factores que segundo o autor contribui para o recrudescer da pobreza é o seu círculo vicioso. Segundo ele, o pobre não tem como sair dessa condição social porque vê-se influenciado por vários outros factores que lhe aprisionam tais como a impotência, vulnerabilidade, fraqueza física, isolamento, e a própria pobreza. Estes fctores todos estão interligados enre si fazendo-se assim um círculo vicioso da pobreza, na medida em todos eles conspiram a favor desta.&lt;br /&gt;A pobreza no seu entender deve ser vista do ponto de vista das propriedades ou posses como por exemplo a falta de bens materiais, afluxo de comida, dinheiro, etc.&lt;br /&gt;O tema que dá título ao seu livro tem uma componente que merece especial atenção: “Fazer dos últimos os primeiros”. Estes dizeres remetem-nos para uma ideia segundo a qual o livro foi escrito com a intenção de agir sobre um determinado aspecto que caracteriza as zonas rurais. Estamos a falar da exploração dos mais abastados sobre os menos avantajados. Movido por interesses ético-morais o autor afirma (e fazendo alusão as suas crenças religiosas), que pretende mudar a órdem social vivida no meio rural. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R-jrtLOdf_I/AAAAAAAAAh8/DexM1GvNgUg/s1600-h/boacasa2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181650532629839858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R-jrtLOdf_I/AAAAAAAAAh8/DexM1GvNgUg/s200/boacasa2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Diz o autor que “as grandes religiões incitam à caridade; “Cristo disse ‘os últimos serão os primeiros”. O autor serve-se desta citação como alavanca para impulsionar mudanças sociais sobretudo motivado por valores religiosos que de vez em quando mostra citando passagens bíblicas como por exemplo o Livro de S. Mateus (Chambers, 1995, 141). É notória a sua abertura em relação a demostração das suas crenças religiosas.&lt;br /&gt;Até certo ponto não constitui problema algum que um cientista professe alguma religião, porque antes de mais ele é um actor social inserido num determinado espaço social comungando dos seus valores. O problema começa quando não nos distanciamos de tais valores no momento em que nos posicionamos para fazer estudos ou pesquisas científicas na área das ciências sociais.&lt;br /&gt;O trabalho de Chambers tem grande mérito por trazer a tona vários aspectos relacionados com a pobreza no meio rural, e permite com que os seus leitores tenham uma compreensão plausível sobre esse facto. Mas por ouro lado ele peca pela visão extremista direcionada apenas à dois polos (ricos e pobres) nos quais os primeiros têm um total desconhecimento sobre a realidade vivida pelos outros devido à distância entre ambos. Tal situação faz com que os ricos olhem para a pobreza como resultado da preguiça, idiotismo, predestinação ou até a maldição dos deuses.&lt;br /&gt;Ao analisar a questão nos termos supracitados, Chambers não menciona a questão do neoriquismo (Conceito usado por Wright Mills, 1959)&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;, ou seja; esquece-se de mostrar-nos qual é o entendimento dos novos-ricos sobre a pobreza. Falamos dos novos-ricos aos que um dia foram pobres e por algum motivo deixaram de sê-lo. Trazendo-nos a visão que este estrato social tem sobre os pobres, teriamos a opurtunidade de concordar ou não com a sua tese.&lt;br /&gt;Na ausência da análise ora referida, fica uma penumbra que nos impede compreender se todos os ricos (os que disfrutam da riqueza desde a nascença e os novos-ricos) têm uma visão errada sobre o que condiciona a pobreza ou não. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R-juFrOdgBI/AAAAAAAAAiM/suGmD6N6p-A/s1600-h/pobreza.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181653152559890450" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R-juFrOdgBI/AAAAAAAAAiM/suGmD6N6p-A/s200/pobreza.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Muito provavelmente a atitude de Chambers tenha sido intencional, porque como vimos ele direciona o Seu estudo para uma acção sobre o seu objecto de estudo, atitude esta que é deplorada em sociólogia e outras ciências sociais (Berger,P. 1980; Serra, C. 1997)&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;. Sendo assim, provavelmente o autor tenha recorrido a esta via de análise simplista na espectativa de chamar maior atenção aos leitores sobre as manifestações de poder que os ricos exercem sobre os pobres nas zonas rurais fazendo com que estes últimos permaneçam na sua condição social eternamente.&lt;br /&gt;Na sua explicação sobre as causas da pobreza, diz o autor que se deve a um círculo vicioso no qual o pobre está eternamente condenado. Segundo ele o pobre encontra-se distante da Vila ou povoado com melhores condições de vida, impedindo-lhe de participar activamente nas discuções públicas que lhe ajudariam a melhorar o nível de vida. Não tem acesso a educação, é fisicamente debilitado, vulnerável às doenças e calamidades naturais, se contrai uma dívida para compromissos sociais como o casamento, ou despesas com o funeral corre o risco de se empobrecer cada vez mais, etc. Várias outras &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R-jvNLOdgCI/AAAAAAAAAiU/ZWmR-dkYWf8/s1600-h/hippie32.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181654380920537122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R-jvNLOdgCI/AAAAAAAAAiU/ZWmR-dkYWf8/s200/hippie32.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;circunstâncias concorrem para que o pobre nunca saia dessa condição social. Deste ponto de vista o que Chambers faz é legitimar a ideia errada por si identintificada (logo de início) segundo a qual a pobreza era predestinada às pessoas e em certos casos tem a ver com a expiação dos pecados cometidos em vidas passadas. Simultaneamente o autor recusa-se admitir a mobilidade vertical ascendente conceito desenvolvido na sociologia que estuda as desigualdades socias. O autor tem uma visão estática dos estratos sociais, o facto pode estar associado a ideia de forçar os resultados da sua pesquisa de modo a ajustarem-se na sua teoria desenhada com fins intervencionistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer em sociologia quer nas restantes ciências socias, é fundamental que nos distanciemos das nossas prenoções e valores, se quisermos compreender devidamente a realidade que nos circunda. O estudo de Robert Chambers embora de muito mérito, é um exemplo de como a pesquisa pode ser viciada se direccionarmo-la no intuito de aplicarmos os seus resultados para um fim específico delimitado pelo cientista.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Chambers, Robert (1995) Desenvolvimento Rural – Fazer dos últimos os primeiros, Luanda, ADRA (p114-148)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Mills, C. Wright. 1951 [1956] White Collar: The American Middle Classes, New York: Oxford University Press.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Berger, P. (1980) Perspectivas sociolóicas – Uma visão Humanística, Petrópolis, Editora Vozes&lt;br /&gt;Serra, C. (1997) Combates pela mentalidade sociológica, Maputo, Livraria Universitária&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-2640859908840766253?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/2640859908840766253/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=2640859908840766253' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/2640859908840766253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/2640859908840766253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2008/03/uma-viso-geral-sobre-pobreza-rural.html' title='Uma visão geral sobre a pobreza rural integrada'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R-jpjLOdf9I/AAAAAAAAAhs/w8_pauRcenM/s72-c/boacasa.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-7157777614866363902</id><published>2008-03-15T06:19:00.000-07:00</published><updated>2008-03-15T06:41:15.811-07:00</updated><title type='text'>Mais mexidas no Governo de Armando Guebuza</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R9vP0KoVgeI/AAAAAAAAAhc/9tqStNo7JZ0/s1600-h/Novogoverno.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177960691706200546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R9vP0KoVgeI/AAAAAAAAAhc/9tqStNo7JZ0/s320/Novogoverno.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Quero patilhar, com todos os interessados, o guião de perguntas desenhado para orientar um debate radiofónico na capital moçambicana. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Na segunda-feira (10/03/08) fomos mais uma vez deleitados por uma noticia sobre mexidas no Governo de Armando Guebuza. Não sendo novidade para ninguém resta-nos apenas esperar pelos comentários que se possam fazer em torno disso. Mas antes de tudo é preciso termos em conta que não existe um modelo expecífico de Governação, sendo assim, cada um é livre de Governar como achar melhor desde que não ponha em causa os interesses nacionais e patrióticos.&lt;br /&gt;Uma das diferenças marcantes entre o Governo de Chissano e de Guebuza é que no primeiro apostou-se provavelmente em dirigentes vitalícios e no segundo quebrou-se com esta regra. Numa entrevista concedida ao programa televisivo Com a Imprensa (passado na TVM), Guebuza afirmou que compara a sua Governação a uma partida de futebol onde o treinador vai substituindo os seus jogadores em função das circunstâncias do momento. Sendo assim fica mais claro ainda que no modelo de governação do actual chefe de Estado não há espaço para cargos vitalícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questões para Debate:&lt;br /&gt;· Que comentários faz sobre as actuais mexidas no Governo?&lt;br /&gt;· Consegue compreender algum critério usado para as exonerações e nomeações dos ministros, magistrados e outros dirigentes?&lt;br /&gt;· Em termos de Ministérios que sofreram comentários negativos em relação ao seu desempenho constam o da Defesa, do Interior, e talvés o da Saúde embora este último divida opiniões. O que existe de comum nestes ministérios é que os seus responsáveis não foram mexidos apesar de contribuirem negativamente para a opinião pública.&lt;br /&gt;. Quer tentar explicar as razões disso?&lt;br /&gt;· Um jornalista do ex- Embondeiro disse para uma estação televisiva que haviam certos ministros que não mostravam trabalho algum uma vez que raras vezes eram vistos na midia. Na sua opinião tais ministros deveriam ser exonerados para darem lugar aos que trabalham e mostram trabalho. Alguns dos Ministérios visados foram o das Pescas e o da Mulher.&lt;br /&gt;. Acha que o desempenho de um ministro e do seu elenco mede-se pelo número de aparições públicas através dos órgãos de comunicação social?&lt;br /&gt;. Aparecer muitas vezes na media é sinónimo de boa prestação de serviços, de muito empenho e dedicação no trabalho?&lt;br /&gt;. Através da imprensa os governantes podem cultivar o impressionismo no lugar de trabalharem efectivamente. Que é que acha sobre isso?&lt;br /&gt;. Quando governador, Felicio Zacarias já foi muito aclamado pelo povo. Actualmente como ministro talvés a situação tenha mudado. Não será consequência de avaliar a competência pelo número de aparições na media?&lt;br /&gt;. Acha que os melhores resultados na governação poderão ser alcaçados com a substituição constante dos ministros?&lt;br /&gt;· Há quem diga que a imprensa é o Terceiro Poder. Consegue encontrar alguma influência que a imprensa exerceu para a exoneração de alguns dirigentes do Governo de Guebuza?&lt;br /&gt;· Se lhe pedissem opinião sobre a pessoa à conduzir para o cargo de Mistra da Justiça; à quem votaria entre a Benvinda Leví e Isabel Rupia? Porquê?&lt;br /&gt;· É muito bom estimular aos que trabalham e mostram vontade de o fazer. Mas é preciso ver como estimula-los de modo a não desestruturar o sistema. Não parece mau dizer que Paulo Zucula cresceu no INGC. Sendo assim, a sua retirada para um outro sector por competência que terá mostrado, não acha que poderá criar uma grande lacuna no INGC?&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-7157777614866363902?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/7157777614866363902/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=7157777614866363902' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/7157777614866363902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/7157777614866363902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2008/03/mexidas-no-governo-de-armando-guebuza.html' title='Mais mexidas no Governo de Armando Guebuza'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R9vP0KoVgeI/AAAAAAAAAhc/9tqStNo7JZ0/s72-c/Novogoverno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-8686062276906574049</id><published>2008-03-02T04:48:00.000-08:00</published><updated>2008-03-03T01:48:16.148-08:00</updated><title type='text'>Em busca da fórmula mágica para o Desenvolvimento de Moçambique</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R8qlHW_5H_I/AAAAAAAAAhE/I4aRgPu1rhg/s1600-h/amba-c01326.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173128667839668210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 197px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" height="228" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R8qlHW_5H_I/AAAAAAAAAhE/I4aRgPu1rhg/s320/amba-c01326.jpg" width="230" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todos nós gostariamos de um dia ter descoberto a fórmula mágica para desenvolvermos o nosso país, no entanto há pensadores que não se cansam de fazer exercícios mentais com vista a tornarem-se heróis nesse âmbito. Uma atitude plausível se pusermos os interesses nacionalistas acima de tudo.&lt;br /&gt;No passado sábado (01/03/08) Elísio Macamo publicou um texto interessante no jornal Notícias do qual é colaborador. Como de sempre, mais uma vez trouxe-nos análises interessantes de nos deixarem com o queixo caído.&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R8qldW_5IAI/AAAAAAAAAhM/qGdH4XSln_U/s1600-h/art42-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173129045796790274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R8qldW_5IAI/AAAAAAAAAhM/qGdH4XSln_U/s200/art42-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O exercício analítico que fez no seu texto não se difere de tantos outros com os quais nos tem deleitado. Ele procura-nos convencer, pelos seus argumentos, fazendo um exercício copernicano.&lt;br /&gt;Discutindo sobre a corrupção e os seus efeitos para o desenvolvimento do país, Macamo diz existir uma farsa político-governamental que cria bodes expiatórios para encobrir a incompetência dos dirigentes do país. Segundo ele, esta farsa vem desde os primeiros anos do pós-independência. Nessa altura a Frelimo encobriu a sua incompetência no fracasso do seu projecto revolucionário jogando a culpa em inocentes, inventando a figura do xiconhoca, dos preguiçosos, dos contra-revolucionários, etc. Continuando com este raciocínio prossegue dizendo que ainda hoje a farsa prevalece apenas mudando de alvo. Desta vez o bode expiatório é a figura do corrupto que foi inventada, pelos moçambicanos incompetentes, de modo a constituir o novo cúmplice pelo subdesenvolvimento do país. Em breves palavras é esta a ideia do texto em referência.&lt;br /&gt;Doutro modo, o texto quer mostrar de forma extremista, que o subdesenvolvimento do nosso país não tem nada a ver com os corruptos, os bandidos armados, os xiconhocas, os contra-revolucionários, as prostitutas e os improdutivos que eram enviados aos centros de reeducação e/ou zonas verdes. A síntese do texto indica que o subdesenvolvimento é resultado da incompetência dos moçambicanos, em particular dos que dirigem o país. Até aqui tudo bem. Uma grande análise mas que deixa muito a desejar.&lt;br /&gt;As questões que coloco são as seguintes: Estaremos mesmo num país sem corruptos onde estes são uma invenção daqueles que querem ocultar a sua incompetência jogando-nos a poeira aos olhos? Caso a resposta seja negativa, será que a corrupção em nada contribui para o subdesenvolvimento de Moçambique? &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R8qmyW_5IBI/AAAAAAAAAhU/fDUXPK9euwg/s1600-h/2005-06-29_bragansa_report_emb_3_.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173130506085670930" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R8qmyW_5IBI/AAAAAAAAAhU/fDUXPK9euwg/s200/2005-06-29_bragansa_report_emb_3_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Será mesmo que os preguiçosos, vadios, bandidos armados, os contra-revolucionários em nada contribuiram para o subdesenvolvimento do país? E já agora, acho que precisamos encontrar alguma análise conceptual sobre a incompetência e corrupção. Que significa uma e outra coisa?&lt;br /&gt;Reconheço que nenhum procurador geral conseguiu nos mostrar a cara de um corrupto sequer, embora tenham afirmado, publicamente, existirem corruptos e pessoas intocáveis em Moçambique, mas receio muito que isso seja sinónimo de não existirem tais indivíduos.&lt;br /&gt;É verdade que existem muitos governantes e cidadãos incompetentes, mas isso não significa que para além da sua incompetência não hajam outros factores determinantes para o nosso desenvolvimento ou subdesenvolvimento, dos quais a corrupção faz parte. Se concordarem comigo direi que existe ainda um longo caminho a percorrer para o alcance da fórmula mágica do Desenvolvimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-8686062276906574049?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/8686062276906574049/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=8686062276906574049' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/8686062276906574049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/8686062276906574049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2008/03/em-busca-da-frmula-mgica-para-o.html' title='Em busca da fórmula mágica para o Desenvolvimento de Moçambique'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R8qlHW_5H_I/AAAAAAAAAhE/I4aRgPu1rhg/s72-c/amba-c01326.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-253331312634712575</id><published>2008-02-06T03:22:00.000-08:00</published><updated>2008-02-06T04:53:11.594-08:00</updated><title type='text'>Crise de argumentação e dissonância cognitiva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R6msLrx-6jI/AAAAAAAAAfk/q21fLtVF2Gs/s1600-h/dialogo_sta_ana5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163847764487891506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R6msLrx-6jI/AAAAAAAAAfk/q21fLtVF2Gs/s320/dialogo_sta_ana5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; É interessante a maneira como certas pessoas conseguem gerir relações sociais com outras de temperamentos diversificados. Existem várias fórmulas para tal, mas o importante é usar os caminhos menos sinuosos de modo a não desistirmos do desafio de mantermo-nos em harmonia com os nossos próximos.&lt;br /&gt;Quando se troca de impressões sobre qualquer mantéria, seja ela de caráceter político, religioso, familiar, profissional, cultural, etc. podemos verificar duas situações a destacar.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R6msXLx-6kI/AAAAAAAAAfs/Mf_KyAucgGY/s1600-h/22666971.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163847962056387138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R6msXLx-6kI/AAAAAAAAAfs/Mf_KyAucgGY/s200/22666971.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Em primeiro lugar temos um cenário no qual vigoram negociações através das quais cada um dos intervenientes faz se valer pelos seus argumentos para fazer valer as suas convicções ou ideias. Neste processo de negociação, o lema consinste em trazer argumentos mais plausíveis possível para convencer aos outros a aceitar e concordarem com o ponto de vista ou ideia a ser partilhada. Neste caso vertente, os negociadores podem terminar com a troca de impressões convencidos que estavam errados pensando de uma ou de outra maneira e simultaneamente assimilando uma nova perspectiva de encarar a realidade que foi alvo de discução. Isso passa pela forma como ambos concordam em fazer uso da capacidade argumentativa para trocarem de impressões.&lt;br /&gt;Em segundo lugar temos um outro cenário de troca de impressões no qual está ausente a negociação, sendo esta substituida pela imposição dos ideais ou convicções. Normalmente esta fase segue-se a falta de argumentação suficiente para fazer valer o nosso ponto de vista durante a troca de impre&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R6mr4Lx-6iI/AAAAAAAAAfc/avlWNNV48Nw/s1600-h/talking%2520girls.jpg"&gt;&lt;/a&gt;ssões. Nesta fase vive-se um cenário em que impera a dissonância cognitiva. Este conceito introduzido por Leon Festinger, um psicólogo por excelência, explica que a ausência da consonância cognitiva da lugar a dissonância cognitiva. Por outras palavras isto significa que o indivíduo esterioriza comportamentos resultantes de um conflito psicológico de duas ideias contraditórias. Por exemplo o indivíduo pode reconhecer que o seu argumento não é válido para o caso em questão, mas desenvolver uma atitude que oculta tal reconhecimento. Em situações do género é comum insistir na ideia errada impondo-a a todo o custo. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R6mgrrx-6aI/AAAAAAAAAec/4bL0aZ3zqdk/s1600-h/Robin_Good_and_Reid_Conrad_dinner_conversation_.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163835120104171938" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R6mgrrx-6aI/AAAAAAAAAec/4bL0aZ3zqdk/s320/Robin_Good_and_Reid_Conrad_dinner_conversation_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando os argumentos esgotam-se no processo negocial da troca de impressões, a única forma para fazer valer as nossas ideias é através da imposição. Na limitação de fazé-lo com recurso a violência física, o actor padecente da dissonância cognitiva pode fazer recurso a elevação do tom das suas palavras e em certos casos fazer recurso a expressões carregadas de tonalidades violentas. A ideia por detrás desta acção é simplesmente impôr as suas convicções e ideias, pela tonalidade agressiva usada durante a troca de impressões. Mas é importante notar que isto acontece como resultado da escacez de argumentos necessários para negociar no sentido de fazer valer as nossas convicções.&lt;br /&gt;A dissonância cognitiva muitas vezes resulta de constrangimentos sociais nos quais os actores sociais se encontram. Outrossim ela serve de um atídoto social no sentido de mitigar os efeitos do constrangimento sofrido pelo indivíduo. Por exemplo numa relação entre Docente e discente, em que este último discorda com a explicação dada pelo outro - pouco informado - sobre a matéria, pode dispoletar no Docente uma crise de dissonância cognitiva. Constrangido pela situação em que o discente c&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R6mhSLx-6cI/AAAAAAAAAes/abOBe9ELTOY/s1600-h/20070801204149-dialogo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163835781529135554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R6mhSLx-6cI/AAAAAAAAAes/abOBe9ELTOY/s200/20070801204149-dialogo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;onvenceu-lhe do seu erro recorrendo a uma argumentação plausível o docente pode desenvovler uma atitude meio violenta na sua expressividade como forma de fazer valer a sua autoridade na sala de aulas. Reconhecendo estar errado o docente recusa-se a esteriorizar tal sentimento, preferindo impor o seu posicionamento fazendo recurso a violência das palavras pela tonalidade com que as imprega durante a troca de impressões. O que está em causa é a sua autoridade de docente. Neste caso a dissonância congnitiva é para ele um meio para se livrar do constrangimento a que se encontra submerso. No lugar desta díade – Docente versus discente – poderiamos buscar muitos outros exemplos nos quais ocorrem cenários identicos. Estamos a falar da relação entre pais e filhos, os Casais, relações de amizade, vizinhança, chefe e subordinado, entre outras.&lt;br /&gt;Uma troca de impressões harmoniosa caracteriza-se pela sincronização do enfoque a ser discutido. Por outras palavras, ambos os intervenientes têm a consciência de estarem a discutir a mesma temática usando apenas argumentos diferentes um do outro com&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R6msr7x-6lI/AAAAAAAAAf0/bTrFtjT2QsY/s1600-h/talking%2520girls.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163848318538672722" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R6msr7x-6lI/AAAAAAAAAf0/bTrFtjT2QsY/s200/talking%2520girls.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; vista a atingir um fim – convencer ao interlocutor a concordar com o seu ponto de vista. A desarmonia surge porém com o irromper da dissonância cognitiva num dos interlocutores. Dependendo da forma como ela se manifesta, pode de algum modo desviar o enfoque ora abordado, para um outro radicalmente diferente do primeiro. Nesse caso a desarmonia na troca de impressões ocorre quando os intervenientes deixam de focar sobre a mesma temática, ou simplesmente quando ambos desviam-se desta para uma outra, na qual se distanciam da argumentação para atingir o fim visado.&lt;br /&gt;Conforme deixamos transparecer logo de início, constitui um grande desafio gerir uma troca de impressões de forma armoniosa perante um surto de dissonância cognitiva. O importante neste caso é saber identificar o cenário; posto isto cabe a cada um fazer uso dos seus valores (ético-morais) para dar prosseguimento a interação com a outra parte alimentando ou desencorajando o conflito. É da maneira como gerimos estes momentos que surge a personalidade com a qual seremos identificados no dia-após-dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-253331312634712575?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/253331312634712575/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=253331312634712575' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/253331312634712575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/253331312634712575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2008/02/crise-de-argumentao-e-dissonncia.html' title='Crise de argumentação e dissonância cognitiva'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/R6msLrx-6jI/AAAAAAAAAfk/q21fLtVF2Gs/s72-c/dialogo_sta_ana5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-9194155813634664974</id><published>2007-11-16T05:12:00.000-08:00</published><updated>2007-11-17T00:18:21.600-08:00</updated><title type='text'>Os emigrantes do tempo</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133720394189367106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/Rz6jf7fV50I/AAAAAAAAAdY/mIGsPLzLfP8/s320/30_years_afro.jpg" border="0" /&gt;Existem tantas surpresas por aí que por vezes nos deixam boquiabertos. Mas como surpresa é mesmo surpresa pelo menos dá para vivê-las e, em seguida, comentar sobre elas com a primeira pessoa que nos aparecer pela frente.&lt;br /&gt;Olhando apenas para o factor idade, fica por vezes difícil de julgar as pessoas de modo a determinar se é criança, adolescente, jovem, adulto, ou idoso, e isso lembra-nos algumas das surpresas que um dia tivemos. É claro que a sociedade já tipificou os atributos de uma criança, idoso, adolescente, etc. Por isso mesmo ficamos surpreendidos quando os atributos de um são encontrados no outro podendo, em alguns casos, serem surpresas positivas ou negativas.&lt;br /&gt;Quando uma criança organiza o seu discurso de forma coerente e lógica, a surpresa é maior porque achamos que ela atingiu a maturidade precocemente. O inverso é também verdadeiro no sentido de que os adultos surpreendem-nos, mas desta vez pela negativa quando agem de forma imatura. Pois então é à partir deste ponto que podemos desdobrar-nos sobre os atributos de criança, idoso, jovem e adulto. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/Rz6glbfV5wI/AAAAAAAAAc4/vIu_DV54RHM/s1600-h/old_black_men.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133717190143764226" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/Rz6glbfV5wI/AAAAAAAAAc4/vIu_DV54RHM/s200/old_black_men.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Deixando de lado a idade biológica podemos começar a olhar uns para os outros e conviver com a idade sociológica de cada um. Antes de entrar em detalhes sobre este ponto queria abrir um parênteses para convidar lhe a olhar para este argumento em similitude ao do sexo e género. As abordagens sobre o género referem que os atributos sobre o sexo feminino e masculino encontram-se no campo da biologia ao contrário do género masculino e feminino que se enquadram nas ciências sociais.&lt;br /&gt;Da mesma forma que a sociedade criou valores concebidos para as mulheres e homens pode, do mesmo modo, inverter os papéis sociais de cada um, ou mesmo permitir a permutação dos mesmos entre os géneros, daí que a igualdade de género é possível.&lt;br /&gt;No atinente a idade gostaria de chamar atenção para um pequeno detalhe. A sociedade também convencionou uma série de atributos, valores e modus vivendi para cada faixa etária. Mas a manifestação destes valores não é linear e nem directamente proporcional à faixa etária ou idade biológica. É daí que podemos afirmar que ser jovem ou idoso tem a ver com os hábitos, valores, em suma com o estilo de vida de cada um.&lt;br /&gt;Socialmente construimos um leque de expectativas em relação à conduta dos indivíduos de várias idades o que nos ajuda a ajuizar se o indivíduo se enquadra na categoria de jovem ou idoso, criança ou adulto. Por exemplo, tomando em consideração a faixa etária correspondente aos jovens e adolescentes diríamos que eles constituem um grupo fechado sobre os seus valores, que muitas vezes opõem-se em relação aos outros grupos criando, desta forma, uma espécie de exclusão social. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/Rz6g5LfV5xI/AAAAAAAAAdA/VoJWbscC-HM/s1600-h/hippies_005.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133717529446180626" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/Rz6g5LfV5xI/AAAAAAAAAdA/VoJWbscC-HM/s200/hippies_005.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No nosso país, os adolescentes construíram uma categoria social baptizada pelo nome Senhor(a). Este topónimo significa entre outras palavras ser alienígena ou estranho relativamente aos nossos valores. Ser Senhor significa, antes de mais nada, alguém muito mais velho que nós; significa, também, não compreender a nossa linguagem (o calão que usamos) e o estilo de vida, não gostar da música que escutamos, não se simpatizar com a nossa indumentária, etc. Ser identificado por este topónimo significa, de alguma forma, fazer parte daqueles que escutam kwassa-kwassa, usam “calças de pano”, escutam Chidiminguana, consideram de marginais aos homens que andam de tranças ou que pintam o cabelo de loiro, e por aí em diante. Isso sim, significa ser Senhor na óptica dos adolescentes. Assim sendo é comum que se desenvolva uma série de comportamentos padronizados para o relacionamento com todas as categorias etárias diferentes da que pertencemos. É na sequência disso que entre os jovens e adolescentes a saudação gira em torno de um “comé mano?” e destes para os Senhores a saudação muda de tonalidade refreando-se para um “boa tarde”.&lt;br /&gt;Os temas de conversa também constituem marcos identitários entre as faixas etárias; isso faz com que se dê distância e excluam-se os que não fazem parte do nosso grupo quer dos mais velhos para os mais novos e vice-versa. Mas como à princípio debrucei-me sobre o factor surpresa, importa repisar que elas aparecem quando alguém de um determinado grupo aparece com valores similares aos do outro, por exemplo. Nesse caso o mais provável é que despolete uma frustração de expectativas que pode ser positiva ou negativa mediante os valores do indivíduo frustrado. Em jeito de exemplo, se um indivíduo de 23 anos depara-se com um outro de 52 anos vestido a hippie, mascando uma pastilha elástica, escutando Zukuta nuns auscultadores do Nokia N-95, poderá muito provavelmente ficar positivamente surprendido.&lt;br /&gt;Um dos factores que muitas vezes envelhece as pessoas é a falta daquilo que, em linguagem informática, chama-se de upgrade ou update. Vivemos presos no tempo como se de um relógio parado nos tratassemos. Ser jovem ou não, acaba sendo um construto social que se resume no modo de vida, nos hábitos e costumes e, no sentido mais restrito, emprestaria o conceito de habitus largamente usado por Bordieu. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/Rz6hNrfV5yI/AAAAAAAAAdI/rSYEkUv60lQ/s1600-h/black+afro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133717881633498914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/Rz6hNrfV5yI/AAAAAAAAAdI/rSYEkUv60lQ/s200/black+afro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todos bebem a cerveja, mas a diferença entre os jovens e os não jovens começa a manifestar-se pela maneira como cada um dos dois a consome. Os locais onde se consome, a música que se escuta no momento, a maneira como se desfruta a euforia adquirida pelo alcool, etc. Tudo isso marca diferenças entre um e outro grupo.&lt;br /&gt;Os antropólogos já nos disseram que a cultura é dinâmica e não estável. Os updates ou simplesmente a actualização dos valores socialmente construidos farão do indivíduo um autêntico emigrante do tempo, mantendo-se sempre actual. Dentre as várias fórmulas existentes, esta é uma delas para fazer face ao conflito de gerações, pois existe uma tendência quase que natural em considerar melhor tudo o que tem a ver com o nosso tempo. E o nosso tempo é sempre aquele em que fomos adolescentes e jovens, como se depois desta faixa etária não pertencêssemos mais ao tempo ou não mais o tivéssemos. Isso para dizer que pode-se ser eternamente jovem se considerarmos que esta categoria etária como qualquer outra, são socialmente construidas. Isso não significa, necessáriamente, a perda de valores ético-morais aceites pelo meio em que nos encontramos, antes pelo contrário. Senão diríamos que ser jovem é sinónimo de perversão e delinquência, o que não corresponde à verdade.&lt;br /&gt;Da mesma forma como existem indivíduos mais velhos que se confundem com os mais novos pelo seu estilo de vida, há também casos de mais novos que adoptam valores dos mais velhos e frustram, por isso, as expectativas da sociedade em certos casos de forma positiva e em outros de forma negativa. Talvez o ideal para a sociedade seria frustrar positivamente as suas expectativas através de alterações ocasionais dos papéis sociais e, no sentido mais lato, do modus vivendi entre as demais faixas etárias. Quer para os mais velhos quer para os mais novos estariam a fazer de si autênticos emigrantes do tempo cruzando o passado, o presente e o futuro através dos valores sociais, usos e costumes partilhados entre si. Deste modo alguns costumes do passado seriam perpetuados e os outros renovados construindo assim uma cultura homogénia entre os demais grupos etários. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/Rz6hkrfV5zI/AAAAAAAAAdQ/KoVoSj1gsms/s1600-h/Black_teens.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133718276770490162" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/Rz6hkrfV5zI/AAAAAAAAAdQ/KoVoSj1gsms/s200/Black_teens.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não se pretende, com isto, sugerir a homogeneidade de valores na nossa sociedade, antes sim reflectir sobre questões como conflitos de geração, o desejo de ser eternamente jovem (actualmente visível entre os clientes dos cirurgiões plásticos), entre outras, que são basicamente determinadas pela não aderência à categoria dos emigrantes do tempo. Ademais, podemos vincar que a própria heterogeneidade constitui um elemento preponderante para a definição identitária dos grupos sociais, mas cabe a cada um definir através das suas pretensões individuais o seu próprio estilo de vida. A heterogenidade é pertinente para o enriquecimento da sociedade, trazendo para si, várias identidades, quer de conservadores, ortodoxos, clássicos e até mesmo dos emigrantes do tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-9194155813634664974?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/9194155813634664974/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=9194155813634664974' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/9194155813634664974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/9194155813634664974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2007/11/os-emigrantes-do-tempo.html' title='Os emigrantes do tempo'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/Rz6jf7fV50I/AAAAAAAAAdY/mIGsPLzLfP8/s72-c/30_years_afro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-1023255918408135176</id><published>2007-10-29T06:59:00.000-07:00</published><updated>2007-10-29T07:52:18.803-07:00</updated><title type='text'>Revolução verde</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126771335593808290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RyXzXe65UaI/AAAAAAAAADQ/KQZgskVzQvY/s320/boletim_frelimo_244_guebuza.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A moda é algo que todos nós apreciamos no momento. Quando ela está em cima&lt;br /&gt;dá gosto apreciar aos que dela se desfrutam, por mais que nós não consigamos&lt;br /&gt;lá estar. Mas há modas que chegam a irritar principalmente pela forma como é&lt;br /&gt;"curtida". Estou a falar dos discursos políticos que raramente são&lt;br /&gt;implementados.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RyXxX-65UUI/AAAAAAAAACg/AbXOvqCG4TM/s1600-h/foto22bi920.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126769145160487234" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RyXxX-65UUI/AAAAAAAAACg/AbXOvqCG4TM/s200/foto22bi920.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já dançamos a música do combate ao deixa andar, ao burrocratismo, à&lt;br /&gt;corrupção, à pobreza absoluta etc. Já me esquecia da jatrofa. Há&lt;br /&gt;camponeses que deixaram de cultivar o feijão, o milho, a mandioca, para&lt;br /&gt;investirem na jatrofa que depois ninguém comprou e acabaram passando a&lt;br /&gt;fome. S ão modas que o discurso político usou e descartou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando do combate ao deixa andar; r ebentou o paiol de Machazine e até hoje&lt;br /&gt;não conhecemos ninguém que tenha sido responsabilizado por isso dado que o&lt;br /&gt;relatório da peritagem demostrou claramente ter havido negligência por&lt;br /&gt;detrás do sinistro; por outro lado, no vergonhoso incêndio do ministério da&lt;br /&gt;agricultura não conhecemos ninguém que tenha sido responsabilizado. Isto vem&lt;br /&gt;mostrar que o discurso e a prática são duas coisas completamente distintas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco tempo a STV passou uma notícia que dava conta de uma senhora que a&lt;br /&gt;revelia do seu esposo foi à conservatória alterar o regime do casamento em&lt;br /&gt;comunhão de bens para a separação de bens de modo a se apropriar do imóvel&lt;br /&gt;registado em seu nome e que era pago a letra pelo respectivo esposo. Isso&lt;br /&gt;foi feito pouco tempo depois dela intentar ao tribunal uma acção de divórcio&lt;br /&gt;litigioso. Neste caso o divórcio não me interessa, mas sim a alteração do&lt;br /&gt;regime do casamento que me parece ter sido feita de forma fraudulenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RyXyYe65UXI/AAAAAAAAAC4/Us4KBVoua3Y/s1600-h/armamdo_guebuza.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126770253262049650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RyXyYe65UXI/AAAAAAAAAC4/Us4KBVoua3Y/s200/armamdo_guebuza.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Será legal a atitude da fulana? Caso a resposta seja positiva, penso que não devia ser feita na ausência do cônjuge. Ao acontecer&lt;br /&gt;desta forma, vem trasparecer a corrupção no seio do aparelho da justiça.&lt;br /&gt;Pegando neste último ponto, vou levantar mais uma questão. Depois da notícia&lt;br /&gt;ter passado, quem de direito procurou responsabilizar aos corruptos&lt;br /&gt;envolvidos na pouca vergonha que manchou mais uma vez o Ministério da&lt;br /&gt;Justiça? Pelos vistos a notícia foi para o ar e todos concentraram-se apenas&lt;br /&gt;na questão do divórcio litigioso e poucos se interessaram pela fraude. Não&lt;br /&gt;quero pensar que a imprensa tenha sido manipulada para não dar segimento à&lt;br /&gt;mudança problemática do regime do casamento. Mas tenho a lembrar que estamos&lt;br /&gt;a falar de casos que acontecem num governo que se disse comprometido em&lt;br /&gt;combater a corrupção, o deixa andar, a pobreza absoluta, o burrocratismo e&lt;br /&gt;muitas outras desgraças de Moçambique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dias o Savana publicou um artigo sobre a admissão problemática da filha&lt;br /&gt;do Governador do Banco de Moçambique à vaga de investigadora nesta mesma&lt;br /&gt;instituição. Conforme se lê neste jornal:&lt;br /&gt;"Artemisia Gove foi admitida para o BM para a posição de `investigadora?. Ao&lt;br /&gt;que a nossa Reportagem apurou junto de funcionários do BM próximos do&lt;br /&gt;processo de selecção, a filha do governador, Ernesto Gove, teve uma nota&lt;br /&gt;considerada baixa no exame escrito, comparativamente com outros candidatos.&lt;br /&gt;Ademais, acrescentaram, Artemisia Gove não esteve presente nas entrevistas,&lt;br /&gt;fase determinante para a admissão, mas, mesmo assim, foi seleccionada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RyXxye65UWI/AAAAAAAAACw/7FZykVmbyME/s1600-h/0,,1947258_4,00.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126769600427020642" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RyXxye65UWI/AAAAAAAAACw/7FZykVmbyME/s200/0,,1947258_4,00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Casos como estes continuam um pouco por todo o país, embora a imprensa não&lt;br /&gt;documente todos eles. Mais uma vez questiono: qual é o tratamento que a&lt;br /&gt;"brigada anti-corrupção" está a dar a este caso? Chamo de brigada&lt;br /&gt;anti-corrupção à todos aqueles que se comprometeram publicamente combater&lt;br /&gt;este mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando-se inaugura uma escola primária no distrito H ou Y, os políticos não&lt;br /&gt;perdem a oportunidade de convidar a imprensa para mostrarem o seu trabalho.&lt;br /&gt;Custa-me compreender por que razões não é convidada a imprensa para mostrar&lt;br /&gt;aos cidadãos o quão se tem responsabilizado aos maus funcionários públicos&lt;br /&gt;que traem a confiança do Chefe do Estado por conta de interesses&lt;br /&gt;particulares. O único que se atreve de vez em quando é o responsável pelo&lt;br /&gt;sector da saúde. Mas lamentavelmente ataca apenas aos indefesos de forma&lt;br /&gt;humilhante e diante das cameras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Genericamente podemos concluir que os discursos políticos não são&lt;br /&gt;materializados no nosso dia a dia. Conforme falei logo no início, há modas&lt;br /&gt;que irritam e assim sendo agora pegou uma outra - a revolução verde. A&lt;br /&gt;imprensa que por vezes age como marioneta enche-nos agora desta nova&lt;br /&gt;cantiga. Mas duvido muito que cheguemos à tal Revolução Verde. Primeiro&lt;br /&gt;porque a forma como está sendo conduzida parece-me pouco apropriada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que revolução estamos a espera num país em que o forte está na&lt;br /&gt;agricultura de sequeiro. Uma agricultura que depende inteiramente da chuva.&lt;br /&gt;Se esta não cai, não há produção e se cai em demasia, há cheias que como&lt;br /&gt;consequência levam a perda de toda a colheita. De que revolução se espera&lt;br /&gt;com uma agricultura familiar feita na base da enxada de cabo curto? Talvéz&lt;br /&gt;tenham razões e bons motivos para crer que haverá uma revolução verde em&lt;br /&gt;Moçambique, muita pena não nos terem dito claramente de que forma&lt;br /&gt;pretende-se chegar lá.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RyXytO65UYI/AAAAAAAAADA/_5uB5Ecfru4/s1600-h/Image10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126770609744335234" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RyXytO65UYI/AAAAAAAAADA/_5uB5Ecfru4/s200/Image10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvéz alguém diga que não há novidade nisto tudo que acabei de dizer. É&lt;br /&gt;verdade que sim, pois todo o mundo sabe o que vai bem ou mal neste país.&lt;br /&gt;Mas a diferença está na atitude. Não basta ver e ficar indiferente. O que é&lt;br /&gt;mais fácil de fazer é constatar erros e calar-se; pensar que todo o mundo&lt;br /&gt;sabe disso e nada irá mudar. É aqui que se encontra o embrião do deixa-andar&lt;br /&gt;há muito apregoado pelo chefão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deixa-andar não está apenas no Governo, mas antes de tudo é necessário&lt;br /&gt;lembrar que são as pessoas singulares que fazem e constituem tal&lt;br /&gt;Instituição. O deixa-andar é parte integrante do nosso arsenal cultural. É&lt;br /&gt;talvéz daqui que muitos outros problemas vão surgindo de forma cíclica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixarmos toda a responsabilidade para os outros como se nós não fizessemos&lt;br /&gt;parte do sistema constitui uma atitude macabra para o sonho de todos os&lt;br /&gt;moçambicanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erradamente não tomamos nenhuma atitude e deixamos andar, como se o oficial&lt;br /&gt;corrompido no cartório não fosse o meu problema; como se o nepotismo no&lt;br /&gt;Banco de Moçambique fosse apenas o problema dos que se candidataram a tais&lt;br /&gt;vagas e assim em diante. É a falta de atitude que começa comigo e na vida&lt;br /&gt;privada, que finalmente acaba no local de trabalho afectando todo o país. Se&lt;br /&gt;todos nós começarmos a tomar alguma atitude em relação ao que julgarmos&lt;br /&gt;estar a ir mal no nosso País, talvéz algo mude, e a aludida revolução verde&lt;br /&gt;passe de sonho à realidade. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-1023255918408135176?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/1023255918408135176/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=1023255918408135176' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/1023255918408135176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/1023255918408135176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2007/10/revoluo-verde.html' title='Revolução verde'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RyXzXe65UaI/AAAAAAAAADQ/KQZgskVzQvY/s72-c/boletim_frelimo_244_guebuza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-4721514012215384113</id><published>2007-10-02T02:46:00.000-07:00</published><updated>2007-10-02T03:16:59.440-07:00</updated><title type='text'>A vítima das multinacionais</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RwIWfmn--FI/AAAAAAAAACQ/07BIuZNNNic/s1600-h/colgate.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116676858846312530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RwIWfmn--FI/AAAAAAAAACQ/07BIuZNNNic/s200/colgate.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;São poucas as vezes em que ficamos defronte a televisão e nos regosijamos com a notícia do dia. Há dias tive essa sorte e senti-me satisfeito quando através da media, fiquei sabendo que o CIP - Centro de Integridade Publica - confirmou uma das minhas posições em relação ao GCCC - Gabinete Central de Combate a Corrupção. Segundo os participantes de um seminário organizado pelo CIP, o GCCC não tem legitimidade suficiente para ostentar credibilidade desejável. Se isso for verdade estamos mal, ou por outra, não avançamos em termos de combate à corrupção. Foi em vão a cantiga do chefão sobre a guerra contra este mal.&lt;br /&gt;Um artigo publicado pelo imensis.co.mz sobre o ranking da corrupção, da conta que "Moçambique posicionou-se na 111ª posição [...] com 2.8 pontos o que mostra que não houve melhorias na questão da &lt;a href="http://www.imensis.co.mz/news/anmviewer.asp?a=10324"&gt;corrupção&lt;/a&gt; e transparência no país visto que no `ranking´ de 2006 o país estava na 99ª posição."&lt;br /&gt;Não faz muito tempo que o governo devolveu as pastas dentífricas de marca Colgate aos respectivos proprietários. Estes productos foram apreendidos em conexão com a suposta proliferação de outros ilegalmente semelhantes e nocivos a saúde segundo declarações de gente abalizada na matéria. Na altura da confiscação, pretendia-se analisar laboratorialmente a sua nocividade. Entretanto os resultados laboratoriais parecem ter provado que os agentes químicos nocivos encontravam-se em reduzidas quantidades, o que não constituiria perigo à saúde humana. Assim sendo, o governo decidiu devolver os productos aos comerciantes. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RwIXfGn--GI/AAAAAAAAACY/EXpWWbrPKvs/s1600-h/Colgate%2520Robot.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116677949768005730" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RwIXfGn--GI/AAAAAAAAACY/EXpWWbrPKvs/s200/Colgate%2520Robot.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma questão a observar é que estamos a lidar com a Colgate - uma multinacional de grande poderio económico como qualquer outra. Por outro lado estamos a lidar com um governo reconhecidamente corrupto à nível mundial e que por ser verdade o actual chefe de Estado serviu-se disso na corrida eleitoral prometendo erradicar esse cancro. Ora bem, parece-me tão simples juntar estas duas peças para em seguida pensar que a Colgate tem a possibilidade de corromper o nosso governo. Que é que uma multinacional não faz para garantir a sua prosperidade? No mundo dos negócios não há muita ética como gostariamos que fosse; daí aquela máxima popular - o Dinheiro é Diabo.&lt;br /&gt;Não me surpreenderia se o nosso governo cometesse um genocídio para acomodar os interesses de um punhado de gente. Imaginemos que os resultados dos exames laboratoriais feitos à pasta dentífrica da Colgate tenham sido viciados. O mínimo que poderia acontecer seria dizimar os consumidores desta marca sem importar a velocidade com que isso aconteceria. Na maior inocência, vamos perecendo por conta de infermidades estranhas, do mesmo jeito k pode estar a acontecer em relacao aos efeitos da MOZAL.&lt;br /&gt;Até agora os Direitos Humanos são cobrados à apenas dois grupos: as entidades governamentais e aos grupos armados de guerrilha. Ainda está em debate se se começa a cobrar também às multinacionais, porque estas têm contribuído bastante para a violação dos direitos humanos.&lt;br /&gt;Enfim, pela corrupção, uns enriquecem e os outros morem. Precisamos de mais instituições como o CIP e a Liga dos Direitos Humanos, que robustecem a sociedade civil moçambicana.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-4721514012215384113?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/4721514012215384113/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=4721514012215384113' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/4721514012215384113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/4721514012215384113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2007/10/vtima-das-multinacionais.html' title='A vítima das multinacionais'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RwIWfmn--FI/AAAAAAAAACQ/07BIuZNNNic/s72-c/colgate.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-2133300595924707279</id><published>2007-06-03T00:30:00.000-07:00</published><updated>2007-06-03T01:16:59.130-07:00</updated><title type='text'>Behind courage</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071748533194419490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RmJ4a28pbSI/AAAAAAAAABs/xxPduyyhp6I/s200/cobras.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;According to &lt;a href="http://www.guinnessworldrecords.com/records/amazing_feats/courage_and_endurance/most_rattlesnakes_sat_in_a_bathtub_with.aspx"&gt;guinness world record&lt;/a&gt;, Jackie Bibby and Rosie Reynolds-McCasland (both USA) jointly hold the record having sat in two separate tubs, each with 75 Western Diamondback rattlesnakes on the set of 'Guinness World Records: Primetime' on September 24, 1999 in Los Angeles, California, USA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Shooting the fear’s heart&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What is this thing we call courage? What are the most common situations where people show courage? Why do some people show courage? There are questions to be raised when we try to conceptualize courage.&lt;br /&gt;It’s true that everyone feels afraid of something. There is nobody who never felt fear. The difference is the things or situation which makes someone feel afraid; it varies from one person to another but everybody is afraid of something.&lt;br /&gt;This essay intends to enquire in to the topic stared above, although many scholars don’t show an interest in this topic. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RmJ3Ym8pbQI/AAAAAAAAABc/qnNcI_WArlg/s1600-h/dbs-j22.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071747395028086018" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RmJ3Ym8pbQI/AAAAAAAAABc/qnNcI_WArlg/s200/dbs-j22.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;It’s very difficult to find a consensual definition of courage. For this essay, we have to understand courage as a capacity to dominate a personal fear and what intimidates you. Furthermore it’s important to determine what make us overcome our fear.&lt;br /&gt;In general we are able to lose anxiety when we are sure that our enemy is weak and easy to dominate, otherwise we can’t get courage enough to dominate our enemy. For this case, we consider enemy not only people, but everything that make us feel fearful or just scared. It can include objects (a gun, scissor, a mask, etc.), situations (smocking drugs, to drive, to present a paper, etc.), and more.&lt;br /&gt;Fear was also studded by psychologists like J. Watson, and P. Ekman, who argued that it’s innate to all human being. This essay intends to discus this topic by social influences, not by psychological viewing related in innatist theories.&lt;br /&gt;Usually it’s not easy to be convinced that we can dominate our enemy, because we have a common history with our demon. In this history we remember that from the first experience we faced that, something or someone else convinced us that we are weak for that demon. Something or someone ensured us that our demon is too strong and too determined to dominate us. That’s why we run away from the things which intimidate us, instead of facing them. We can’t be afraid of something that we don’t know.&lt;br /&gt;As we said before, we need to understand what makes us conquer our fear and become convinced that it’s possible to dominate our demon. When it happens we are experiencing a moment of courage. In this moment, we lose the sense of danger. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RmJ3rW8pbRI/AAAAAAAAABk/UZc5pGFjVXE/s1600-h/20060503215548_creepygrahamresized.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071747717150633234" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RmJ3rW8pbRI/AAAAAAAAABk/UZc5pGFjVXE/s200/20060503215548_creepygrahamresized.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Most of the time, we lose the sense of danger when adrenaline floods our brain. It makes us feel stronger than ever before. When we feel strong, remember, our enemy becomes weaker than us, and we find it easy to confront him. In this situation courage is unquestionable.&lt;br /&gt;Without adrenaline, there are other situations that stimulate a sense of power. Among these are all kinds of drugs like alcohol, opium, cocaine, LSD, etc. Not only can the drugs provide the feeling of superiority against our enemy. Sometimes the political power in the government, economic power in the society, charismatic power, etc. are able to bring us courage against our enemy. Remember that the thing which frightens us varies from person to person, and this variance depends of each persons history related to his enemy. For example, what we hear, read, see, witness, etc. about our demon makes our personal history, determining our fear.&lt;br /&gt;If everybody is afraid of something, the same can be applied for courage. Everybody can show courage in a given situation and circumstance, but it depends on the way one stimulate himself for the moment.&lt;br /&gt;For this section, we can finish the discussion with the following question: How can we naturally produce adrenaline in our body, witch is supposed to be the fuel of courage? What is the relationship between the feeling of fear and the real possibility of danger?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;The feeling of fear and the real danger&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We said before that none could be afraid of something he doesn’t know. First of all, he or she has to hear or get some experience about the object of fear. It will create knowledge about how it can be dangerous for him or her. The idea of danger, can be different from each person to another who experienced the same conditions of fear. This let us to conclude which that idea produced in our mind is not objective, and sometimes has not a direct relationship with the real danger. It happens because the human rationality have not a power to understand and to get all the information about the object observed as Karl Popper said. We can only get a part of information about the object observed. For this instance, the fear we create about something, have not a direct relationship with the danger of the object which frighten us.&lt;br /&gt;There a several cases which one can be afraid of something that in itself is not dangerous, and the opposite is true. One can lose the sense of danger for a thing which is really dangerous for his life. For the first case the example is the situation that someone is afraid to tell some information to his friend, because he expects a bad reaction from him. But for his surprise there is not a bad reaction after the action take place. What really happened was the idea of danger created with the information got about that person. Those information can be given by people who really don’t know exactly the object of our fear. Because our mind, we accept as a truth all the data about our object of fear, and next we create automatically a fear about that. But later the reality shows us that our object is not really dangerous.&lt;br /&gt;The second example is applied for people who use drugs (alcohol, cocaine, opium, LSD, morphine, etc.). &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RmJ1SW8pbPI/AAAAAAAAABU/rBZo1oRMo3M/s1600-h/grief.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071745088630648050" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RmJ1SW8pbPI/AAAAAAAAABU/rBZo1oRMo3M/s200/grief.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;They are supposed to lose completely the sense of danger, but it must be considered by the doze they take that. In some case, there are drug users who comity crimes without measure it’s consequence, and during their incursion they involve themselves in a life risk without feel afraid of something. This example show, that the danger has its own existence which don’t depend of what we think about it. There are so many examples that can explain how sometimes we produce wrong ideas which frighten us, or just clean up our fear replacing it by courage.&lt;br /&gt;An Austrian philosopher – Popper - has said that the human mind cannot reach the truth completely. We can find only a part of information about the object we intend to stud, although the positivists argued differently. But when we observe the behavior behind the fear and courage, it’s easy to understand what Popper wanted to tell us. Following this line of ideas, Lakatos – a Hungary philosopher- argued that no theorem of informal mathematics is final or perfect. This enhance the idea we stated before, that our mind cannot reach the truth exactly, which make us sometimes get fear or courage, but those feelings have not a direct relations with the object we are involved with.&lt;br /&gt;To end this section, let’s raise one more question: what’s the role of fear in our lives?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;The courage on Socrates death&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As we said before, none can be afraid of something that he doesn’t know. But one could ask about the fear people feels with death. We know that so many people feel fear about the idea of disappear forever. This must be understood as the conception that Mr. Sadam Ussein never more will be the same person. Never more will be the president, of his country, will never see the people he knew, will never listen a music he liked, etc. he finished, and it will be concluded when the history forget him. Usually people are afraid of this idea of death. With this statements, we conclude that people thinks that they know something about death, this’ why they become afraid about it. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RmJ05W8pbNI/AAAAAAAAABE/6j4J9RxmcDk/s1600-h/death_is___by_er0k.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071744659133918418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RmJ05W8pbNI/AAAAAAAAABE/6j4J9RxmcDk/s200/death_is___by_er0k.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Scholars like Stephen Maret, Arthur Janov, Stanislav Grof, and &lt;a href="http://primal-page.com/death.htm"&gt;Frank Lake&lt;/a&gt;, etc. have studded the origins of dread of death. Frank Lake for example, argue that people who are able to commit suicide, had a near of death experience during their birth. In that moment they experience a psychological and physical traumas that bring them the will to return to the womb or just die, for solve the pain. It mean that their unconscious save the experience of the moment which will determine their behavior for all their lives. For this instance during adult life, for any problem which causes pain or anguish, the person realizes that the death can be the solution. In one word, could say that people who are not afraid to commit suicide or just die, have some experience/or are familiarized with near of death experience. In other hand, they know their object of fear.&lt;br /&gt;A Greek philosopher, Socrates, was condemned to die because of his political and philosophical position in his country. “He was nevertheless found guilty for corrupting the youth of Athens and sentenced to death by drinking a mix of the poisonous &lt;a title="Conium" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Conium"&gt;hemlock&lt;/a&gt;”. Before he was killed, he experienced a imprisonment for some pear of days. During this time, he had a chance to escape from the prison but he refused that, preferring to die.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/SoCrates"&gt;Some scholars&lt;/a&gt; argue that “shortly before dying, Socrates spoke his last words to Crito saying, "Crito, we owe a cock to &lt;a title="Asclepius" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Asclepius"&gt;Asclepius&lt;/a&gt;. Please, don't forget to pay the debt." Asclepius was the Greek god for curing illness, and its likely that Socrates' last words were implied to mean that death is the cure, and freedom, of the soul from the body”.&lt;br /&gt;His courage deserves some critical analysis, because it can be considered an uncommon behavior. A lot of people who says that are not afraid of death, shows different behavior when the conditions to die are created. For example they can beseech when a gangster point him with a gun; they can become worried when are too ill; they can run away from a dangerous animal in a bush, and so on.&lt;br /&gt;To get courage, we have to mind ourselves which we are able do dominate the object of fear. Probable Socrates had a strong faith about life after death; this is why he was convinced that death is the cure of the soul from the body. He believed in a good life of the soul outside the body. This faith makes him strong in his position to deny running away from the sentence he was condemned, and accept death as a release of human soul. Socrates agued that a real philosopher, must not be afraid of death. Around his behavior, we can consider that his courage was motivated by the strong faith he developed about the death, so for the instance he won and dominate the fear.&lt;br /&gt;When we are sure about how strong we are, and about the power we have to dominate something, the fear disappear completely emerging in that moment the courage. This one doesn’t appear if we don’t trust in our capability or just our power related to the object of relationship. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RmJ1Fm8pbOI/AAAAAAAAABM/6BjqFbpbwrY/s1600-h/fear_of_death_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071744869587315938" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RmJ1Fm8pbOI/AAAAAAAAABM/6BjqFbpbwrY/s200/fear_of_death_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Not only the drugs or adrenaline can provide us courage; there are many reasons for that including the faith as the case of Socrates. When we believe in something, and we are sure that the object of our faith is smooth and kind, it’s impossible to get fear from it. Differently, the one who don’t have a same idea from us can become afraid to touch the same object we touched, it doesn’t mean that our faith cannot betray us. Sometimes we get deception when later we discover that during all the time we lived an illusion about our faith. It’s difficult to state about the Socrates case. We can’t say if he got deception or not about the things he believed concerning the death, and it’s not a purpose of this essay.&lt;br /&gt;Scholars argue that “a characteristic of living things is the &lt;a title="Fear" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fear"&gt;fear&lt;/a&gt; of &lt;a title="Death" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Death"&gt;death&lt;/a&gt;.[…] Life is 'programmed' with fear of death from the moment of creation, and the &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fear_of_death"&gt;purely primal 'meaning of life' &lt;/a&gt;would be to avoid death as long as possible”. This statement takes us to the idea of fear relevance. Is it true that we live and survive because of fear?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="booksambo@msn.com"&gt;Book Sambo&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-2133300595924707279?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/2133300595924707279/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=2133300595924707279' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/2133300595924707279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/2133300595924707279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2007/06/behind-courage.html' title='Behind courage'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_T48q80ZQpVE/RmJ4a28pbSI/AAAAAAAAABs/xxPduyyhp6I/s72-c/cobras.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-3753640613605102124</id><published>2007-03-02T01:22:00.000-08:00</published><updated>2007-05-25T07:35:14.932-07:00</updated><title type='text'>A FRELIMO não presta</title><content type='html'>Ouvimos, vezes incontáveis, acusações para aqui e acolá sobre a imoralidade ou incompetência dos dirigentes moçambicanos. Por coincidência tais dirigentes pertencem quase que na sua totalidade ao Partido FRELIMO, que desde a independência conduz o destino deste país. Após  32 anos de governação frelimista, Moçambique aparece em 2006, na 10ª posição&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=11597125&amp;postID=3753640613605102124#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; entre os países mais pobres do mundo, facto que vem enaltecer as acusações que pululam na boca dos descontentes desta situação.&lt;br /&gt;Moçambique vive maioritariamente da ajuda externa e em casos de emergência causadas pelas intempéries da natureza (cheias de 2000, na região sul e as cheias de 2007 na região centro), a nossa diplomacia consegue atrair investimentos extra orçamentais.&lt;br /&gt;Desde as primeiras eleições realizadas em 1994, “Cerca de 400 milhões de dólares norte-americanos foram investidos, pela comunidade internacional, na área da consolidação da democracia em Moçambique.&lt;br /&gt;[...] Mar De Tollenaere, que já foi funcionário do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Moçambique, do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) e da Unidade Técnica de Reforma do Sector Publico (UTRESP), afirmou que aquele valor representa menos de cinco porcento do total da ajuda externa canalizada a Moçambique nos últimos 10 anos&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=11597125&amp;amp;postID=3753640613605102124#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;”.&lt;br /&gt;Os investimentos canalizados para a economia moçambicana poderiam quiçá elevar o desenvolvimento sócio económico do país para um nível acima do que se encontra actualmente.  Embora os relatórios governamentais e da comunidade internacional digam o contrário, a meta está muito aquém da realidade.&lt;br /&gt;“A FRELIMO não presta” é como os telespectadores do jogo da governação julgam a administração que conduz o destino do nosso país. Na tentativa de encontrar alguma explicação para os demais fracassos da máquina burocrática nacional, há que fabricar o bode expiatório, e neste caso voila – a FRELIMO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os factos supracitados remetem-nos à um raciocínio muito simples no sentido de encontrar o cúmplice de todos os desencantos atravessados pelo país. Estamos a falar das disfunções da burocracia na função pública, o lixo que grassa a capital do país, as estradas esburacadas, os esgotos rebentados pelas artérias da cidade, os semáforos avariados, a eterna demora na emissão dos BI’s pela DIC, as publicidades enganosas, a falta de criatividade nos programas de TV, o crime organizado, os relatórios forjados das instituições públicas, a indisciplina dos chapeiros, o oportunismo da polícia de trânsito, etc. Todos estes problemas são imputados ao bode expiatório dos moçambicanos.&lt;br /&gt;Tomaria neste momento a ousadia de afirmar peremptoriamente sobre o lado funcional desta atitude que caracteriza o cerne da identidade moçambicana. Esta, conduz-nos à um comodismo tal, que nos livra da auto-crítica, imputando deste modo uma total responsabilização ao Governo pelo Desenvolvimento do país. A funcionalidade desta postura, está no facto de nos trazer uma paz de espírito ao arredarmo-nos de todo o tipo de culpabilidades sobre a estagnação de Moçambique. Mas ao mesmo tempo, este comodismo, e paz de espírito, é conjunturalmente fatal por basear-se uma convicção ilusória e desprovida de qualquer análise sustentável sobre a situação em causa. O todo é feito pelas partes, assim, esquecemo-nos que o comportamento de cada um de nós tem alguma influência sobre o sistema.&lt;br /&gt;A FRELIMO vem deste modo espiar as nossas incompetências, hábitos e costumes que contribuem negativamente para o desenvolvimento sócio-económico do país.&lt;br /&gt;Não se pretende com isto desresponsabilizar as insuficiências deste partido. Como qualquer instituição de cariz político, é normal que nas suas directivas organizacionais cometam um e outro atropelo, mas não é por isso que devemos deixar de olhar para as nossas práticas costumeiras, como indivíduos singulares, e que são nocivas ao desenvolvimento do país.&lt;br /&gt;A FRELIMO, como um todo, é constituída por indivíduos singulares que acreditam em valores ético e morais, que têm uma certa postura, hábitos, sobretudo com uma certa personalidade e/ou identidade próprias. Estes por sua vez, foram socializados de igual forma que os restantes cidadãos não membros do partido em referência, o que lhes impinge uma mesma identidade no que tange aos valores partilhados. Assim sendo, o indivíduo está sujeito a  comportar-se no partido a que pertence de acordo com a sua personalidade.&lt;br /&gt;Tratando-se de um quadro do partido, a operar a máquina governativa do país, o indivíduo conduzirá a sua direcção de acordo com os seus valores, e convicções pessoais.&lt;br /&gt;Embora os estatutos, os códigos de conduta, e a legislação em geral, sirvam para garantir a previsibilidade dos comportamentos, há que considerar a iniciativa dos indivíduos em aderir ou não ao preceituado pela instituição a que pertence, ou mesmo à sua comunidade. Foi nesse âmbito em que o conceituado sociólogo americano – Talcott Parsons - considerou que o ser humano não é um idiota cultural. A sociedade e as suas instituições criam as regras, daí, cabe ao indivíduo aceita-las ou não. Normalmente a não-aceitação dos preceitos institucionalizados rotula o indivíduo visado de desviante. Não nos vamos perder com a Sociologia dos Desvios. Foi apenas um meio para chegarmos a ideia de que os indivíduos que fazem parte da FRELIMO  e do seu Governo, antes de serem frelimistas ou governantes, são também pessoas singulares com costumes próprios, que muitas vezes vão contra os valores institucionais, ético e morais.&lt;br /&gt;Não é a FRELIMO quem dá orientações para se chegar ao local de trabalho com uma hora e meia de atraso. Não é este partido que ordena os moçambicanos a escreverem os seus nomes sobre as notas do Metical da Nova Família; a FRELIMO nunca disse que devíamos desenvolver a cultura do puxa-saquismo ao invés da competência técnica. Ser puxa-saco é uma questão de valores desenvolvidos por fulano ou sicrano, independentemente da sua filiação partidária, religiosa, desportiva, etc. resumindo, ser puxa-saco é um modus vivendi.&lt;br /&gt;Não foi o partido no poder quem disse que as pessoas deviam urinar atrás das árvores, julgar umas as outras em função das aparências, não querer trabalhar em horas extras; chegar embriagado no posto de trabalho; largar o serviço três horas antes do preceituado pela instituição porque é sexta feira – dia dos homens - , e por ai em diante.&lt;br /&gt;O fraco desenvolvimento do nosso país depende dentre vários factores, da nossa atitude como cidadãos integrantes do sistema. Parecendo que não, mas a atitude conta.&lt;br /&gt;Como disse um anónimo desses slides show partilhados por e-mail, o desenvolvimento de um país não tem nada a ver com a sua idade, porque senão, o Egipto, a Grécia, a Turquia, etc. seriam as nações mais prósperas do planeta. E por sua vez, a Austrália, o Canada, e os EUA, não seriam o exemplo de crescimento sócio-económico acelerado.&lt;br /&gt;O desenvolvimento não depende também exclusivamente dos recursos naturais existentes num país. O Japão é um exemplo disso, com um défice de recursos naturais,  importa-os de todo o mundo, transforma-os e vende o produto acabado, fazendo de si a segunda maior economia do mundo.&lt;br /&gt;Enquanto continuarmos a optar pela lei do menor esforço, como por exemplo, beber muita 2M e trabalhar pouco, andar em carros de luxo, construir mansões sem nenhum esforço no trabalho digno, dificilmente almejaremos o desenvolvimento tanto ansiado. Isto não tem nada a ver com o partido no poder. Para qualquer que seja o partido no poder, enquanto o seu governo for repleto de indivíduos que não cumprem à risca com os ditames institucionais, e tenham uma disciplina metálica, para não dizer de ferro, nada feito. Sem querer arriscar em futurismos, mas podemos prever que continuaremos a procura de um bode expiatório, para fugirmos das nossas responsabilidades, e para não assumirmos a nossa incompetência.&lt;br /&gt;Neste momento, o bode expiatório encarna-se no partido dominante, razão pela qual os outros não hesitam em dizer que a FRELIMO não presta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=11597125&amp;postID=3753640613605102124#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Dados do PNUD.&lt;br /&gt; &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/idh.jhtm"&gt;http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/idh.jhtm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=11597125&amp;amp;postID=3753640613605102124#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; &lt;a href="http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2006/11/consolidao_da_d.html"&gt;http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2006/11/consolidao_da_d.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-3753640613605102124?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/3753640613605102124/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=3753640613605102124' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/3753640613605102124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/3753640613605102124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2007/03/frelimo-no-presta.html' title='A FRELIMO não presta'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-117062192174285437</id><published>2007-02-04T12:42:00.000-08:00</published><updated>2007-02-04T13:09:58.996-08:00</updated><title type='text'>Hipótese sobre a relação entre a fraude académica e a corrupção</title><content type='html'>&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7768/947/320/52032/GOVERN02.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente os discursos sobre o desenvolvimento encontram na corrupção, um elemento que negativamente contribui para o bem das nações. Com efeito importa buscar a génese deste mal que concorre para um outro ainda maior – a pobreza e o subdesenvolvimento.&lt;br /&gt;Existem, portanto, várias explicações que se podem dar às origens da corrupção; mas para este propósito, urge-nos olhar apenas para um dos elementos sendo ele a fraude académica. Pretendemos estabelecer uma correlação entre duas variáveis - a fraude académica nas suas demais variantes, incluindo a cábula, e a corrupção na sua forma multifacetada que pode de certa forma incluir o furto.&lt;br /&gt;Nesta primeira parte vamos delimitar a percepção que se pretende para o conceito de cábula, ou fraude académica, tanto quanto os de furto e corrupção. Na segunda parte procuraremos estabelecer a correlação entre as duas variáveis supracitadas.&lt;br /&gt;No primeiro conceito (cábula) reside a ideia de fraude académica que consiste no uso não permitido de auxiliares de memória durante a avaliação académica. Tais auxiliares de memória podem-se representar sob a forma de artefactos como a calculadora electrónica, textos gravados em telemóveis ou papéis, etc. por vezes feito sob códigos descortináveis somente pelo utente. Existem outras variantes da fraude académica conforme nos lembra o Professor Ricardo Gregório&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; – Coordenador assistente do Centro de Pesquisa e Pós Graduação das Faculdades Metropolitanas Unidas no Brasil. Segundo as suas palavras dentre elas destacam-se:&lt;br /&gt;a) a transcrição de várias laudas de obras sem a respectiva indicação do autor,&lt;br /&gt;b) a cópia integral de trechos de livros mediante meras alterações de palavras mas sem modificação do conteúdo,&lt;br /&gt;c) a paráfrase (explicação mais desenvolvida de um texto, conservando-se a ideia original) sem a citação das fontes, e&lt;br /&gt;d) a cópia, pura e simples, do trabalho do colega de classe que assim anuiu fosse feito. Como se não bastasse, alguns discentes ainda baixam trechos de obras publicadas na Internet e outros ainda, encomendam seus trabalhos em sites criados por profissionais especializados.&lt;br /&gt;Por seu turno a Wikipedia define a corrupção como um conceito geral que descreve uma organização, ou sistema interdependente no qual uma das partes não põe em prática os deveres pelos quais a mesma foi concebida, ou cumprindo com os seus deveres de forma não apropriada, em detrimento dos propósitos originais do sistema.&lt;br /&gt;Por furto deve-se entender a subtracção de coisa alheia móvel para si ou para outrem. Difere-se do &lt;a title="Roubo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Roubo"&gt;roubo&lt;/a&gt; por ser praticado sem emprego de violência ou grave ameaça. Deve ser ressaltado que a descrição típica do furto exige elementos como o dolo, que consiste na vontade livre e consciente de subtrair a coisa móvel; e a finalidade especial contida na expressão "para si ou para outrem". Wikipedia.com (2006)&lt;br /&gt;Os três conceitos ora abordados, têm elementos em comum, que se afiguram úteis para a análise que pretendemos levar a cabo, conforme veremos a seguir.&lt;br /&gt;Uma característica patente quer na fraude académica quer na corrupção, é o carácter deplorável neles patentes, no atinente a moral e a ética. O indivíduo que pratica cada um destes actos, tem a plena consciência da imoralidade neles vincado, com efeito procura no máximo criar condições para que não seja descoberto. Esta precaução surge pelo facto de se ter em mente a ideia de sanção social impingida pela sociedade aos infractores das suas normas.&lt;br /&gt;O cábula, sabe que o docente tomará alguma medida dura se o descobrir, da mesma forma que o ladrão tem a consciência dos riscos que corre após ser surpreendido ou simplesmente descoberto. Por essa razão ambos agem sob a dicotomia medo-coragem. Por um lado estes fraudulentos temem as represálias advindas dos seus actos, por outro lado, tomam coragem para embarcar na fraude porque as recompensas serão enormes.&lt;br /&gt;A díade estudante cábula e o funcionário corrupto, goza de altas recompensas quando executam com sucesso a fraude em que se envolvem. O cábula pode obter boas notas na sua avaliação, se não for descoberto durante o acto, da mesma forma que o corrupto, é bem compensado após o sucesso da sua fraude. As altas recompensas de uma fraude bem sucedida são um dos elementos que incentivam os actos que se chocam com os valores ético-morais.&lt;br /&gt;Os actores de cada uma das variáveis que compõem a aludida díade estão convictos dos riscos que correm, mas mesmo assim, caracterizam-se por um alto nível de coragem e desrespeito aos valores ético-morais na expectativa de vencer os riscos e ganhar as recompensas pela qual buscaram.&lt;br /&gt;Finalmente um dos elementos em comum nesta díade reside no facto de se pretender meios curtos e menos sinuosos na consecução de certos fins.&lt;br /&gt;O cábula, é geralmente conotado como o estudante preguiçoso que pretende obter boas notas durante a avaliação escolar ou académica. Por sua vez, o corrupto é tido como um actor que ao invés de ganhar a vida com dedicação e empenho no trabalho, opta pelos caminhos mais curtos, e sempre em prejuízo de outrém, senão mesmo do sistema em que se encontra inserido.&lt;br /&gt;Se, por um lado, em ambientes estudantis e/ou académicos prevalece um clima de conduta e comportamentos regidos pelos valores ético-morais, diríamos que o mesmo acontece em ambientes de trabalho (política, administração pública, negócios, etc.), na esfera social. Assim sendo, pode ser que a mesma predisposição em violar a ética no ambiente académico também esteja presente ou se manifeste futuramente no ambiente de trabalho.&lt;br /&gt;Aurora Teixeira&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt; e Fátima Rocha, ambas da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, levaram a cabo uma pesquisa que avaliou 21 países da Europa (Polónia, Eslovénia, Roménia, Portugal, Espanha, Itália, Turquia, Áustria, França, Alemanha, Irlanda, Reino Unido, etc.), América Latina (Argentina, Brasil, e Colômbia), África (Nigéria e Moçambique) e EUA. Os resultados mostraram que para além de forte, existe, também, uma, correlação directa entre a fraude académica e a corrupção no ambiente de trabalho. Por outras palavras o estudo mostrou que nos países com maior índice de fraude académica, apresentam igualmente elevados níveis de corrupção. Por exemplo, um dado que escapou a pesquisa acima mencionada, é referido num relatório da Exams Ethics Project. Esta ONG, alega que na Nigéria – um dos países mais corruptos do mundo - a fraude académica e a corrupção são um grande negócio&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Um dos factores que motiva o perpetuar da fraude académica, é a falta de sanções severas aos seus praticantes. O estudo supracitado refere que ser apanhado a copiar não acarreta sanções sérias e, que estas, não têm um efeito desencorajador da prática. Segundo a pesquisa, o exame é anulado e o aluno chumba, o que aconteceria na mesma, caso não tivesse copiado, porque não tinha estudado. Para além deste elemento, a pesquisa demostra que muitas vezes, o ambiente na sala de aulas também tem favorecido a fraude académica.&lt;br /&gt;No entanto, podemos com as informações que circulam nos media, admitir que temos vivido sérios problemas que de certa forma toleram a fraude académica, o que, de algum modo, pode explicar os níveis de corrupção que actualmente vivemos. Há menos de 5 anos, a UEM&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt; anulou um dos exames de admissão por ter-se descoberto que haviam estudantes que traziam de casa, exemplares já resolvidos. Contra a expectativa dos cidadãos, até hoje não se conhecem os autores de tais actos, e muito menos as sanções a que foram sujeitos. Na faculdade de Direito da mesma instituição, já foram reportados casos de estudantes que fizeram exames em nome dos seus colegas, mas até ao momento, nada se sabe sobre o desfecho desta matéria. O jornal electrónico Zambézia Online&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;, reportou a 11 de Novembro de 2004 que 7 casos de fraude académica foram identificados durante os exames finais da 10ª e 12ª classes na cidade de Pemba em Cabo Delgado. Conforme anteriormente aludimos, em situações do género a única sanção decretada, tem sido a reprovação dos estudantes, e foi o que aconteceu no caso acima mencionado. Este tipo de sanções não desencorajam a fraude académica nos estudantes. Exemplos como estes, estão aos montes no nosso sistema de ensino.&lt;br /&gt;Moçambique apresenta vários indícios de elevados níveis de fraude académica, o que talvez explica os índices assustadores de corrupção que o país enfrenta. Não pretendemos, com isso, dizer que a corrupção tem como único factor motivador a fraude académica, mas que esta última, é uma pré-condição para tal. A pesquisa supracitada, avança que existe uma correlação forte e directa entre estas duas variáveis. Doutro modo, dir-se-ia que quanto mais acentuada for a fraude académica, maior é a probabilidade de se ter funcionários corruptos no futuro.&lt;br /&gt;Se concordarmos que tais resultados sejam válidos para o caso de Moçambique, seria importante que o Ministério da Educação e Cultura começasse a encetar esforços no sentido de combater severamente a fraude académica, muito mais do que actualmente é feito. Cabe a esta entidade, definir as sanções que mais se adequam ao desencorajamento da fraude académica. Desta forma estar-se-ia a contribuir para a redução dos índices de corrupção, e consequentemente favorecendo o desenvolvimento do país.&lt;br /&gt;Conforme referimos logo de início, existem muitas outras variáveis que concorrem para a corrupção como para o subdesenvolvimento do país. Mas para este propósito, procuramos apenas compreender o subdesenvolvimento do país à partir da correlação entre a fraude académica e a corrupção, de modo a dar mais uma cor ao debate em torno do desenvolvimento de Moçambique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;book sambo&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.fmu.br/pdf/cppg_37b1.pdf#search=%22fraude%20academica%22"&gt;http://www.fmu.br/pdf/cppg_37b1.pdf#search=%22fraude%20academica%22&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2006/06/18/tema/alunos_copiam_mais_paises_mais_corru.html"&gt;http://dn.sapo.pt/2006/06/18/tema/alunos_copiam_mais_paises_mais_corru.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=4832"&gt;http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=4832&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aurora Teixeira é Mestre em Economia pela Faculdade de Economia do Porto (FEP), com o Prémio do Conselho Económico e Social, e Doutorada em “Science and Technology Policy Technology and Innovation Management” pelo SPRU - Science and Technology Policy Research, da Universidade de Sussex, Reino Unido. É docente da FEP desde 1994 nas áreas de Macroeconomia, Mudança Estrutural e Inovação, Gestão da Inovação, e Projecto de Inovação e Tecnologia (Mestrado em Inovação e Empreendedorismo Tecnológico, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. É também editora dos “Working Papers” e Coordenadora do Programa de Seminários da FEP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.bc.edu/bc_org/avp/soe/cihe/newsletter/News38/text003.htm"&gt;http://www.bc.edu/bc_org/avp/soe/cihe/newsletter/News38/text003.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Universidade Eduardo Mondlane&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.zambezia.co.mz/content/view/257/"&gt;http://www.zambezia.co.mz/content/view/257/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-117062192174285437?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/117062192174285437/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=117062192174285437' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/117062192174285437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/117062192174285437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2007/02/hiptese-sobre-relao-entre-fraude.html' title='Hipótese sobre a relação entre a fraude académica e a corrupção'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-111642784642674242</id><published>2005-05-18T07:48:00.000-07:00</published><updated>2007-02-04T12:58:52.780-08:00</updated><title type='text'>Quando o macaco não sabe dançar, diz que  o chão está torto</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7768/947/1600/489068/DSC06116.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7768/947/320/968914/DSC06116.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O desenvolvimento de Moçambique é o objectivo e sonho de qualquer cidadão sensato que tem algum orgulho pela sua pátria. Este é um dos motivos que leva a quase todos os cidadãos comprometidos com os destinos do país, a encontrarem dentre as várias teorias de desenvolvimento, as que melhor se ajustam a nossa realidade.&lt;br /&gt;Já esteve na moda a teoria das aldeias comunais, e das cooperativas de consumo, como uma estratégia para levar o país rumo ao desenvolvimento almejado; já esteve também na moda e pelos vistos até mesmo agora, o ajustamento estrutural, e talvez outras que não estão ao nosso alcance.&lt;br /&gt;A primeira moda escolhida para o desenvolvimento do Moçambique independente, sucumbiu, causando a falência de várias empresas estatais, e desembocando naquilo que os economistas chamam de maior procura e menor oferta. Por outras palavras as pessoas tinham mais dinheiro do que os produtos existentes no mercado local. Neste caso há que indagar: de que vale tanto dinheiro quando não há como usá-lo? A moeda nacional tinha um peso significativo face ao dólar, apesar da fraqueza da nossa economia, algo veemente deplorado pelos economistas.&lt;br /&gt;Quem não se lembra das enormes bichas para a compra de carne de vaca, no talho. Quem não se lembra quando durante a bicha as pedras ou sacos velhos substituíam ao vizinho que ia comprar o sumo Loumar para completar o rancho para o Natal?&lt;br /&gt;Há quem diga que com o regresso à casa, dos nossos irmãos hoje apelidados de madjermanes, muita coisa mudou. Começamos a ver filmes de Jack Chan (não sei se é assim que se escreve) e do mestre Shao-Lin. Começamos igualmente a desfrutar de aparelhagens sonoras de marca RFT, que abafavam o tradicional Chirico Festa. Os congeladores vieram à casa, os fogões, e muitos outros electrodomésticos em falta no mercado local começaram a aparecer e ao mesmo tempo a despertar um novo modus vivendi entre os moçambicanos.&lt;br /&gt;A segunda moda acima mencionada, também trouxe os seus podres. O ajustamento estrutural, implicava muitas privatizações, e acima de tudo estimulava a economia de mercado. A consequência disso tudo foram os despedimentos maciços em muitas empresas. Muitos trabalhadores ficaram desempregados. Se no quadro do pessoal de uma empresa estatal do tempo de Samora precisava-se de um pintor e um jardineiro, o privado na gestão das empresas orientadas pela nova moda, não precisava de um trabalhador que labutava apenas uma vez por semestre ou por ano; passando o resto dos dias jogando ntchuva e o baralho no posto de serviço. Era tecnicamente interpretado como um desperdício de recursos. Para o trabalho de jardinagem e pintura, basta contratar à alguém na hora certa e no momento certo de modo a evitar desperdícios nos salários mensais.&lt;br /&gt;Como se pode ver, as principais vítimas do ajustamento estrutural, foram as camadas mais desfavorecidas do país, o que de certa forma perpetuou a hipótese segundo a qual os mais ricos tornavam-se cada vez ricos, enquanto que por outro lado os mais pobres tornavam-se cada vez pobres.&lt;br /&gt;De modo a evitar longas demoras no processo de privatizações, e cumprir-se com os prazos estabelecidos pelo Banco Mundial e o FMI, muitos processos foram seguidos de forma informal, beneficiando a elite no poder. Desta feita, muitas empresas estatais alienadas foram parar nas mãos de uma elite constituída pelas grandes figuras políticas do partido no poder, segundo refere Joseph Hanlon(2002), autor de Are donors to Mozambique promoting corruption? Este último elemento agravou a cultura da corrupção no país, o crime organizado, e acima de tudo o gangstarismo, que até hoje é uma inimigo difícil de combater.&lt;br /&gt;Apresentamos as falhas das modas de desenvolvimento escolhidas para nortearem o sucesso de Moçambique. As suas falhas podem ter várias explicações que neste momento não estaríamos em condições de encontrá-las na totalidade. A mais próxima explicação que encontramos, pode ser o não ajustamento entre a moda e a realidade do país.&lt;br /&gt;Na abertura do ano lectivo na Universidade Eduardo Mondlane, uma das grandes figuras do actual Governo, afirmou peremptoriamente que para o desenvolvimento do país a UEM deve apostar nos cursos que estimulem o desenvolvimento do país. Com efeito enumerou algumas áreas como a Agricultura, Indústria, Infra-estruturas públicas, entre outras. Lamentou deste modo que cerca de 60% dos cursos na UEM estarem virados para as Ciências Sociais e Humanas. No nosso ver o membro do governo levantou um falso problema.&lt;br /&gt;O que se pretendia dizer nas palavras do referido quadro do Governo, é que ao invés de se equilibrarem as prioridades tanto para as ciências sociais como para as ciências nomotéticas, deviam dar maior vantagem à estas últimas em detrimento das primeiras. Este é um pensamento vulgar e que os cientistas sociais chamam de senso comum. Será esta, a nova moda de desenvolvimento escolhida pelo novo Governo? Oxalá que não.&lt;br /&gt;Falamos de senso comum, porque não é frequente que um grande académico ou mesmo intelectual pense da maneira supracitada. Quem pensa nesses moldes é o cidadão pacato e desenformado.&lt;br /&gt;Numa entrevista que a Taboo, um dos membro do grupo americano de hip hop – Black Eyed Peas – concedeu a revista BRAVO, dizia ela que se pudesse governar o mundo mandava todos os políticos para o inferno. Segundo ela, os políticos fazem demasiadas asneiras e ninguém os pode deter. Acrescenta ela que o seu lema seria: pessoas inteligentes ao poder.&lt;br /&gt;O problema do desenvolvimento deve ser equacionado doutra forma. Talvez seria prudente começar a questionar porquê é que os cursos virados para as ciências sociais são os mais procurados pelos candidatos ao ensino superior, comparativamente às ciências exactas. Parece que as coisas vêm de longe. Ora vejamos;&lt;br /&gt;No ensino geral as ciências exactas são leccionadas na base de quadro e giz, o que não devia ser. As ciências experimentais são melhor compreendidas quando demonstradas aos alunos à partir do laboratório, e das aulas práticas no campo de estudo mais apropriado. Não é fácil limitar uma aula sobre a propagação das ondas no vácuo; reacção para a obtenção do trinitro-tolueno; a fotosintese nas plantas; limitados na base de quadro e giz. As formações do Precambrico Superior e do Fanerozoico, que dão origem ao aparato geológico do nosso país só podem ser bem compreendidas com a ajuda de algumas viagens escolares nas aulas de geografia. Talvez seja este o motivo que tem contribuído o fraco aproveitamento pedagógico dos alunos nas ciências exactas. E como consequência procuram enveredar por aquilo que acham compreender com maior facilidade.&lt;br /&gt;O problema da maior aderência às Ciências Sociais, não deve ser resolvido somente pela UEM; esta é acima de tudo a grande responsabilidade do Ministério da Educação e Cultura.&lt;br /&gt;Muitos países desenvolvidos, descobriram desde muito cedo que a interdisciplinaridade é um focal point para o avanço de qualquer economia. Por exemplo, o exército norte americano procura sempre manter nos seus esquadrões uma equipe multidisciplinar, isto é, composta por biólogos, antropólogos, engenheiros químicos, físicos, electrotécnicos, geólogos, médicos, sociólogos, geógrafos, etc. De tal maneiras que consigam se precaver de qualquer eventualidade. Nessas equipas multidisciplinares, conseguem solucionar a maior parte dos problemas que lhes vêm pela frente.&lt;br /&gt;É um erro crasso pensar que a Indústria de papel higiénico não precise de um antropólogo no seu quadro de pessoal, devendo para isso recrutar apenas os engenheiros químicos, e de construção civil. Antes de se instalarem na Ilha de Moçambique por exemplo, o antropólogo pode-lhes mostrar que seria um empreendimento sem muitas probabilidades de trazer retornos; uma vez que os costumes locais não pautam pelo uso maciço do papel higiénico na WC.&lt;br /&gt;O mesmo diria em relação à qualquer indústria ou fábrica como a CDM, a Coca Cola, entre outras.&lt;br /&gt;Muitas vezes quem faz o trabalho prático não é propriamente o engenheiro. No regadio que mantém o canavial de Xinavane por exemplo, não foram os engenheiros quem pegaram em chaves francesas e juntas para montarem toda a rede de tubagem galvanizada. O trabalho prático foi feito pelo pessoal técnico capacitado para o efeito; pessoal esse que poderíamos enquadrar talvez no grupo dos operários. Na maior parte das vezes os engenheiros (que são uma minoria) idealizam e orientam o trabalho, razão pela qual podemos ter uma visão errada se pensarmos que o país tem déficet de engenheiros. O pessoal que põe em prática o projecto idealizado pelos engenheiros é composto por uma maioria que compõe o grosso dos cidadãos moçambicanos.&lt;br /&gt;Muitos técnicos encontram-se deslocados das suas áreas de especialização. Até os indivíduos formados pela Universidade Pedagógica não querem dar aulas, preferindo trabalhos burocráticos para não falar de escritório. Não gostaria de citar casos de agrónomos formados pela UEM que se encontram empregados nos balcões do Banco amarelo.&lt;br /&gt;O que falta no nosso país são os incentivos. Tanto para os que estão ainda a ser formados no ensino geral, como para os recém formados pelas instituições do ensino superior. Estes últimos não são deslocados das suas áreas de especialização, por uma questão de promoção da interdisciplinaridade, antes sim, pela oferta salarial promissora comparativamente a sua área de formação. É neste ponto em que o Governo deve começar a reflectir, ao invés de propalar discursos baratos em pleno meio académico.&lt;br /&gt;Antes de apontarmos a sujeira da casa do vizinho, devemo-nos certificar se não temos sujeira na nossa casa. Senão começamos a inventar explicações que não existem para justificarmos a nossa pobreza moral, e incompetência acima de tudo. É nessa lógica que quando o macaco não sabe dançar diz que o chão está torto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-111642784642674242?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/111642784642674242/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=111642784642674242' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/111642784642674242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/111642784642674242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2005/05/quando-o-macaco-no-sabe-danar-diz-que.html' title='Quando o macaco não sabe dançar, diz que  o chão está torto'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-111529204611111323</id><published>2005-05-05T04:15:00.000-07:00</published><updated>2005-05-05T06:52:38.313-07:00</updated><title type='text'>Protecção dos deficientes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir-se estrangeiro no seu próprio país, pode-se comparar à experiência de se sentir enteado da sua prória mãe. Normalmente temos esta sensação quando julgamos que não nos dão o devido tratamento que merecemos.&lt;br /&gt;Nós discobrimos uma série de condições que merecemos ter para nos sentirmos enquadrados no devido meio, sobretudo quando lemos a constituição da república. É nesta onde estão patentes todos os deveres, e direitos dos cidadãos moçambicanos. Tais direitos protegem-nos contra eventuais tentativas de depreciação da nossa integridade humana e cívica, razão pela qual torna-se um dever do governo o zelo pela sua aplicabilidade. Quando esta entidade não se torna vigilante pela observação e respeito pelos nossos direitos integros, começamos a sentir-se estrangeiros no nosso próprio país. Sentimo-nos enteados da nossa própria mãe. Talvés seja este o caso vivido em Moçambique.&lt;br /&gt;Fazendo alusão ao artigo 7º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual proteção da lei. Todos têm direito a proteção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação. Com base neste documento ratificado pelo nosso país, cabe aos de direito criarem uma legislação especial atinente aos casos específicos que enfermam a nossa sociedade.&lt;br /&gt;No caso particular dos indivíduos portadores da deficiência, podemos constatar que o seu maior problema esta na discriminação da qual têm sido vítimas. Esta discriminação começa desde a tenra idade, quando são disprovidos de uma educação especial que se adecue ao tipo de deficiência da qual são portadores. A mesma vai-se reproduzindo até a fase adulta, altura esta em que começa a batalha pelo mercado de trabalho. Segundo informações em nosso poder, até o ano 2004 existiam apenas quatro escolas especiais em todo o país, sendo uma delas da ADEMO, e as restantes do Governo. Dentre estas escolas, três encontravam-se na cidade de Maputo, e uma na Beira. Como se pode ver está-se perante uma situação em que a oferta é menor em relação a procura ao nível de um país tão vasto como o nosso. Por esta mesma razão, um dos membros da ADEMO confirmou que na sua escola, tem havido falta de vagas.&lt;br /&gt;Conhecendo estes problemas todos vividos pelos IPDD (indivíduos portadores de deficiência), cabe ao governo criar uma legislação especial que os protege de qualquer tipo de discriminação, penalizando os mentores da mesma. Mas este é um facto quase que inexistente. Os deficientes são protegidos da discriminação como qualquer outro cidadão moçambicano não portador de deficiência. No nosso ver parece uma concorrência desleal, emprestando o termo dos econmistas.&lt;br /&gt;Num manual elaborado pelo MICAS&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;(2000), intitulado Responsabilidades do Estado Moçambicano em Relação à Pessoa Portadora de Deficiência nota-se uma tentativa forjada de mostrar que a constituição da república protege aos IPDD. Nisso as interpretações partem do geral para o particular, ou seja, de uma lei abrangente à todo o cidadão moçambicano, para de seguida dizer que como o IPDD é também cidadão, então está incluso. Ademais mostra-se uma concepção muito limitada senão mesmo ofuscada do conceito de deficiência. Neste mesmo manual percebe-se que a ideia tida do deficiente, é do indivíduo que à dado passo da sua vida perde as suas faculdades normais, passando a ser deficiente. Como exemplo disso daria o caso dos militares das FADM, um funcionário acidentado em trabalho, ou na sua viatura, etc. Por esta razão o manual fala muito da reabilitação deste grupo vulneravel. Neste processo, avançam uma série de regalias na assistência médico medicamentosa, e a provável reintegração no mercado de trabalho. Pouco ou nada fala dos indivíduos com doeças congénitas que lhes levam a deficiência desde a tenra idade, como por exemplo o atraso mental, a hipoacusia, tetraplegia; sindrome de west; distrofia muscular; osteogenesisimperfecta, etc. Não quero com isto dizer que existe melhor ou pior deficiêcia que as outras. Apenas que todas elas devem ser tratadas ao mesmo nível. Pouco ou nada se fala também de indivíduos que se viram crescer na condição de deficiente. E acima de tudo dos que se vêm excluidos da sociedade por crescerem sem alguma instrução devido a condição da deficiência em que se encontram. Este é o grupo&lt;br /&gt;que a dado ponto pode-se sentir estrangeiro no seu próprio país, uma vez que não é protegido por uma legislação específica contra a discriminação da qual é vítima.&lt;br /&gt;Célia Regina Vieira Bastos&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt; é uma brasileira que nasceu com um problema genético: osteogenesis imperfecta. Ela tem uma estatura de uma criança de quatro anos de idade, aproximadamente 112 cm. Usa um par de muletas canadenses para andar; um par de aparelhos auditivos para escutar; uma cadeira de rodas para caminhadas mais longas; tem uma aste metálica dentro do seu fêmur, com um pequeno arame para sustentar o seu osso; e usa óculos para poder ver. Aos 18 anos de idade já era estudante universitária, algum tempo depois iniciou o seu curso de Mestrado em Química Orgânica, na área de Química de productos Naturais. Depois de muitas batalhas na vida, conseguiu passar por uma selecção rigorosa para professor colaborador de Química Orgânica na Universidade Federal do Ceará, e mais tarde defendeu a sua tese de mestrado em 1982. Seria muito plausível se o governo e a sociedade em geral criassem espaço para que no nosso país tivessemos muitos deficientes bem sucedidos como o exemplo anteriormente evocado.&lt;br /&gt;A não criação de legislação específica para a proteção dos IPDD, pode-se considerar uma violação flagrande dos direitos fundamentais do homem.&lt;br /&gt;O artigo 35º da constituição da República reza que todos os cidadãos são iguais perante a lei, gozam dos mesmos direitos e estão sujeitos aos mesmos deveres, independentemente da cor, raça, sexo, origem étnica, lugar de nascimento, religião, grau de instrução, posição social, estado civil dos pais, profissão ou opção política. Neste artigo foram enumeradas várias situações senão mesmo atributos em que os cidadãos estão sujeitos a serem discriminados. Ao se pensar nisso, nem se quer ocorreu aos legisladores que existe a deficiência física ou mental como um outro atributo que torna aos seus portadores grandes vítimas de discriminação. Isto é um exemplo claro que elucida a maneira como dantemão os deficientes são discriminados. No sentido em que foi retratada a questão da igualdade anteriormente elucidada, é como se o problema dos deficientes não existisse, e não fosse nenhuma preocupação para ninguém. Alguém poderia querer rebater este argumento, afirmando que não seria possível enunciar na constituição todos os atributos passíveis de discriminação. Mas isto não é o caso, pelo facto de estar muito claro, que o legislador apontou o maior número possível de atributos discriminatórios que lhe ocorreram em mente, esquecendo assim da deficiência físico-mental. Isto é também uma discriminação do IPDD, e acima de tudo uma violação fagrante dos direitos humanos.&lt;br /&gt;Por sua vez, o artigo 37º da mesma constituição advoga que os cidadãos portadores de deficiência gozam plenamente dos direitos consignados na Constituição e estão sujeitos aos mesmos deveres com resalva do exercício ou cumprimento daqueles para os quais, em razão da deficiência, se encontrem incapacitados. Ora este artigo apenas fala dos IPDD, sem contudo dar-lhes algum benefício que lhes permita concorrer em pé de igualdade com os não portadores de deficiência. No mesmo, pode-se descurar a ideia segundo a qual todos os deficientes gozam dos mesmos direitos dos não deficientes porque todos são cidadãos moçambicanos. Mas esta ideia, não mostra nenhuma protecção à quem tem sido vítima de quase todo o tipo de discriminação e estigmatização. O artigo procura por exemplo, sublinhar que o paralítico não deve cumprir com o SMO devido a sua condição. Naturalmente que isto é obvio; mesmo que o obrigassem a cumprir com tal dever patriótico, o seu desempenho seria talvés considerado irisório. Podemos assim depreender que esta clausula não visa essencialmente proteger ao deficiente, antes sim, pôr de parte os que são considerados inválidos. Neste sentido podemos afirmar que temos uma lei fraca na protecção do deficiente contra todo o tipo de discriminação. Desta forma, estão abertas as possibilidades para se perpetuar a discriminação sobre este grupo vulnerável que até aqui se faz sentir no país.&lt;br /&gt;Apesar de tudo o que foi aludido em materia da legislação que protege o deficiente contra a discriminação, damos uma nota positiva ao governo, ao se preocupar em criar políticas populacionais que protegem o deficiente. Estas políticas tem melhor aspecto comparativamente à legislação.&lt;br /&gt;As políticas de protecção ao deficiente, tanto como as outras políticas populacionais, não têm metas concretas de tal maneiras que nos permitam medir o impacto da sua implementação. Por esta razão crê-se que uma política da população não pode substituir à uma lei. Com uma lei as infracções são facilmente mensuráveis de maneiras que se podem sancionar aos desviantes, atribuindo lhes a pena que merecem; o que é diferente no caso da política para os IPDD. Nestas últimas, o seu indevido cumprimento, pode-se justificar com argumentos retóricos que muitas vezes não dão conta da realidade, e finalmente ninguem paga pelos seus actos.&lt;br /&gt;Neste momento o país precisa de de uma legislação que proteja aos deficientes contra todo o tipo de discriminação a que estão sujeitos. Deste modo estaremos a contribuir para a consolidação da paz, democracia, e direitos humanos; e fazendo com que os moçambicanos tenham orgulho da sua nacionalidade; sentindo-se protegidos pela sua pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;booksambo@msn.com&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Ministério da Mulher e Coordenação da Acção social&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; http://www.geocities.com/HotSprings/7455/celia3.html&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-111529204611111323?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/111529204611111323/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=111529204611111323' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/111529204611111323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/111529204611111323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2005/05/proteco-dos-deficientes.html' title='Protecção dos deficientes'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-111529171804647309</id><published>2005-05-05T04:10:00.000-07:00</published><updated>2007-02-15T12:00:05.091-08:00</updated><title type='text'>Liberdade de expressão em Mocambique</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil falar de liberdade de expressão sem falar de liberdade de imprensa. Há dado ponto os dois conceitos parecem sinónimos, o que não é o caso. Por outro lado chega-se a usar um conceito no lugar do outro, como se eles fossem sinónimos um do outro.&lt;br /&gt;Falar de liberdade de expressão, implica que o cidadão consiga exprimir publicamente as suas ideias e opiniões sem quaisquer tipo de censura. Deste modo a liberdade de expressão pode ser manifestada através da imprensa, da ciência, e da arte. Neste último veículo pode se fragmentar em literatura, teatro, cinema, pintura, escultura, dança, música, etc. na qual as ideias e opiniões dos cidadãos podem ser publicamente assumidas ou divulgadas.&lt;br /&gt;Apesar da diferença entre os dois conceitos ora aludidos, temos a referir que de algum modo eles se complementam.&lt;br /&gt;A liberdade de imprensa sem a liberdade de expressão é vazia; e a liberdade de expressão sem a liberdade de imprensa é cega. Assim nos posicionamos se admitirmos que a maior parte de informação consumida pelos cidadãos e que de certa forma contribui para a opinião pública, e o modus vivendi dos mesmos, é veiculada pela imprensa.&lt;br /&gt;Nesta comunicação, procuramos de algum modo relacionar a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa. Este último conceito deve ser entendido como a liberdade que o cidadão tem de criar oficialmente algum órgão de informação como o jornal, a rádio, a televisão, etc. A liberdade de imprensa vai mais longe ao permitir ou admitir que o cidadão tenha o direito ao acesso às fontes de informação que o permitam exercer condignamente a sua actividade ao nível da imprensa, bem como a protecção da independência e do sigilo profissional.&lt;br /&gt;Conforme o aludido anteriormente podemos notar claramente a diferença entre os dois conceitos. Sendo assim dá para arriscar a afirmação segundo a qual a liberdade de imprensa em Moçambique tende a notabilizar-se nos últimos anos (apesar de alguns sobresaltos como poderemos apresentar mais adiante) comparativamente a liberdade de expressão. O exemplo disso é o aumento das rádios comunitárias e privadas em FM; o aumento de jornais independentes, e a existência de duas estações televisivas de carácter privado (Miramar, e STV), que se vêm juntar às tradicionais TVM e a RTP África.&lt;br /&gt;Apesar de muitas rádios em frequência modulada, e as televisões privadas não terem uma cobertura nacional, é de louvar a abertura que o governo tem dado ao exercício da liberdade de Imprensa no país. Neste sentido está-se a contribuir de algum modo para o respeito pelos direitos humanos e a constituição da república no seu Artigo 48 que advoga o exercício da liberdade de imprensa. O número 1 deste mesmo artigo reza que todos os cidadãos têm direito à liberdade de expressão, à liberdade de imprensa, bem como o direito à informação.&lt;br /&gt;Apesar de que Moçambique não tenha ractificado todos eles, são vários os instrumentos internacionais que protegem os direitos à liberdade de expressão. Dentre eles destacam-se a Declaração Universal dos Direitos do Homem(1948): artigos 18º, e 19º, a Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão (1789): artigos 2º, 4º, 10º, e 11º; a Convenção sobre a Protecção dos Direitos Humanos e das Liberdades Fundamentais (1950): artigos 9º e 10º; a Declaração dos Princípios da Cooperação Cultural Internacional (1966): artigo VII; e por último o Pacto dos Direitos Civís e Políticos (1966): artigos 12º e 13º&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;A morte do jornalista Carlos Cardoso e o fecho do Jornal Metical do qual era proprietário, bem como as ameaças de morte infligidas ao jornalista e director de informação do canal televisivo STV, Jeremias Langa, são um exemplo claro de como até hoje a liberdade de expressão em Moçambique não passa de um sonho.&lt;br /&gt;Num relatório do Comité para a Protecção dos Jornalistas (com sede em New York) elaborado por Yves Sorokobi(2001)&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;, admite este, que Cardoso foi morto pelo seu jornalismo investigativo que preocupava algumas figuras do alto poder político, sobretudo quando se fazia acreditar que mais tarde ou cedo denunciaria as redes dos dirigentes corruptos.&lt;br /&gt;Enquanto o Banco Mundial e o FMI admitiam que Moçambique tem uma taxa de crescimento bastante impressionante, sendo assim um exemplo de boa governação para muitos países embaraçados com as políticas de ajustamento estrutural, Cardoso trazia nas suas pesquisas revelações contraditórias. Este último admitia que tal crescimento benéfico à uma pequena elite, não era fruto de boa governação, antes sim, resultado de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, entre outras falcatruas. As suas pesquisas iam mais à fundo ao tentar trazer a tona, redes de desfalques bancários e má gestão dos fundos do erário público.&lt;br /&gt;À 27 de janeiro do corrente ano (2005), Jeremias Langa, foi assaltado na sua própria viatura por dois homens armados que lhe ameaçavam seguir o destino de Cardoso. O argumento de tais ameaças era segundo os assaltantes, o facto do jornalista “falar muito”. Por outras palavras, queriam eles dizer que a sua vítima devia limitar-se de exercer o seu direito de liberdade de expressão. “Interrogado por Repórteres Sem Fronteiras, Jeremias Langa lamentou a apatia da polícia, a qual afirma que os seus serviços perderam a sua queixa&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;”. Cenários como estes vêm comprovar as afirmações de Joaquim Madeira numa das secções parlamentais de 2002.&lt;br /&gt;Numa transcrição directa de um paper apresentado numa conferência para as novas políticas económicas de desenvolvimento, intitulado Are donors to Mozambique promoting corruption? Joseph Hanlon (2002) escreve: In a brave statment to parliament on 6 March 2002, Attorney-General Joaquim Madeira pointed to “ the growing tendancy for illegality to gain supremacy over legality, the dishonest over the honest. He said that “the culture of legality is still a dream, even among leaders who believe they are free or not to respond to requests by the Attorney General’s office. “As part of corruption investigation, Madeira sent requests for information to four ministers – one sent the material requested, one telephoned to say he would not respond, and two did not respond at all. (Madeira 2002)&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A liberdade de expressão tanto como a liberdade de imprensa em Moçambique dependem muito da boa vontade política no sentido de procurar respeitar os direitos humanos. Enquanto faltar a vontade política, será difícil ver estes direitos florirem no país. De certa forma garante-se assim uma informação medíocre ao cidadão através dos órgãos de imprensa limitados dos seus direitos.&lt;br /&gt;A liberdade de imprensa, não tem sido respeitada na íntegra se tomarmos em linha de conta o fechamento que certas entidades têm implementado na concessão de informação à imprensa.&lt;br /&gt;A 1 de Março, de 2001, por exemplo, altura em que o caso Cardoso fazia correr muita tinta, o ex-Ministro do Interior, Almerino Manhenje, convidou todos os repórteres de todas redacções de Maputo, a excepção da publicação de Carlos cardoso, o Metical, para um “briefing” no seu gabinete. O ex-Ministro anunciou que tinham sido efectuadas algumas detenções e que a polícia estava em posse de itens usados directa ou indirectamente no crime. Mas segundo o relato da agência noticiosa estatal, AIM, a conferência de imprensa não chegou a durar cinco minutos e o ex-Ministro declinou responder a quaisquer perguntas&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Situações em que o próprio governo não se tem empenhado na promoção da liberdade de imprensa e de expressão como parte integra dos direitos humanos, a imprensa sente-se enfraquecida e nalguns casos receosa de pesquisar e levar a verdade aos cidadãos.&lt;br /&gt;Conta Fernando Lima, director do semanário privado Savana, que após a morte de Carlos Cardoso, nenhum jornal substituiu o Metical em termos de qualidade [...] hoje a imprensa de investigação já não existe. Ainda temos um pouco de coragem , mas já não vamos ao fundo dos factos&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Com o novo governo, Moçambique parece tomar uma outra face em termos de liberdade de expressão e de imprensa. O exemplo claro disso foram as corajosas reportagens do jornal Embondeiro, um dos semanários independentes, que chegaram ao ponto de apresentar numa das suas edições as alegadas empresas do actual Chefe do Estado, e os valores que elas deviam a banca.&lt;br /&gt;Muito recentemente, a edição do Jornal Vertical datada de 22 de Abril do corrente ano, publicou um documento apresentado em plenária da Assembleia da república pelo deputado da Renamo, Eduardo Namburete, no qual se liam empresas de altas figuras ligadas ao partido no poder, que fizeram o uso indevido dos fundos do Estado, sem contudo conseguirem liquidar as suas dívidas. Tais actos corajosos por parte dos cidadãos coadjuvados pela imprensa, demonstram uma clara batalha pela consolidação dos seus direitos ora violados. Desta forma está-se a envidar esforços no sentido de se exercer a democratização do país pela via da liberdade de expressão.&lt;br /&gt;No dia Mundial da liberdade de imprensa (03 de Maio), O Director Geral da Unesco, Koïchiro Matsuura explicou na mensagem do dia que sem a liberdade de expressão e de imprensa, a democracia não poderá prevalecer, do mesmo modo que as condições para o desenvolvimento tornam-se insustentáveis.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftn7" name="_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Seguindo os exemplos acima transcritos, a sociedade civil e os cidadãos em geral, devem continuar lutando pela consolidação do direito à liberdade de expressão e imprensa, de modo a contribuírem para uma plena observância dos direitos humanos no país. Nesse sentido o governo Moçambicano está de parabens pelo esforço que até aqui tem evidenciado na matéria.&lt;br /&gt;Num artigo de Filipe Vieira, intitulado A Imprensa Floresceu em Moçambique, recorda, que em Novembro de 2004 o parlamento moçambicano aprovou emendas constitucionais , incluindo artigos alargando a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa. Um artigo proibindo os jornalistas de efectuar reportagens que possam pôr em causa “os objectivos da política externa e da segurança nacional” foram desde então anulados&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftn8" name="_ftnref8"&gt;[8]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Medidas como as aludidas anteriormente são encorajadoras uma vez comparadas à um passado recente em que as condições para o exercício da cidadania, direitos humanos, e democracia eram exíguas.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; http://www.dhnet.org.br/oficinas/dhparaiba/5/liberdade.html&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; http://www.cpj.org/Briefings/2002/moz_may02/moz_may02_Pr.html&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; http://www.rsf.org/article.php3?id_article=12439&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; &lt;a href="http://dpp.open.ac.uk/profiles/Sheffield%20Moz%20Hanlon.pdf"&gt;http://dpp.open.ac.uk/profiles/Sheffield%20Moz%20Hanlon.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; http://www.cpj.org/Briefings/2002/moz_may02/moz_may02_Pr.html&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; http://www.rsf.org/article.php3?id_article=8573&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftnref7" name="_ftn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; http://portal.unesco.org/ci/en/ev.php-URL_ID=18816&amp;URL_DO=DO_TOPIC&amp;amp;URL_SEC...&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=11597125#_ftnref8" name="_ftn8"&gt;[8]&lt;/a&gt; http://www.voanews.com/portuguese/Archieve/a-2005-03-15-2-1.cfm?renderforprint=1&amp;amp;text...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-111529171804647309?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/111529171804647309/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=111529171804647309' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/111529171804647309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/111529171804647309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2005/05/liberdade-de-expresso-em-mocambique.html' title='Liberdade de expressão em Mocambique'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-111141577352031785</id><published>2005-03-21T06:32:00.000-08:00</published><updated>2005-03-21T06:36:13.526-08:00</updated><title type='text'>Confiança política versus competência técnica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olhando para o panorama sócio-político em Moçambique, quer me parecer que o governo é formado na base da confiança política. Raramente a competência técnica é tida como o primeiro requisito para a atribuição de uma pasta como a de ministro. Só para exemplificar tenho à me referir que no governo que vigorou de 1999 à 2004, tinhamos no Ministério dos Negócios Estrangeiros, um médico ao invés de um diplomata; no Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, um veterinário ao invés de um agrónomo; no Ministério do Interior, um piloto, ao invés de um polícia; e assim por diante. Situações como estas repetiram-se no actual governo de 2004-2009. Não quero com tudo isto dizer que a confiança política é de todo inútil. Mas que seja conciliada ao lado técnico. É dificil dirigir bem se não conhecemos as ferramentas de trabalho. É sobre este aspecto que pretendo comentar, de modo a suscitar um debate aos interessados na matéria.&lt;br /&gt;O argumento mais conhecido ou mais difundido (sobretudo de maneira informal ou não oficial) para esta prática alude ao facto de que um indivíduo de confiança será sempre fiel e obediente ao que o nomeou. Isto implica fazer tudo conforme às ordens que lhe forem imputadas. Se este argumento é realmente usado pelos de direito, dá para ver muitos aspectos que se contradizem com o discurso político em voga. Este discurso apregoa a luta contra a corrupção, a pobreza absoluta, o famoso espírito do deixa andar, entre outros.&lt;br /&gt;Ser fiel até ao nível supracitado, implica até certo ponto assumir um papel passivo face aos erros do nosso amo. Porque deixaremos de ser de confiança se apontarmos os seus erros e mostrarmos o perigo que eles constituem para a melhoria do nível de vida dos moçambicanos. Por outras palavras, preferir gente de confiança ao invés de gente competente, significa negligênciar os técnicos, temendo ser magoado com verdades. É neste sentido em que se verifica uma contradição entre o que se promete fazer durante os discursos políticos pré-eleitorais e o que é feito após a tomada do poder.&lt;br /&gt;Segundo Stephen Kanitz – Professor Titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, e autor da obra Brazil – The Emerging Economic Boom – o erro que a maioria dos politicos eleitos comete é disconhecer uma das leis básicas da administração: todo cargo, seja público, seja privado, é de total e irrestrita desconfiança. Infelizmente, todo colaborador, por mais amigo que seja, precisa ser tratado com certa dose de desconfiança.&lt;br /&gt;Cargo de confiança é simplesmente um conceito anacrônico, algo do passado pré-gerencial. Num mundo competitivo, todos os cargos, incluindo os do governo, precisam ser de total e irrestrita competência, e não de confiança.&lt;br /&gt;Um governo formado pela confiança política, implica pôr os sapateiros a trabalhar na padaria; os mecânicos na cozinha; e os eletrecistas na machamba. A consequência de tudo isto é óbvia.&lt;br /&gt;Ao invés de termos um governo executivo do seu programa, teremos muito provavelmente um governo estagiário durante o seu mandato. Neste tempo todo os sapateiros não estarão a produzir o pão. Estarão a aprender fazê-lo. Da mesma forma os mecânicos estarão a aprender a cozinhar; e só no outro mandato é que começarão a cozinhar; mas só se aprenderem a cozinhar.&lt;br /&gt;Situações como estas implicam uma paralização no avanço do país por mais cinco anos, o que seria evitável se se apostasse nos técnicos, ou seja nos indivíduos competentes. Por exemplo, um governo apostado em tecnocratas, poderia nomear ao fulano que criou um software para o controle de todas as chamadas telefónicas (telemoveis e telefixos), à pasta de ministro das comunicações. O empenho deste no seu trabalho é movido por um conhecimento de causa sobre o mesmo, o que seria diferente se estivessemos na presença de um caloiro na material.&lt;br /&gt;Alguém poderia dizer que o ministro não executa o trabalho técnico, apenas controla-o para que se alcance as metas previamente traçadas. Mas nem porisso deixariamos de precisar um ministro que entende bem da material. Sai mais em conta um grande padeiro a controlar o trabalho dos seus homens na padaria, do que o mesmo control ser feito por um carpinteiro.&lt;br /&gt;Apropriando-se das palavras de Kanitz poderiamos propor para a solução do problema vivido em Moçambique o seguinte: em vez de se contratar um amigo do peito, selecione-se o melhor e mais qualificado profissional possível para o cargo, independente de conhecê-lo ou não. Em seguida, cerque-se o contratado de controles gerenciais, fiscalização interna, auditoria externa, o que for necessário para manter o pessoal na linha. Se for possível associar as competências técnicas à confiança política, menos mal ainda. Na ausência destas duas pré-condições, é preferível uma competência técnica ao invés de uma simples confiança pessoal ou política.&lt;br /&gt;Os políticos são famosos pela sua retórica, e capacidade de persuasão das massas. Quando fracassam nos seus deveres têm sempre argumentos para-se justificarem. Na fase em que estamos, o nosso país não poderá avançar com desculpas, mas sim com resultados concretos do nosso trabalho, conforme referiu o sociológo moçambicano Elíso Macamo. Apostando na competência técnica estaremos deste modo a evitar contradições entre o que se promete fazer e o que é feito. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-111141577352031785?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/111141577352031785/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=111141577352031785' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/111141577352031785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/111141577352031785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2005/03/confiana-poltica-versus-competncia.html' title='Confiança política versus competência técnica'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11597125.post-111141411250535387</id><published>2005-03-21T06:02:00.000-08:00</published><updated>2005-03-21T06:12:29.833-08:00</updated><title type='text'>Mia Couto, racista?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na oração de sapiência os intelectuais procuram demonstrar a sua sabedoria, dentro da comunidade académica e aos demais interessados em partilhar dessa sabedoria. O conceituado escritor moçambicano, Mia Couto, é também um intellectual, razão pela qual foi a sua vez de receber o convite para dar uma oração de sapiência no ISCTEM. O seu discurso foi longo mas objectivo. Foi daqueles discursos que põe o dedo na ferida dos outros. E nesse caso muitos foram lesados.&lt;br /&gt;Como se não bastasse, não faltaram reações. Neste momento há quem lhe começa a chamar de racista pelo discurso que apresentou. O ponto fulcral em que se apoiam os que lhe acusam de racista, prende-se com a forte aversão que o ilustre escritor tem face ao conservadorismo extremo. No seu ver este conservadorismo à que nos apegamos hoje, não nos leva ao desenvolvimento do país, e no lato sensus, poderiamos dizer de África. Eu pessoalmente concordo com ele.&lt;br /&gt;Se ele é racista, não será pelo discurso que apresentou durante a oração de sapiência. Será portanto por outros motivos. O que realmente aconteceu é que muitos saíram lesados com as verdades que o Mia lançou para o ar. Como é de habitual, nós os moçambicanos não gostamos de ver alguém que pensa diferente de nós. Quando surge um deles, começamos a procurar um ponto qualquer para o atacar. Ou porque ele mazione e é feiticeiro; ou porque é da Renamo e esses tipo nunca têm ideia; ou porque é branco e logo é racista; ou porque é chingondo e esses não são civilizados, e por aí em diante.&lt;br /&gt;Por mim, o Mia Couto não tem culpa de ser branco. Ele é moçambicano e tem o direito de exprimir as suas ideias. Os ataques pessoais que lhe foram feitos não têm um suporte lógico, razão pela qual considero que tenham sido feitos emotivamente.&lt;br /&gt;Para desenvolvermos o nosso país devemos começar a aceitar críticas positivas, e mudarmos a nossa maneira de pensar como bem disse o nosso escritor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11597125-111141411250535387?l=booksambo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://booksambo.blogspot.com/feeds/111141411250535387/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11597125&amp;postID=111141411250535387' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/111141411250535387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11597125/posts/default/111141411250535387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://booksambo.blogspot.com/2005/03/mia-couto-racista.html' title='Mia Couto, racista?'/><author><name>Book Sambo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16207795233314132067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
